terça-feira, dezembro 28, 2004
Zero Game, Brad Meltzer
Não foi o primeiro livro que li de Brad Meltzer. Já o conhecia da BD. Escreveu uma arc-story para o Green Arrow, fraquita na minha opinião, mas escreveu a mini-série do ano na DC. Identity Crisis.
Foi esta história que me levou a comprar na Fnac Zero Game no Domingo. O que dizer de um livro que lemos em doze horas?
Que tem uma premissa interessante - Dois staffs no Senado Americano jogam um jogo (adivinharam o Zero Game), não é nada demais, são pequenas apostas ou brincadeiras relacionadas com a vida do Senado. Um dia um deles é morto e é aí que o verdadeiro jogo ( o do rato e do gato) começa. Sem sequer saber porque está a ser perseguido eporque é que o querem matar Harris Sandler procura descobrir a verdade.
Não é nada de outro mundo! É um romance tipicamente americano, um blockbuster, comparável a Grisham. Deu-me algum gozo a ler, desiludiu-me um pouco na recta final e edtava à espera dum final mais interessante. No entanto, não é do pior que anda por aí.
Por isso se gostam de Thriller e política Americana, dêem uma chance ao rapaz.
Ou comprem a BD - Identity Crisis vale(u) muito a pena...
Foi esta história que me levou a comprar na Fnac Zero Game no Domingo. O que dizer de um livro que lemos em doze horas?
Que tem uma premissa interessante - Dois staffs no Senado Americano jogam um jogo (adivinharam o Zero Game), não é nada demais, são pequenas apostas ou brincadeiras relacionadas com a vida do Senado. Um dia um deles é morto e é aí que o verdadeiro jogo ( o do rato e do gato) começa. Sem sequer saber porque está a ser perseguido eporque é que o querem matar Harris Sandler procura descobrir a verdade.
Não é nada de outro mundo! É um romance tipicamente americano, um blockbuster, comparável a Grisham. Deu-me algum gozo a ler, desiludiu-me um pouco na recta final e edtava à espera dum final mais interessante. No entanto, não é do pior que anda por aí.
Por isso se gostam de Thriller e política Americana, dêem uma chance ao rapaz.
Ou comprem a BD - Identity Crisis vale(u) muito a pena...
O filho de thor e Máscara de Raposa
Li o Filho de Thor quando saiu.
Fiquei com pé atrás quando li ou ouvi alguém comparar a autora com a Marion Zimmer Bradley. Nunca apreciei (e podem bater, mas gostos não se discutem lamentam-se) os livros de Bradley, melhor nunca consegui passar para além das 100 páginas. Mas tudo o que tenha a ver com mitologia nórdica interessa-me (a culpa é da BD, quantas vezes andei com o deus do Trovão debaixo do braço?).
A verdade é que li e gostei bastante. Quando o segundo volume saiu corri a comprá-lo mas não consegui lê-lo. Havia algo que me impedia. A semana passada peguei nele e disse a mim mesmo, vais lê-lo.
Li e gostei tanto ou mais do que do primeiro. Gostei dos dois porque nenhum cai no cliché barato.
TEm algo de original, de iniciação, de luta, mudança de personalidades, de crescimento. Fala de amor e do poder deste. Fala ou falam, para ser mais preciso.
Dois romances que aconselho vivamente a descobrir, em português na Bertrand.
Se estiverem interessados na trama digam qualquer coisa, não escrevi mais pra não vos chatear...
Fiquei com pé atrás quando li ou ouvi alguém comparar a autora com a Marion Zimmer Bradley. Nunca apreciei (e podem bater, mas gostos não se discutem lamentam-se) os livros de Bradley, melhor nunca consegui passar para além das 100 páginas. Mas tudo o que tenha a ver com mitologia nórdica interessa-me (a culpa é da BD, quantas vezes andei com o deus do Trovão debaixo do braço?).
A verdade é que li e gostei bastante. Quando o segundo volume saiu corri a comprá-lo mas não consegui lê-lo. Havia algo que me impedia. A semana passada peguei nele e disse a mim mesmo, vais lê-lo.
Li e gostei tanto ou mais do que do primeiro. Gostei dos dois porque nenhum cai no cliché barato.
TEm algo de original, de iniciação, de luta, mudança de personalidades, de crescimento. Fala de amor e do poder deste. Fala ou falam, para ser mais preciso.
Dois romances que aconselho vivamente a descobrir, em português na Bertrand.
Se estiverem interessados na trama digam qualquer coisa, não escrevi mais pra não vos chatear...
As prendas
Não vou mencionar todas...
Mas algumas, o meu morito deu-me uma bolsa para as carteiras e telemóvel, chaves e afins - andava farta de me ver com os bolsos cheios de tralha!
Deu-me também um livro intitulado "Eça de Queiroz e o Egipto Faraónico", uma leitura do livro de viagens de Eça sobre o Egipto, o qual está com muito bom aspecto! Deu-me também um Scrapbook lindo, lindo!
De resto, recebi a tãqo desejada biografia de Churchill, um livro sobre datas chaves do Cristianismo, o 3ª volume das crónicas de Fionnavar (aconselho vivamente) e mais algumas coisas...
Recebi também um gravador de DVDs que só me deu dores de cabeça. Andei 5 dias a tentar descobrir o que se passava com ele, já que o pc não o reconhecia, depois de tentar tudo e mais alguma coisa, voltei à loja, trocaram-me por outro que aparentemente está com melhor saúde. Vamos a ver....
E vocês?
Quais as vossas prendinhas?
Mas algumas, o meu morito deu-me uma bolsa para as carteiras e telemóvel, chaves e afins - andava farta de me ver com os bolsos cheios de tralha!
Deu-me também um livro intitulado "Eça de Queiroz e o Egipto Faraónico", uma leitura do livro de viagens de Eça sobre o Egipto, o qual está com muito bom aspecto! Deu-me também um Scrapbook lindo, lindo!
De resto, recebi a tãqo desejada biografia de Churchill, um livro sobre datas chaves do Cristianismo, o 3ª volume das crónicas de Fionnavar (aconselho vivamente) e mais algumas coisas...
Recebi também um gravador de DVDs que só me deu dores de cabeça. Andei 5 dias a tentar descobrir o que se passava com ele, já que o pc não o reconhecia, depois de tentar tudo e mais alguma coisa, voltei à loja, trocaram-me por outro que aparentemente está com melhor saúde. Vamos a ver....
E vocês?
Quais as vossas prendinhas?
Natal
Foi um Natal normal mas ainda assim meio choço, não me peçam para explicar. Há coisas que se sentem e não se explicam.
A ementa foi constituída de bacalhau cozido com couves, para uns, e bacalhau espiritual, para outros. Confesso que sou pouco adepto do b. cozido e por isso optei pela 2ª opção. Como prato de carne degustei um arrozito de pato.
Como doces digamos que comi com cuidado, somente molotof com doce de ovos, bolo rei, um pouco de tarte de laranja (não sou muito apreciador) e mais qq coisa que não me lembro)!
Entre o jantar e a abertura das prendas jogamos Trivial - A minha mãe e eu num equipa, o meu irmão e a minha madrinha na outra. Ganhámos 2-0, para que conste:p
E depois as prendinhas....
De notar que só tive oportunidade de estar com o meu amor no dia seguinte, embora já tivesse trocado as prendas com ela durante a tarde. Andamos há alguns anos a tentar passar a noite de Natal juntos, mas ainda não foi desta. Quem sabe para o ano?
A ementa foi constituída de bacalhau cozido com couves, para uns, e bacalhau espiritual, para outros. Confesso que sou pouco adepto do b. cozido e por isso optei pela 2ª opção. Como prato de carne degustei um arrozito de pato.
Como doces digamos que comi com cuidado, somente molotof com doce de ovos, bolo rei, um pouco de tarte de laranja (não sou muito apreciador) e mais qq coisa que não me lembro)!
Entre o jantar e a abertura das prendas jogamos Trivial - A minha mãe e eu num equipa, o meu irmão e a minha madrinha na outra. Ganhámos 2-0, para que conste:p
E depois as prendinhas....
De notar que só tive oportunidade de estar com o meu amor no dia seguinte, embora já tivesse trocado as prendas com ela durante a tarde. Andamos há alguns anos a tentar passar a noite de Natal juntos, mas ainda não foi desta. Quem sabe para o ano?
Ponto da Situação
Parece que não escrevo aqui há uma eternidade. Acho que é há menos tempo:p
De qualquer modo fico feliz por voltar aqui, é quase como voltar a casa. A última semana foi complicada em termos de tempo. Por um lado até 6ª Feira foi muito o trabalho e depois tive 3 dias e meio de folga, algo que já não aocntecia desde o verão, portanto acho que tenho desculpas por não ter ocupado o meu tempo livre em frente do Pc, não acham?
De qualquer modo aconteceram algumas coisas, entraram novos livros e Dvds para a colecção, mas sobre isso já falarei em outros posts...
De qualquer modo fico feliz por voltar aqui, é quase como voltar a casa. A última semana foi complicada em termos de tempo. Por um lado até 6ª Feira foi muito o trabalho e depois tive 3 dias e meio de folga, algo que já não aocntecia desde o verão, portanto acho que tenho desculpas por não ter ocupado o meu tempo livre em frente do Pc, não acham?
De qualquer modo aconteceram algumas coisas, entraram novos livros e Dvds para a colecção, mas sobre isso já falarei em outros posts...
terça-feira, dezembro 21, 2004
Os novos Clubes de Vídeo
Acho que está na altura de mudarmos o nome, não? É que o paradigma mudou, agora são quase, por excelência clubes de DVD e cada vez mais.
É interessante ver a nova moda. O que também é sinal dos tempos, falo dos Vídeo clubes tipo multibanco em que se paga em função do tempo que se demora. Hoje quer-se tudo o mais rápido possível e o cliente não gosta de pagar muito. Tem toda a lógica o filme ser pago em função do tempo que demora em casa do cliente. Tem toda a lógica numa sociedade que já nasce cansada e atrasada para ir ao trabalho.
De qualquer modo o meu obrigado ao srs. que se lembraram de abrir um ao lado da loja da família.............
É interessante ver a nova moda. O que também é sinal dos tempos, falo dos Vídeo clubes tipo multibanco em que se paga em função do tempo que se demora. Hoje quer-se tudo o mais rápido possível e o cliente não gosta de pagar muito. Tem toda a lógica o filme ser pago em função do tempo que demora em casa do cliente. Tem toda a lógica numa sociedade que já nasce cansada e atrasada para ir ao trabalho.
De qualquer modo o meu obrigado ao srs. que se lembraram de abrir um ao lado da loja da família.............
Frustração
Os meus pais andaram à procura duma prenda para mim...a que eu tinha pedido.
Onde foram tinha esgotado, entraram em 3 ou 4 lojas.
compro depois do Natal o ansiado e desejado DVD R.
Agora é que vai ser giro..................
Onde foram tinha esgotado, entraram em 3 ou 4 lojas.
compro depois do Natal o ansiado e desejado DVD R.
Agora é que vai ser giro..................
DVDs
Tinha guardado 50 euros para a edição especial do Regresso do Rei, afinal veio taxada em 35Euros. Deu para comprar por uns módicos 20 Euros a Triologia do Regresso ao Futuro!
E por 55 Euros faz-se a festa...
Para quando um visionamento integral da Triologia do Sr dos Anéis?
E por 55 Euros faz-se a festa...
Para quando um visionamento integral da Triologia do Sr dos Anéis?
Para os que se queixam
Para aqueles que dizem que a Bíblia é chata, não se perecebe e nem sequer tem desenhos (embora muitas tenham:p) aqui fica um site interessante:
são algumas histórias bíblicas em Lego: http://www.thebricktestament.com/
são algumas histórias bíblicas em Lego: http://www.thebricktestament.com/
Pesca
Ontem foi dia de compras, das últimas (hopefully) de Natal.
Para acabar a noite ainda fui a Setúbal, com o pai e tio da Sara, mais o irmão do meio, à pesca.
Apanhei um linguado, um charroco e um alcoraz. Eles apanharam uns alcorazes, uma raia e o Jónatas um belo linguado.
Não que eu perceba muito de pesca, nada ou quase nada. Consigo a custo meter o isco no anzol, mas sempre se passa um tempo agradável.
Algumas das minhas páginas preferidas são as de Hemmingway num livro chamado Ilhas na Corrente em que ao longo de 70 pp ele descreve uma pescaria. Claro que é pescaria de alto gabarito são peixes bem mais pesados do que os que eu pesquei ontem, mas são páginas de grande elogio à pesca e espectaculares.
Na minha opinião superiores às do Velho e o Mar, o que já é dizer muito.
Para acabar a noite ainda fui a Setúbal, com o pai e tio da Sara, mais o irmão do meio, à pesca.
Apanhei um linguado, um charroco e um alcoraz. Eles apanharam uns alcorazes, uma raia e o Jónatas um belo linguado.
Não que eu perceba muito de pesca, nada ou quase nada. Consigo a custo meter o isco no anzol, mas sempre se passa um tempo agradável.
Algumas das minhas páginas preferidas são as de Hemmingway num livro chamado Ilhas na Corrente em que ao longo de 70 pp ele descreve uma pescaria. Claro que é pescaria de alto gabarito são peixes bem mais pesados do que os que eu pesquei ontem, mas são páginas de grande elogio à pesca e espectaculares.
Na minha opinião superiores às do Velho e o Mar, o que já é dizer muito.
segunda-feira, dezembro 20, 2004
RTP Memória
A RTPM tem destas coisas, vai dando coisas e mais coisas, recentes ou mais antigas. De algumas eu lembro-me, de outras não. Umas metem piada, as outras medo.
Há noite, de madrugada dão jogos de futebol, já lá vi (um pouco) o SCP- Celtic, o FCP - Werder Bremen, entre outros.
Mas na semana passada dei por mim a gargalhar. Via um programazito com a Teresa Guilherme e com o Sr. Goucha, na altura do portuguesíssimo e farfalhudo bigode. Bem bonito...
Há noite, de madrugada dão jogos de futebol, já lá vi (um pouco) o SCP- Celtic, o FCP - Werder Bremen, entre outros.
Mas na semana passada dei por mim a gargalhar. Via um programazito com a Teresa Guilherme e com o Sr. Goucha, na altura do portuguesíssimo e farfalhudo bigode. Bem bonito...
Envergonhado
Ao ver na RTP Memória "O Tal Canal" penso que o que o Herman devia sentir hoje era vergonha! Pelo fraco conteúdo que nos oferece hoje, nem sempre os ditados antigos são verdadeiros neste caso quanto mais velho pior.
Que saudades do humor do Herman na RTP!
Que saudades do humor do Herman na RTP!
Competitividade
Dizem que o campeonato português de futebol anda mais competitivo.
Eles lá sabem, eu tentei ver os jogos deste fim de semana do Porto e Benfica, mas adormeci a meio.
Eu acho que o campeonato está nivelado por baixo. Ainda para mais se compararmos com os excelentes jogos que a SporTV passou este fim semana: o do chelsea, Man Utd, Milan, Real Madrid.
Enfim...competitividades...
Eles lá sabem, eu tentei ver os jogos deste fim de semana do Porto e Benfica, mas adormeci a meio.
Eu acho que o campeonato está nivelado por baixo. Ainda para mais se compararmos com os excelentes jogos que a SporTV passou este fim semana: o do chelsea, Man Utd, Milan, Real Madrid.
Enfim...competitividades...
Lisboa em Dezembro
Confesso que ainda não fiz a viagem nocturna pela Lisboa natalícia. Gosto de ver as luzes e iluminações, gosto de ver Lisboa iluminada.
Mas hoje o que vi foi uma Lisboa meio despida, despida de gente, de barulho, de rebuliço. imagino que muitos terão metido esta semana de férias, imagino que os centros comerciais estejam cheios.
Imagino e invejo aqueles que tiraram uns dias, os meus ainda ficam a 5 dias de distância.
Mas hoje o que vi foi uma Lisboa meio despida, despida de gente, de barulho, de rebuliço. imagino que muitos terão metido esta semana de férias, imagino que os centros comerciais estejam cheios.
Imagino e invejo aqueles que tiraram uns dias, os meus ainda ficam a 5 dias de distância.
domingo, dezembro 19, 2004
diz o Daniel
Porquê...??? ,Poderìamos entender que: Existe de alguma forma algum problema ao nìvel de afirmação intelectual..., os livros que você se desgasta ao ler e tenta passar aos amigos .... ás vezes é frustante...talvez os seus "conhecidos" ou , "amigos" não sejam da sua massa...,bem , vivemos uma crìse de relacionamentos..., a não ser que haja um milagre iremos continuar a falar de "coisasinsignificantes"...Daniel Silva
Então...Vamos por partes, não sei se os leitores ou os meus amigos vão ler os livros de que eu falo, duvido. Mas não é esse o objectivo. Este blog é para mim o meu nicho, a minha gruta. Falo de algumas coisas (não todas) das quais gosto, que me interessam ou não. Até agora tenho sido quase consentâneo, acho que nas próximas semanas isso vai mudar (vão perceber...).
Quem vem aqui sabe um pouco do que está à espera, não escrevo para influenciar ninguém, escrevo para que saibam quem eu sou e o que vou lendo, ouvindo, vendo, etc.
Quanto à crise de relacionamentos...isso leva-nos a uma longa caminhada. Na minha vida nunca fui de ter muitos amigos! Tenho muitos conhecidos, amigos não muitos; se calhar o defeito é meu, já que a minha definição de amigo não é tão lata como a de alguns.
NAqueles que são meus amigos, não sei se estamos em crise. Muitas vezes temos acordos silenciosos em relação a alguns assuntos, ninguém discute. Somos cada vez mais amigos uns dos outros e conseguimos efinir o outro pelo que diz ou não diz, pelos silêncios.
Dizia o Nuno "O que nos liga é sabermos respeitar as diferenças de gostos uns dos outros e explorar o que temos de comum."E eu diria de gostos, crenças, opinião e etc, que acho que foi o que ele quis dizer.
concordo claro Daniel que vivemos por uma crise de relacionamentos, hoje está mais na moda o individual que o colectivo. Preza-se mais uma conversa na net, que um café em pessoa. Juntamos um grupo para ir ao cinema, mas não para conversar. Conhecemos o que o outro faz e veste e não quem ele é. Se era disto que estavas a falar concordo.
De qualquer modo este meu nicho é o local para as coisas insignificantes, mesmo!
Claro que de vez em quando falarei duma ou outra com mais interesse, e acho que já o fiz, mas como dizia no outro post, tenho andado demasiado cansado para o fazer com cabeça.
um abraço e obrigado primão
Continua a ler e a comentar/criticar/elogiar sempre que for caso disso
Obrigado mesmo
Tiagão
Então...Vamos por partes, não sei se os leitores ou os meus amigos vão ler os livros de que eu falo, duvido. Mas não é esse o objectivo. Este blog é para mim o meu nicho, a minha gruta. Falo de algumas coisas (não todas) das quais gosto, que me interessam ou não. Até agora tenho sido quase consentâneo, acho que nas próximas semanas isso vai mudar (vão perceber...).
Quem vem aqui sabe um pouco do que está à espera, não escrevo para influenciar ninguém, escrevo para que saibam quem eu sou e o que vou lendo, ouvindo, vendo, etc.
Quanto à crise de relacionamentos...isso leva-nos a uma longa caminhada. Na minha vida nunca fui de ter muitos amigos! Tenho muitos conhecidos, amigos não muitos; se calhar o defeito é meu, já que a minha definição de amigo não é tão lata como a de alguns.
NAqueles que são meus amigos, não sei se estamos em crise. Muitas vezes temos acordos silenciosos em relação a alguns assuntos, ninguém discute. Somos cada vez mais amigos uns dos outros e conseguimos efinir o outro pelo que diz ou não diz, pelos silêncios.
Dizia o Nuno "O que nos liga é sabermos respeitar as diferenças de gostos uns dos outros e explorar o que temos de comum."E eu diria de gostos, crenças, opinião e etc, que acho que foi o que ele quis dizer.
concordo claro Daniel que vivemos por uma crise de relacionamentos, hoje está mais na moda o individual que o colectivo. Preza-se mais uma conversa na net, que um café em pessoa. Juntamos um grupo para ir ao cinema, mas não para conversar. Conhecemos o que o outro faz e veste e não quem ele é. Se era disto que estavas a falar concordo.
De qualquer modo este meu nicho é o local para as coisas insignificantes, mesmo!
Claro que de vez em quando falarei duma ou outra com mais interesse, e acho que já o fiz, mas como dizia no outro post, tenho andado demasiado cansado para o fazer com cabeça.
um abraço e obrigado primão
Continua a ler e a comentar/criticar/elogiar sempre que for caso disso
Obrigado mesmo
Tiagão
Cansado
O cansaço tolda-nos o espírito, a mente e enevoa a vontade.
É esta a minha desculpa para a semana que passou, mas também para a que vem aí.
Tenho tanto para fazer, compras de última hora e tão pouco tempo. Quando chego a casa não me apetece nada, nem mesmo passar uns minutos à frente do teclado a escrever algumas coisas.
No entanto, obrigado a todos os que têm sentido a minha falta...
É esta a minha desculpa para a semana que passou, mas também para a que vem aí.
Tenho tanto para fazer, compras de última hora e tão pouco tempo. Quando chego a casa não me apetece nada, nem mesmo passar uns minutos à frente do teclado a escrever algumas coisas.
No entanto, obrigado a todos os que têm sentido a minha falta...
Quem és tu?
Fala -me de coisas novas...., abre o olho ..., aproveita as oportunidades.Tiagão ensina-nos algo...,ACORDA... Alguém precisa dos teus conselhos.
Quem és tu anónimo?
Quem és tu anónimo?
quinta-feira, dezembro 16, 2004
American Gods
E já há muito tempo que um livro não demorava tanto a ser lido!
Já ando com o American Gods do Neil Gaiman debaixo do braço há 2 semanas.
É estranho e normal como tudo o que Neil Gaiman escreve. Fala do dia a dia e coloca pequenas prosas no meio do texto cheias de banalidades, mas ao mesmo tempo é demasiado complexo para definir e explicar!
Vou tentar explicar a trama. Um homem sai da prisão mais cedo porque a sua mulher morreu. É interpelado por um homem que o quer contratar. Esse homem é um deus, e encontra-se numa missão. Reunir todos os deuses da velha guarda para lutar contra os novos deuses (internet, media, etc).
Qais os deuses da velha guarda? Todos aqueles que fazem parte da cultura dos povos que foram para a América. Preparem-se para deuses hindús, sul americanos, irlandeses, nórdicos, egípcios, já apanharam a ideia).
Do que se passa no meio é preciso ler, mas aviso já é para corações forte e pacientes. MAs vale a pena.
Xaxau
portem-se bem
Já ando com o American Gods do Neil Gaiman debaixo do braço há 2 semanas.
É estranho e normal como tudo o que Neil Gaiman escreve. Fala do dia a dia e coloca pequenas prosas no meio do texto cheias de banalidades, mas ao mesmo tempo é demasiado complexo para definir e explicar!
Vou tentar explicar a trama. Um homem sai da prisão mais cedo porque a sua mulher morreu. É interpelado por um homem que o quer contratar. Esse homem é um deus, e encontra-se numa missão. Reunir todos os deuses da velha guarda para lutar contra os novos deuses (internet, media, etc).
Qais os deuses da velha guarda? Todos aqueles que fazem parte da cultura dos povos que foram para a América. Preparem-se para deuses hindús, sul americanos, irlandeses, nórdicos, egípcios, já apanharam a ideia).
Do que se passa no meio é preciso ler, mas aviso já é para corações forte e pacientes. MAs vale a pena.
Xaxau
portem-se bem
Best comedy na TVCabo?
Qual é a melhor série/momento de humor na TVCabo?
A minha escolha vai para:
- a venda de jóias Lili Caneças, apresentado por Lili Caneças. É lindo! É kitsch! É ...vejam e arranjem uma palavra para definir...
A minha escolha vai para:
- a venda de jóias Lili Caneças, apresentado por Lili Caneças. É lindo! É kitsch! É ...vejam e arranjem uma palavra para definir...
Titãs
Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia,
Eu não encho mais a casa de alegria.
Os anos se passaram enquanto eu dormia,
E quem eu queria bem me esquecia.
Eu não tenho mais a cara que eu tinha,
No espelho essa cara náo é minha.
Mas é que quando eu me toquei, achei tão estranho,
A minha barba estava desse tamanho.
Eu não encho mais a casa de alegria.
Os anos se passaram enquanto eu dormia,
E quem eu queria bem me esquecia.
Eu não tenho mais a cara que eu tinha,
No espelho essa cara náo é minha.
Mas é que quando eu me toquei, achei tão estranho,
A minha barba estava desse tamanho.
Tanta gente a dizer mal da minha foto...
Já postei outra.
E pensar que meti a mais soft, se tivesse metido a outra, então é que era giro!
Enfim, só para explicar que eu gosto de me rir, e não me importo de rir às vezes com as figuras que faço.
Acho saudável, diria o Nuno: Acho fofo!
E pensar que meti a mais soft, se tivesse metido a outra, então é que era giro!
Enfim, só para explicar que eu gosto de me rir, e não me importo de rir às vezes com as figuras que faço.
Acho saudável, diria o Nuno: Acho fofo!
Primeiras prendas
Ontem juntámo-nos pela última vez antes do Natal. Quando falo no plural falo do pessoal da FCSH (Marta, acabada de chegar dos States; a Sara; o Nuno; A João e o João e mais uma amiga castelhana da Sara).
Foi fixe, como sempre. Falta-nos o bar da FCSH, o local mais frequentado ao longo do curso, mas nós amanhamo-nos e encontramos outros locais. Esperámos em vão pela Maria, mas uma reunião atrasou-a impossibilitando a ida dela.
Matámos saudades, principalmente com a Marta. Recebi prendas um anjinho gorducho assim como eu, uma caixinha deCandy Canes (para explicar o ar gorducho) e uma promessa duma caixa (que eu sei o que contém, mas referirei a seu tempo).
Acho que a melhor prenda que podia ter já a tenho. Alguém que me conhece e mesmo assim espera tomar um café comigo, de vez em quando. A melhor prenda é saber que posso contar com estes meninos e meninas. A melhor prenda é poder ter companhia para desanuviar. A melhor prenda é a amizade deles. A melhor prenda é poder dizer isto de coração aberto, sem cinismos e com toda a sinceridade e agradecimento.
Obrigado.
PS. A melhor prenda é mesmo a minha namorada (saíu-me cá uma prenda!:p)
Mas vocês compreendem o que quero dizer.
segunda-feira, dezembro 13, 2004
Tentativas
Por vezes sento-me e começo a escrever coisas.
Coitadas, ficam em banho maria, muitas delas, durante imenso tempo ou para sempre.
Hoje, encontri este excerto.
Fraquinho, mas mostra o que é um início...
6ª Feira 21h00
A porta fechou-se. Barulhos de passos ecoaram pelas escadas até que percorreram calmamente o espaço do prédio até ao carro. Com calma aparente o carro foi ligado e posto em andamento. Cerca de um quarto de hora depois a polícia chegava ao local.
6ª Feira 22h15
José arruma o carro a cerca de meio quarteirão de casa. Anda um pouco e é reconhecido por um vizinho. Dois polícias correm para ele e dão-lhe ordem de prisão. Não reage, nem mostra qualquer sinal de surpresa. Apático é conduzido para o carro da polícia e depois para uma pequena cela onde passa a noite.
2ª Feira
Acordo pelas seis da manhã. Deixo-me estar um pouco mais. Estico o braço e sinto o vazio. Quando será que me acostumarei à sua ausência? Ser polícia não é fácil, mas é o meu emprego e o que eu gosto de fazer. De qualquer maneira ser polícia em Portugal é muito mais seguro do que nos EUA. No entanto a mulher do polícia sofre sempre, seja num país pequeno e calmo seja numa metrópole violenta.
Mas quem sou eu para inventar desculpas para o comportamento dela ou para o meu? Não soubemos viver a nossa vida a dois, fosse pelos ciúmes mútuos, fosse pelo medo de um ou o zelo do outro. Amámo-nos, tememos o nosso amor e começámos a criar muros, dúvidas e fossos. Deixámos de ser dois num e passámos a ser um em dois. Éramos um para os outros e um para o outro.
Estranhámo-nos.
Levanto-me. O corpo dói-me todo depois de estar deitado quase 36horas seguidas. Passei o Domingo na cama, pelo simples facto de não me apetecer levantar para nada. As únicas pessoas que me apeteciam ver eram aquelas que não necessitam da nossa resposta, as da televisão. Levantei-me para mictar e beber um copo de leite. Como vivemos hoje em dia em prole dos outros. Senão fosse por eles não me levantava da cama.
Ponho água a ferver para o café. Vou à casa de banho e desfaço a barba. A Luísa gostava de me ver de bigode. Dizia que a fazia lembrar um actor qualquer. Desde que a Luísa se foi que deixei crescer um pouco mais em baixo, de modo que agora tenho pêra completa. Gosto mais assim. O telefone toca. Que toque! Nada se interpõe entre mim e a minha higiene pessoal. Não saio da casa de banho antes de estar completamente lavado.
Já vestido vou para a cozinha e faço o meu café. Forte e simples, sem açúcar.
O telefone toca outra vez. Levanto-me contragosto e atendo. Querem-me na esquadra imediatamente. Tem a ver com um suposto caso de violência doméstica na 6ª Feira. Para que raio precisarão de mim?
Tudo me lembra dela. Nunca lhe fui infiel, vistas bem as coisas nunca lhe fui fiel também. Nunca olhei para outra mulher senão ela. Mas ela sabe tão bem como eu que nunca ocupou o primeiro lugar na minha vida. Eu e a minha profissão est
Coitadas, ficam em banho maria, muitas delas, durante imenso tempo ou para sempre.
Hoje, encontri este excerto.
Fraquinho, mas mostra o que é um início...
6ª Feira 21h00
A porta fechou-se. Barulhos de passos ecoaram pelas escadas até que percorreram calmamente o espaço do prédio até ao carro. Com calma aparente o carro foi ligado e posto em andamento. Cerca de um quarto de hora depois a polícia chegava ao local.
6ª Feira 22h15
José arruma o carro a cerca de meio quarteirão de casa. Anda um pouco e é reconhecido por um vizinho. Dois polícias correm para ele e dão-lhe ordem de prisão. Não reage, nem mostra qualquer sinal de surpresa. Apático é conduzido para o carro da polícia e depois para uma pequena cela onde passa a noite.
2ª Feira
Acordo pelas seis da manhã. Deixo-me estar um pouco mais. Estico o braço e sinto o vazio. Quando será que me acostumarei à sua ausência? Ser polícia não é fácil, mas é o meu emprego e o que eu gosto de fazer. De qualquer maneira ser polícia em Portugal é muito mais seguro do que nos EUA. No entanto a mulher do polícia sofre sempre, seja num país pequeno e calmo seja numa metrópole violenta.
Mas quem sou eu para inventar desculpas para o comportamento dela ou para o meu? Não soubemos viver a nossa vida a dois, fosse pelos ciúmes mútuos, fosse pelo medo de um ou o zelo do outro. Amámo-nos, tememos o nosso amor e começámos a criar muros, dúvidas e fossos. Deixámos de ser dois num e passámos a ser um em dois. Éramos um para os outros e um para o outro.
Estranhámo-nos.
Levanto-me. O corpo dói-me todo depois de estar deitado quase 36horas seguidas. Passei o Domingo na cama, pelo simples facto de não me apetecer levantar para nada. As únicas pessoas que me apeteciam ver eram aquelas que não necessitam da nossa resposta, as da televisão. Levantei-me para mictar e beber um copo de leite. Como vivemos hoje em dia em prole dos outros. Senão fosse por eles não me levantava da cama.
Ponho água a ferver para o café. Vou à casa de banho e desfaço a barba. A Luísa gostava de me ver de bigode. Dizia que a fazia lembrar um actor qualquer. Desde que a Luísa se foi que deixei crescer um pouco mais em baixo, de modo que agora tenho pêra completa. Gosto mais assim. O telefone toca. Que toque! Nada se interpõe entre mim e a minha higiene pessoal. Não saio da casa de banho antes de estar completamente lavado.
Já vestido vou para a cozinha e faço o meu café. Forte e simples, sem açúcar.
O telefone toca outra vez. Levanto-me contragosto e atendo. Querem-me na esquadra imediatamente. Tem a ver com um suposto caso de violência doméstica na 6ª Feira. Para que raio precisarão de mim?
Tudo me lembra dela. Nunca lhe fui infiel, vistas bem as coisas nunca lhe fui fiel também. Nunca olhei para outra mulher senão ela. Mas ela sabe tão bem como eu que nunca ocupou o primeiro lugar na minha vida. Eu e a minha profissão est
Mais um texto breve
Sentou-se à mesa, acendeu um cigarro e pensou na história que imaginara. Enquanto fumava via as personagens, a acção, os motivos. As palavras passeavam à sua volta. Levantou-se e foi para junto do computador. Olhou o teclado, ia a sentar-se quando o telefone tocou. Atendeu e saiu rapidamente de casa.
Voltou horas depois, cansado e esfomeado. Depois de comer, sentou-se ao computador. A história já não fazia sentido, não tinha a mesma força. A alegria de pensar na narrativa tinha-se desvanecido. Sentou-se a ver, estupidamente, televisão. Deitou-se a adormeceu. Sonhou, sonhou acontecimentos naturais mas ao mesmo tempo fantásticos. Ao acordar tentou pôr em ordem o onírico da coisa. Não conseguiu. Desanimado pensou: - Nunca vou escrever nada de jeito!
Voltou horas depois, cansado e esfomeado. Depois de comer, sentou-se ao computador. A história já não fazia sentido, não tinha a mesma força. A alegria de pensar na narrativa tinha-se desvanecido. Sentou-se a ver, estupidamente, televisão. Deitou-se a adormeceu. Sonhou, sonhou acontecimentos naturais mas ao mesmo tempo fantásticos. Ao acordar tentou pôr em ordem o onírico da coisa. Não conseguiu. Desanimado pensou: - Nunca vou escrever nada de jeito!
Deitou-se a pensar em novas histórias…
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Breves Narrativas
AutoMitografia
Este foi um dos textos que mais gozo me deu escrever. Não estou completamente contente com ele. Considero-o desequilibrado em algumas partes. Mas no geral agrada-me.
Gostava que o lessem (um parágrafo por semana não custa muito:P) e dessem a vossa opinião.
Abraço e beijokas conforme o caso
Tiago
Vós que nasceis de ventre humano, dai graças! Pelo quê? Têm um mínimo de liberdade nas vossas vidas, enquanto eu…
…Não nasci de ventre, mas de intelecto humano ou se quiserem da ponta de uma pena. O meu nome?
O meu pai era um génio, actualmente é mesmo considerado um clássico. Tal como eu, mas…
Não tive a “sorte” de “nascer” como personagem de uma comédia ou algo mais leve, meu pai e criador concebeu-me de uma forma mais altiva: «Chamar-te-ás Romeu, e serás personagem de uma tragédia, aí terás de sofrer por amor mas serás recordado para sempre com carinho e respeito, tal como eu, (espero)». As palavras foram mais ou menos estas, desculpem-me os puristas mas a idade pesa e a memória enfraquece.
Mas comecemos, parte da minha história já vós conheceis e é a única coisa que normalmente sabeis de mim, é o que vos interessa, o resto é…a minha outra vida, uma delas, pelo menos. Já que perguntam são três! Uma, é a anterior à peça, ou seja tudo o que vivi que não interessava ao ávido público de teatro; a segunda, todos os que leram a peça conhecem; a terceira é aquela vivida aqui, neste local a que me habituei a chamar de limbo literário. Mas avancemos que terei oportunidade de falar um pouco dessas três vivências.
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E assim nasci no ano de… esqueci-me! Ou talvez nunca tenha sabido. William dizia-me que nem tudo era importante, se a peça tivesse qualidade, e as dele tinham, o público guardaria algumas personagens no seu coração, deste modo para uns nasci num ano, para outros noutro. Houve uma jovem que me imaginou precocemente a quebrar corações aos nove/dez anos, ainda hoje penso que me confundiu com o D. Juan! Com o tempo aprendi que não precisamos (nós, as personagens) de termos toda a nossa vida escrita, determinada. Não é só o escritor que possui poder, nós também sonhamos, e quando o escritor nos dá um dia de férias na obra, podemo-lo utilizar para o que quisermos, o público nunca saberá. Eu, por exemplo, adoro imaginar/escrever a minha vida antes da obra de meu pai. A vida é minha posso escrevê-la se quiser, ora!
Se não concorda pense nisto por acaso sabe o que fiz enquanto estive em Mântua? Shakespeare nada vos diz acerca disso, pensam que terá sido esquecimento?
Nasci no ano da Graça de Nosso Senhor de 1595, filho único nascido no seio da família Montecchio. Como a maior parte das crianças tenho as mais belas recordações de meus pais. Lembro-me de meu pai colocar-me no seu colo e contar-me histórias, contava-me apaixonadamente dos nossos antepassados e também daqueles que viveram em Verona, meu pai romanceava a construção do anfiteatro romano e como eu ficava maravilhado com a força de vontade e inteligência daqueles romanos que partindo de uma pequena região ocuparam o mundo conhecido quase todo. De minha mãe fiquei com a imagem de alguém temente a Deus, que me amava e me acarinhava sempre que possível. Lembro-me de um dia em que com oito ou nove anos e passeando com um aio vi um raposinho, segui-o com todos os cuidados, não muitos já que a início parecia que ele queria sobretudo brincar, quando o vi esconder-se debaixo de umas moitas, o aio com medo de que algo me pudesse acontecer tentou impedir de me acercar mais, mas eu criança vendo pela primeira vez um raposinho vivo era consumido cada vez mais pela novidade e curiosidade. “A curiosodade matou o gato” diz o povo e eu só não morri porque meu aio estava atento com medo que algo me acontecesse, isto porque das moitas surgiu um vulto, era a raposa mãe que ferida, tentava ainda proteger a sua cria. Vendo aquele vulto aproximar-se Alfredo, o meu aio desviou-me e puxou-me para trás, fazendo-me compreender que necessitaríamos de algum cuidado para que nenhum mal acontecesse. A raposa, no entanto, vendo-nos recuar, recuou também para o seu refúgio onde se deitou lambendo a sua ferida e dando, ainda assim, de mamar ao seu filho. Esta história ajuda a ilustrar a relação com a minha mãe enquanto petiz, mesmo extenuada (e não ferida, como na história) ou com algo mais para fazer a minha mãe estava sempre pronta para me proteger, alimentar física e espiritualmente, explicando-me sempre o que lhe pedia, mostrando sempre uma paciência infindável para o miúdo irrequieto que eu era.
Foi por volta dos meus doze anos que se juntou a mim e a Benvólio, meu primo e já companheiro de algumas aventuras, Mercúcio parente do Príncipe e tão meu fiel amigo. Começou nessa altura uma cumplicidade tamanha que iria terminar com as nossas mortes, pelo destino Benvólio foi o último a morrer, morrendo já velho com o desgosto dos seus dois grandes amigos não poderem estar com ele nos momentos de felicidade, tais como o nascimento dos seus dois filhos (valentes varões) e da Rosa do seu coração, bela fidalga como nunca os Montecchio tinham visto (nem minha mãe era tão formosa e como era minha mãe bela!).
Com Benvólio e Mercúcio lembro-me de ir a cavalo para o Lago Garda, a menos de quarenta quilómetros de Verona, ao princípio da manhã, abrigando-nos do frio quando caso disso, mas indo sempre para um local secreto, falando sempre disto e daquilo, tomando banho, pescando e fazendo mil e uma coisas que só os jovens têm paciência para fazer.
Embora fôssemos grandes amigos, fomos trespassados por algo que cruza qualquer relação de amizade, o amor. Talvez fosse eu o mais propenso a apaixonar-me , não sei, apaixonei-me ou fiz que, por uma jovem florentina que estava de passagem. O amor era nulo, a atração já o não era tanto e sempre era desculpa para umas complicaçõezitas, os rapazes não podem ser completamente santos, fica(va) mal. O pai dela vendo que certo Montecchio pairava sempre por sua casa, e sendo ele amigo fiel dos Capulleto arranjou maneira de me magoar (pensava ele), marcando casamento entre sua filha e um Capuleto e convidando-me para o casamento como sinal de desplante, ora eu que nessa altura teria os meus catorze anos, nem fiz caso e no dia do casamento fui para o Lago Garda, onde fiquei alguns dias. Benvólio tinha-me feito companhia durante todo esse tempo, enquanto Mercúcio tinha ido ao casamento, quando chegámos a casa e deixando os cavalos a descansar, aparece-nos Mercúcio rindo e gracejando porque nunca tinha visto noiva mais triste, “ e já as vi tristíssimas, mas nunca como esta”, contou-nos então que a rapariga estava apaixonada por fidalgo de Florença, que já se tinha decidido a pedir sua mão a seu pai, mas seu pai temendo um avanço meu metera na cabeça que ela deveria casar com um Capuleto, este já com alguma idade e com tal cara que dinheiro nenhum lhe comprara ainda mulher. A pobre moça estava desconsolada e eu deveria temer pela minha pele repetia-me Mercúcio com alguma dose de preocupação, preocupação que se mostrou infundada já que nada aconteceu. Mercúcio confidenciou-me mais tarde que tinha medo que o florentino viesse ver a sua antiga amada e eu fosse dado por culpado daquela situação. Ao que sei o florentino casou com uma rapariga mais bela e com maior dote, a rapariga a última notícia que tive era que estava aumentando a sua descendência a olhos vistos.
A minha vida anterior foi assim alegre, amado e protegido na infância, despreocupado e com alguma dose de loucura na adolescência. Foi então que meu pai me retirou a acção e colocou-ma na ponta da pena fazendo da minha vida uma das mais famosas tragédias de sempre, desta minha vida já vocês têm (espero) um certo conhecimento mas serei fiel ao propósito de contar a(s) minha(s) vida(s) e darei a minha fiel visão dos factos.
Os Montecchio e os Capulleto há muito que tinham os seus rancores, tudo era desculpa para uma zaragata, o mais pequeno gesto ou olhar dava origem a um espectáculo, não poucas vezes manchado de sangue e violência.
A minha morte e a de Julieta (ah doce Julieta) levaram ao menos ao fim dessa inútil disputa, disputa da qual nenhum dos lados se lembrava da origem, tinha-se tornado mais uma desculpa para alguns se afastarem do seu dia-a-dia. Os próprios criados criavam zaragatas entre si! Isto claro para que os seus amos não fossem humilhados, pois!
Farto de tanta desordem, ainda por cima criada por duas das mais influentes famílias da cidade, o príncipe «explodiu» e ordenou a pena de morte para quem mais uma vez disturbasse a paz da cidade. Não pretendo ser historiador mas, se a memória não me falha três guerras civis tinham sido desencadiadadas pelas minhas duas famílias.
Mas deixemos, por enquanto, estes factos históricos e familiares e passemos a um resumo das minhas “actividades”. Tinha nesta altura dezasseis anos e tinham os meus olhos passado por uma certa donzela de seu nome Rosalina, o meu coração, pensava eu, tinha acelerado, os meus olhos nunca tinham visto nada igual e eu senti-me apaixonado. Disse-me depois Frei Lourenço «…o amor dos jovens não reside no coração, mas sim nos olhos.». Na impossibilidade de chegar ao objecto do meu amor, fechava-me em casa, no meu quarto, tornando o dia em noite, única altura em que conseguia sonhar, e sonhava com ela. O meu querido primo Benvólio e o meu fiel amigo Mercúcio querendo-me são e não doente convenceram-me a ir a uma festa dada pelos rivais de minha família para que eu visse que o que eu sentia não era senão uma atração. Querendo-me salvar do amor puseram-mo como se de uma corda no pescoço se tratasse. Andando pelo salão, tentando encontrar Rosalina com os meus olhos, vi a mais bela mulher de que o mundo tem lembrança, Julieta! Dizem que só se começa a viver depois de amar, eu pensava que já tinha começado a viver antes de conhecer Julieta, mas não! Só a partir do momento em que os meus olhos a viram, é que o meu coração começou realmente a bater. Senti-me como que… Já amaram realmente? Sim? Então sabem o que quero dizer, há coisas que as palavras não conseguem exprimir, esta é uma delas. Mais vale viver do que sentir. Posso dizer que no momento em vi Julieta senti que o meu coração me tinha enganado até aí, era impossível eu ter amado … ah! Rosalina.
Não podia partir sem a ver mais uma vez, sem lhe dizer o que sentia. O meu coração já tinha inscrito nele o nome de Julieta! Meu pai diz que nessa noite vi o meu sol na varanda, e quem melhor do que ele para exprimir o que nós por vezes não conseguimos? O meu sol, nem menos, só mais do que isso. Julieta tornou-se nessa altura o meu sol, o meu norte, a minha razão de viver e morrer. Até de morrer, ah! como eu a amava, e amo ainda hoje.
Falando com ela nessa noite na festa e mais tarde no seu jardim, , para saber se ela também me amava, soube que o meu sentimento era retribuído. Dirigi-me a Frei Lourenço para que nos ajudasse, a nossa ideia era que ele nos casasse o mais depressa possível. Frei Lourenço pessoa a quem eu considerava um segundo pai disse que sim e que tentaríamos juntar o útil ao agradável, tentando que com o nosso casamento saísse a declaração de paz entre as nossas duas famílias. Fomos casados por Frei Lourenço, mas não posso esquecer a ajuda da fiel ama, que amava Julieta como se sua filha se tratasse.
Após o casamento e extasiado de tanta alegria, procurei Mercúcio e Benvólio para com eles a partilhar, encontrei-os na praça pública onde com Tebaldo se preparavam para lutar pela simples razão de um ser de uma família e o outro da outra. Tebaldo envolve-se com Mercúcio que tenta defender o meu nome e mata-o. Mercúcio, meu querido e fiel amigo, amaldiçoa as duas casas, expirando. Eu desvairado trespasso Tebaldo com a minha lãmina. Tebaldo é morto, sem saber, por um familiar seu.
Após tudo isto esperando a morte, ganho o desterro.. Nessa noite fui ter com Julieta e tivemos a nossa única noite de casados, de madrugada fugi para Mântua. Foi também nessa noite que Julieta me disse que seus pais preparavam o seu casamento com Páris. No meu desterro tive um sonho que me sobressaltou, embora o não compreendesse corretamente naquela altura, a minha esposa veio ter comigo, eu estava morto mas ela beijando-me deu-me a vida. No dia seguinte Baltasar disse-me que Julieta tinha morrido, comprei então um veneno para morrer com ela. Não sabia nessa altura, só o soube depois de morrer, que Julieta estava apenas dormindo. Cheguei ao cemitério, para morrer junto da minha esposa, e aí encontrei Páris que não compreendendo a minha presença naquele lugar quis duelar comigo, momentos depois estava caído no solo morto pela minha espada. Aproximei-me do túmulo (levando comigo Páris que tinha pedido que o colocasse no mesmo túmulo de Julieta) onde estava deposta Julieta. E como ainda a achei bela naquele momento! Chorando, levei o frasco de veneno à boca e bebi-o sentindo-me rapidamente inerte e ouvindo o meu coração bater cada vez mais lentamente, foi aí que morri e é aí que chegamos à minha terceira e última vida - a do limbo literário.
O limbo pode ter o sentido de local para onde se deita o que já não é útil, eu já não me considero muito útil, mas daí a ser um inútil, enfim!
Gostaria que encarassem o limbo literário como uma dimensão para onde nós, personagens e locais da literatura, vamos depois de acabadas as histórias ou estórias. Seria de muito mau gosto que logo após a nossa utilização morrêssemos. Ora eu nunca estive tão vivo, em cada leitura eu revivo, em cada adaptação (seja teatral ou cinematográfica) eu ganho mais força e é nesta força e no vosso coração que eu continuo vivo. Vejam o limbo literário como um local para onde todos nós personagens vêm depois do fim. Nós não morremos, estamos só à espera da próxima chamada, cada vez que precisam de nós, falam em nós, é aqui que nos vêm tocar à porta. É esta a nossa última morada e que bela morada, esta tem sido.
Não imaginam a minha alegria quando após morrer, abri os olhos e vi Tebaldo e Páris olhando para mim de uma forma benevolente, pedindo desculpa por tudo o que tinha acontecido entre nós, explicando-me que a culpa não era deles, nós eramos simplesmente uma essência, e uma essência Shakespeariana. Não foi muito difícil de compreender,(já que todos nós tinhamos falado com o nosso criador) mas no momento seguinte senti uma mão no meu ombro, era a de Mercúcio e logo a seguir vi Julieta a materializar-se e a abraçar-me. Oh, que felicidade!
Mas a minha história não acaba aqui, nem assim. Após estarmos todos juntos contámos uns aos outros o que tínhamos vivido, e fizemos daquele local a nossa segunda casa, isto porque de vez enquanto somos chamados por alguém (leitores, encenadores, espectadores, ouvintes), mas no fim cá nos encontramos todos.
Mas não pensem que este limbo é só de personagens da minha história ou época, não!
Se querem saber fiz por aqui amigos, alguns dos quais bastante interessantes.
Um dia estava a passear com Julieta, quando um desconhecido oferece-lhe uma rosa, eu estava pronto para desembainhar a minha espada, mas Julieta não aceitou a flor, leva-me à razão e continuamos a andar. O estranho correu atrás de nós pediu-nos desculpa e passamos uma tarde inteira a falar com ele. Ele também é um fidalgo, chama--se D.Juan e é espanhol. Disse-nos que passa a vida (literalmente) à procura da mulher ideal, até hoje sem sucesso, vemo-lo pouco, mas sentimos pena dele porque para mim e Julieta foi fácil encontrar o verdadeiro amor, para ele nem por isso.
Somos também muito amigos de um casal italiano: Dante e Beatrice, se bem que já nos confidenciaram que o nome verdadeiro dela não é Beatrice, no entanto teimam em não dizer o nome dela, sabe-se lá porquê. Eu morri por amor a Julieta mas este homem foi ao Inferno resgatar a sua amada, dão-me arrepios só de pensar em tão horrível local, mas analisando o caso, foi mais difícil ir até ao reino de Mefistófeles do que engolir um frasco de veneno. Tenho um grande respeito por este homem.
Está cá também um português, Carlos da Maia é o seu nome, contou-nos a sua triste história, ia casando com a sua irmã. Os leitores dirão que este mundo é louco, não sei. É o meu, só posso fazer o melhor que puder para me sentir feliz nele. Mas não há dúvida que é um mundo rico, existem pessoas/personagens de todo o mundo, de várias épocas, todos nos damos bem, devemos isso aos nossos autores.
Mas antes de acabar sinto a obrigação de vos contar algo que aconteceu no mês de Abril em 1616. Estávamos cá todos no limbo, aparentemente ninguém nos lia nessa altura, quando fomos levados por algo ou alguém para uma sala branca enorme juntamente com outras personagens, algumas bastante importantes: o rei Lear. O rei Henrique VI. O rei Ricardo III. O rei Oberon e sua esposa a rainha Titania. Júlio César. Hamlet. Otelo. E todas as outras personagens de Shakespeare.
Aí ouvimos então uma voz, como que a voz de Deus que nos dizia: «Eu parto, mas não morro, vocês são a minha essência, criei-os com a minha imaginação. Amigos, inimigos, amantes, traidores, cada um tem a sua natureza mas todos são a minha essência. Eu não morro enquanto vocês existirem.»
Compreendemos aí que o génio que nos criara tinha morrido, não o meu pai, mas o meu pai, o meu verdadeiro pai. Não fizemos um minuto de silêncio, mas antes um minuto de verdadeira alegria, não porque estivessemos contentes, mas porque achávamos que era a melhor homenagem que lhe podíamos dar, não o silêncio mas um …morreste, mas para morrer é necessário nascer e ao nascer trazias já o génio para nos criares. Obrigado.
Ficámos orfãos, mas felizes por fazer a vontade a nosso pai para sempre.
Eu não sou escritor, sou uma personagem, mas convivendo aqui com tantas outras personagens, sinto-me como se lesse um enorme livro que iniciou quando o primeiro homem escreveu algo e terminará quando o Homem morrer.
Gostava que o lessem (um parágrafo por semana não custa muito:P) e dessem a vossa opinião.
Abraço e beijokas conforme o caso
Tiago
Vós que nasceis de ventre humano, dai graças! Pelo quê? Têm um mínimo de liberdade nas vossas vidas, enquanto eu…
…Não nasci de ventre, mas de intelecto humano ou se quiserem da ponta de uma pena. O meu nome?
O meu pai era um génio, actualmente é mesmo considerado um clássico. Tal como eu, mas…
Não tive a “sorte” de “nascer” como personagem de uma comédia ou algo mais leve, meu pai e criador concebeu-me de uma forma mais altiva: «Chamar-te-ás Romeu, e serás personagem de uma tragédia, aí terás de sofrer por amor mas serás recordado para sempre com carinho e respeito, tal como eu, (espero)». As palavras foram mais ou menos estas, desculpem-me os puristas mas a idade pesa e a memória enfraquece.
Mas comecemos, parte da minha história já vós conheceis e é a única coisa que normalmente sabeis de mim, é o que vos interessa, o resto é…a minha outra vida, uma delas, pelo menos. Já que perguntam são três! Uma, é a anterior à peça, ou seja tudo o que vivi que não interessava ao ávido público de teatro; a segunda, todos os que leram a peça conhecem; a terceira é aquela vivida aqui, neste local a que me habituei a chamar de limbo literário. Mas avancemos que terei oportunidade de falar um pouco dessas três vivências.
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E assim nasci no ano de… esqueci-me! Ou talvez nunca tenha sabido. William dizia-me que nem tudo era importante, se a peça tivesse qualidade, e as dele tinham, o público guardaria algumas personagens no seu coração, deste modo para uns nasci num ano, para outros noutro. Houve uma jovem que me imaginou precocemente a quebrar corações aos nove/dez anos, ainda hoje penso que me confundiu com o D. Juan! Com o tempo aprendi que não precisamos (nós, as personagens) de termos toda a nossa vida escrita, determinada. Não é só o escritor que possui poder, nós também sonhamos, e quando o escritor nos dá um dia de férias na obra, podemo-lo utilizar para o que quisermos, o público nunca saberá. Eu, por exemplo, adoro imaginar/escrever a minha vida antes da obra de meu pai. A vida é minha posso escrevê-la se quiser, ora!
Se não concorda pense nisto por acaso sabe o que fiz enquanto estive em Mântua? Shakespeare nada vos diz acerca disso, pensam que terá sido esquecimento?
Nasci no ano da Graça de Nosso Senhor de 1595, filho único nascido no seio da família Montecchio. Como a maior parte das crianças tenho as mais belas recordações de meus pais. Lembro-me de meu pai colocar-me no seu colo e contar-me histórias, contava-me apaixonadamente dos nossos antepassados e também daqueles que viveram em Verona, meu pai romanceava a construção do anfiteatro romano e como eu ficava maravilhado com a força de vontade e inteligência daqueles romanos que partindo de uma pequena região ocuparam o mundo conhecido quase todo. De minha mãe fiquei com a imagem de alguém temente a Deus, que me amava e me acarinhava sempre que possível. Lembro-me de um dia em que com oito ou nove anos e passeando com um aio vi um raposinho, segui-o com todos os cuidados, não muitos já que a início parecia que ele queria sobretudo brincar, quando o vi esconder-se debaixo de umas moitas, o aio com medo de que algo me pudesse acontecer tentou impedir de me acercar mais, mas eu criança vendo pela primeira vez um raposinho vivo era consumido cada vez mais pela novidade e curiosidade. “A curiosodade matou o gato” diz o povo e eu só não morri porque meu aio estava atento com medo que algo me acontecesse, isto porque das moitas surgiu um vulto, era a raposa mãe que ferida, tentava ainda proteger a sua cria. Vendo aquele vulto aproximar-se Alfredo, o meu aio desviou-me e puxou-me para trás, fazendo-me compreender que necessitaríamos de algum cuidado para que nenhum mal acontecesse. A raposa, no entanto, vendo-nos recuar, recuou também para o seu refúgio onde se deitou lambendo a sua ferida e dando, ainda assim, de mamar ao seu filho. Esta história ajuda a ilustrar a relação com a minha mãe enquanto petiz, mesmo extenuada (e não ferida, como na história) ou com algo mais para fazer a minha mãe estava sempre pronta para me proteger, alimentar física e espiritualmente, explicando-me sempre o que lhe pedia, mostrando sempre uma paciência infindável para o miúdo irrequieto que eu era.
Foi por volta dos meus doze anos que se juntou a mim e a Benvólio, meu primo e já companheiro de algumas aventuras, Mercúcio parente do Príncipe e tão meu fiel amigo. Começou nessa altura uma cumplicidade tamanha que iria terminar com as nossas mortes, pelo destino Benvólio foi o último a morrer, morrendo já velho com o desgosto dos seus dois grandes amigos não poderem estar com ele nos momentos de felicidade, tais como o nascimento dos seus dois filhos (valentes varões) e da Rosa do seu coração, bela fidalga como nunca os Montecchio tinham visto (nem minha mãe era tão formosa e como era minha mãe bela!).
Com Benvólio e Mercúcio lembro-me de ir a cavalo para o Lago Garda, a menos de quarenta quilómetros de Verona, ao princípio da manhã, abrigando-nos do frio quando caso disso, mas indo sempre para um local secreto, falando sempre disto e daquilo, tomando banho, pescando e fazendo mil e uma coisas que só os jovens têm paciência para fazer.
Embora fôssemos grandes amigos, fomos trespassados por algo que cruza qualquer relação de amizade, o amor. Talvez fosse eu o mais propenso a apaixonar-me , não sei, apaixonei-me ou fiz que, por uma jovem florentina que estava de passagem. O amor era nulo, a atração já o não era tanto e sempre era desculpa para umas complicaçõezitas, os rapazes não podem ser completamente santos, fica(va) mal. O pai dela vendo que certo Montecchio pairava sempre por sua casa, e sendo ele amigo fiel dos Capulleto arranjou maneira de me magoar (pensava ele), marcando casamento entre sua filha e um Capuleto e convidando-me para o casamento como sinal de desplante, ora eu que nessa altura teria os meus catorze anos, nem fiz caso e no dia do casamento fui para o Lago Garda, onde fiquei alguns dias. Benvólio tinha-me feito companhia durante todo esse tempo, enquanto Mercúcio tinha ido ao casamento, quando chegámos a casa e deixando os cavalos a descansar, aparece-nos Mercúcio rindo e gracejando porque nunca tinha visto noiva mais triste, “ e já as vi tristíssimas, mas nunca como esta”, contou-nos então que a rapariga estava apaixonada por fidalgo de Florença, que já se tinha decidido a pedir sua mão a seu pai, mas seu pai temendo um avanço meu metera na cabeça que ela deveria casar com um Capuleto, este já com alguma idade e com tal cara que dinheiro nenhum lhe comprara ainda mulher. A pobre moça estava desconsolada e eu deveria temer pela minha pele repetia-me Mercúcio com alguma dose de preocupação, preocupação que se mostrou infundada já que nada aconteceu. Mercúcio confidenciou-me mais tarde que tinha medo que o florentino viesse ver a sua antiga amada e eu fosse dado por culpado daquela situação. Ao que sei o florentino casou com uma rapariga mais bela e com maior dote, a rapariga a última notícia que tive era que estava aumentando a sua descendência a olhos vistos.
A minha vida anterior foi assim alegre, amado e protegido na infância, despreocupado e com alguma dose de loucura na adolescência. Foi então que meu pai me retirou a acção e colocou-ma na ponta da pena fazendo da minha vida uma das mais famosas tragédias de sempre, desta minha vida já vocês têm (espero) um certo conhecimento mas serei fiel ao propósito de contar a(s) minha(s) vida(s) e darei a minha fiel visão dos factos.
Os Montecchio e os Capulleto há muito que tinham os seus rancores, tudo era desculpa para uma zaragata, o mais pequeno gesto ou olhar dava origem a um espectáculo, não poucas vezes manchado de sangue e violência.
A minha morte e a de Julieta (ah doce Julieta) levaram ao menos ao fim dessa inútil disputa, disputa da qual nenhum dos lados se lembrava da origem, tinha-se tornado mais uma desculpa para alguns se afastarem do seu dia-a-dia. Os próprios criados criavam zaragatas entre si! Isto claro para que os seus amos não fossem humilhados, pois!
Farto de tanta desordem, ainda por cima criada por duas das mais influentes famílias da cidade, o príncipe «explodiu» e ordenou a pena de morte para quem mais uma vez disturbasse a paz da cidade. Não pretendo ser historiador mas, se a memória não me falha três guerras civis tinham sido desencadiadadas pelas minhas duas famílias.
Mas deixemos, por enquanto, estes factos históricos e familiares e passemos a um resumo das minhas “actividades”. Tinha nesta altura dezasseis anos e tinham os meus olhos passado por uma certa donzela de seu nome Rosalina, o meu coração, pensava eu, tinha acelerado, os meus olhos nunca tinham visto nada igual e eu senti-me apaixonado. Disse-me depois Frei Lourenço «…o amor dos jovens não reside no coração, mas sim nos olhos.». Na impossibilidade de chegar ao objecto do meu amor, fechava-me em casa, no meu quarto, tornando o dia em noite, única altura em que conseguia sonhar, e sonhava com ela. O meu querido primo Benvólio e o meu fiel amigo Mercúcio querendo-me são e não doente convenceram-me a ir a uma festa dada pelos rivais de minha família para que eu visse que o que eu sentia não era senão uma atração. Querendo-me salvar do amor puseram-mo como se de uma corda no pescoço se tratasse. Andando pelo salão, tentando encontrar Rosalina com os meus olhos, vi a mais bela mulher de que o mundo tem lembrança, Julieta! Dizem que só se começa a viver depois de amar, eu pensava que já tinha começado a viver antes de conhecer Julieta, mas não! Só a partir do momento em que os meus olhos a viram, é que o meu coração começou realmente a bater. Senti-me como que… Já amaram realmente? Sim? Então sabem o que quero dizer, há coisas que as palavras não conseguem exprimir, esta é uma delas. Mais vale viver do que sentir. Posso dizer que no momento em vi Julieta senti que o meu coração me tinha enganado até aí, era impossível eu ter amado … ah! Rosalina.
Não podia partir sem a ver mais uma vez, sem lhe dizer o que sentia. O meu coração já tinha inscrito nele o nome de Julieta! Meu pai diz que nessa noite vi o meu sol na varanda, e quem melhor do que ele para exprimir o que nós por vezes não conseguimos? O meu sol, nem menos, só mais do que isso. Julieta tornou-se nessa altura o meu sol, o meu norte, a minha razão de viver e morrer. Até de morrer, ah! como eu a amava, e amo ainda hoje.
Falando com ela nessa noite na festa e mais tarde no seu jardim, , para saber se ela também me amava, soube que o meu sentimento era retribuído. Dirigi-me a Frei Lourenço para que nos ajudasse, a nossa ideia era que ele nos casasse o mais depressa possível. Frei Lourenço pessoa a quem eu considerava um segundo pai disse que sim e que tentaríamos juntar o útil ao agradável, tentando que com o nosso casamento saísse a declaração de paz entre as nossas duas famílias. Fomos casados por Frei Lourenço, mas não posso esquecer a ajuda da fiel ama, que amava Julieta como se sua filha se tratasse.
Após o casamento e extasiado de tanta alegria, procurei Mercúcio e Benvólio para com eles a partilhar, encontrei-os na praça pública onde com Tebaldo se preparavam para lutar pela simples razão de um ser de uma família e o outro da outra. Tebaldo envolve-se com Mercúcio que tenta defender o meu nome e mata-o. Mercúcio, meu querido e fiel amigo, amaldiçoa as duas casas, expirando. Eu desvairado trespasso Tebaldo com a minha lãmina. Tebaldo é morto, sem saber, por um familiar seu.
Após tudo isto esperando a morte, ganho o desterro.. Nessa noite fui ter com Julieta e tivemos a nossa única noite de casados, de madrugada fugi para Mântua. Foi também nessa noite que Julieta me disse que seus pais preparavam o seu casamento com Páris. No meu desterro tive um sonho que me sobressaltou, embora o não compreendesse corretamente naquela altura, a minha esposa veio ter comigo, eu estava morto mas ela beijando-me deu-me a vida. No dia seguinte Baltasar disse-me que Julieta tinha morrido, comprei então um veneno para morrer com ela. Não sabia nessa altura, só o soube depois de morrer, que Julieta estava apenas dormindo. Cheguei ao cemitério, para morrer junto da minha esposa, e aí encontrei Páris que não compreendendo a minha presença naquele lugar quis duelar comigo, momentos depois estava caído no solo morto pela minha espada. Aproximei-me do túmulo (levando comigo Páris que tinha pedido que o colocasse no mesmo túmulo de Julieta) onde estava deposta Julieta. E como ainda a achei bela naquele momento! Chorando, levei o frasco de veneno à boca e bebi-o sentindo-me rapidamente inerte e ouvindo o meu coração bater cada vez mais lentamente, foi aí que morri e é aí que chegamos à minha terceira e última vida - a do limbo literário.
O limbo pode ter o sentido de local para onde se deita o que já não é útil, eu já não me considero muito útil, mas daí a ser um inútil, enfim!
Gostaria que encarassem o limbo literário como uma dimensão para onde nós, personagens e locais da literatura, vamos depois de acabadas as histórias ou estórias. Seria de muito mau gosto que logo após a nossa utilização morrêssemos. Ora eu nunca estive tão vivo, em cada leitura eu revivo, em cada adaptação (seja teatral ou cinematográfica) eu ganho mais força e é nesta força e no vosso coração que eu continuo vivo. Vejam o limbo literário como um local para onde todos nós personagens vêm depois do fim. Nós não morremos, estamos só à espera da próxima chamada, cada vez que precisam de nós, falam em nós, é aqui que nos vêm tocar à porta. É esta a nossa última morada e que bela morada, esta tem sido.
Não imaginam a minha alegria quando após morrer, abri os olhos e vi Tebaldo e Páris olhando para mim de uma forma benevolente, pedindo desculpa por tudo o que tinha acontecido entre nós, explicando-me que a culpa não era deles, nós eramos simplesmente uma essência, e uma essência Shakespeariana. Não foi muito difícil de compreender,(já que todos nós tinhamos falado com o nosso criador) mas no momento seguinte senti uma mão no meu ombro, era a de Mercúcio e logo a seguir vi Julieta a materializar-se e a abraçar-me. Oh, que felicidade!
Mas a minha história não acaba aqui, nem assim. Após estarmos todos juntos contámos uns aos outros o que tínhamos vivido, e fizemos daquele local a nossa segunda casa, isto porque de vez enquanto somos chamados por alguém (leitores, encenadores, espectadores, ouvintes), mas no fim cá nos encontramos todos.
Mas não pensem que este limbo é só de personagens da minha história ou época, não!
Se querem saber fiz por aqui amigos, alguns dos quais bastante interessantes.
Um dia estava a passear com Julieta, quando um desconhecido oferece-lhe uma rosa, eu estava pronto para desembainhar a minha espada, mas Julieta não aceitou a flor, leva-me à razão e continuamos a andar. O estranho correu atrás de nós pediu-nos desculpa e passamos uma tarde inteira a falar com ele. Ele também é um fidalgo, chama--se D.Juan e é espanhol. Disse-nos que passa a vida (literalmente) à procura da mulher ideal, até hoje sem sucesso, vemo-lo pouco, mas sentimos pena dele porque para mim e Julieta foi fácil encontrar o verdadeiro amor, para ele nem por isso.
Somos também muito amigos de um casal italiano: Dante e Beatrice, se bem que já nos confidenciaram que o nome verdadeiro dela não é Beatrice, no entanto teimam em não dizer o nome dela, sabe-se lá porquê. Eu morri por amor a Julieta mas este homem foi ao Inferno resgatar a sua amada, dão-me arrepios só de pensar em tão horrível local, mas analisando o caso, foi mais difícil ir até ao reino de Mefistófeles do que engolir um frasco de veneno. Tenho um grande respeito por este homem.
Está cá também um português, Carlos da Maia é o seu nome, contou-nos a sua triste história, ia casando com a sua irmã. Os leitores dirão que este mundo é louco, não sei. É o meu, só posso fazer o melhor que puder para me sentir feliz nele. Mas não há dúvida que é um mundo rico, existem pessoas/personagens de todo o mundo, de várias épocas, todos nos damos bem, devemos isso aos nossos autores.
Mas antes de acabar sinto a obrigação de vos contar algo que aconteceu no mês de Abril em 1616. Estávamos cá todos no limbo, aparentemente ninguém nos lia nessa altura, quando fomos levados por algo ou alguém para uma sala branca enorme juntamente com outras personagens, algumas bastante importantes: o rei Lear. O rei Henrique VI. O rei Ricardo III. O rei Oberon e sua esposa a rainha Titania. Júlio César. Hamlet. Otelo. E todas as outras personagens de Shakespeare.
Aí ouvimos então uma voz, como que a voz de Deus que nos dizia: «Eu parto, mas não morro, vocês são a minha essência, criei-os com a minha imaginação. Amigos, inimigos, amantes, traidores, cada um tem a sua natureza mas todos são a minha essência. Eu não morro enquanto vocês existirem.»
Compreendemos aí que o génio que nos criara tinha morrido, não o meu pai, mas o meu pai, o meu verdadeiro pai. Não fizemos um minuto de silêncio, mas antes um minuto de verdadeira alegria, não porque estivessemos contentes, mas porque achávamos que era a melhor homenagem que lhe podíamos dar, não o silêncio mas um …morreste, mas para morrer é necessário nascer e ao nascer trazias já o génio para nos criares. Obrigado.
Ficámos orfãos, mas felizes por fazer a vontade a nosso pai para sempre.
Eu não sou escritor, sou uma personagem, mas convivendo aqui com tantas outras personagens, sinto-me como se lesse um enorme livro que iniciou quando o primeiro homem escreveu algo e terminará quando o Homem morrer.
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Breves Narrativas
As únicas frases que guardo
As únicas frases que guardo do discurso de Santana Lopes são estas:
"Portuguesas e portugueses"
Ainda bem que já não tenho aulas com a Maria Belo, esta frase iria dar origem a um sememestre.
Enfim deve ser um problema de cotas. Não colocam mulheres suficientes nas listas, mas falam sempre delas. O PSL sempre, mesmo!
"Portuguesas e portugueses"
Ainda bem que já não tenho aulas com a Maria Belo, esta frase iria dar origem a um sememestre.
Enfim deve ser um problema de cotas. Não colocam mulheres suficientes nas listas, mas falam sempre delas. O PSL sempre, mesmo!
Britânicos
A verónica avisou-me da diferença que existe entre ingleses e britânicos.
Estava ciente dela, mas nem sequer me apeteceu fazer a diferença.
Se calhar porque ao escrever estava a falar mais dos Ingleses do que dos Britânicos.
Conheço três ou quatro irlandeses, e nunca os trato por ingleses, para um seria uma boa razão para me bater! Assim opto por dizer "Bom dia, irish!" de vez em quando.
REsumindo, no blog não me preocupei com a diferença, na vidas real tento não levra tareia:P
De qualquer modo obrigado, Verónica. Foi uma falha e tu trouxeste-a à luz.
Bem haja meus amigos
Estava ciente dela, mas nem sequer me apeteceu fazer a diferença.
Se calhar porque ao escrever estava a falar mais dos Ingleses do que dos Britânicos.
Conheço três ou quatro irlandeses, e nunca os trato por ingleses, para um seria uma boa razão para me bater! Assim opto por dizer "Bom dia, irish!" de vez em quando.
REsumindo, no blog não me preocupei com a diferença, na vidas real tento não levra tareia:P
De qualquer modo obrigado, Verónica. Foi uma falha e tu trouxeste-a à luz.
Bem haja meus amigos
Obrigado
Este estabelecimento de opiniões e críticas está aberto desde Julho, e queria agradecer a todos aqueles que têm tirado um momento para o ler e um ainda mais especial para aqueles que têm gasto tempo a melhorá-lo com os seus comentários.
Na última semana o coisas insignificantes teve visitas diárias na casa dos 27, não sei se fique lisongeado, se preocupado com vocês!
Obrigado e voltem sempre!
Na última semana o coisas insignificantes teve visitas diárias na casa dos 27, não sei se fique lisongeado, se preocupado com vocês!
Obrigado e voltem sempre!
Datas
Eleições a 20 de Fevereiro!
Porto-Benfica a 27 de Fevereiro.
Mesmo sendo o mês mais pequeno, parece que vai dar que falar...ou chorar...
Porto-Benfica a 27 de Fevereiro.
Mesmo sendo o mês mais pequeno, parece que vai dar que falar...ou chorar...
Curriculum Vitae
Quais foram as habilitações e experiências profissionais apresentadas pelos escritores das telenovelas da TVI? Aquilo é demasiado mau!
Prime Time
Injustiça!
No tempo em que eu era puto, o Vitinho marcava o fim do dia e o início do tempo de tv para os adultos. Invariavelmente os meus pais mandavam-me para a cama, lembro-me de algumas excepções - ainda vi alguns episódios de "A-Team", "Modelo e Detective", "1,2,3" e mais alguns.
Hoje em dia parece que o prime time começa por volta da meia noite, ou pouco antes da uma. Não há séries de qualidade a horas decentes (por norma e falando dos canais públicos, mesmo alargando aos privados o cenário ainda é constrangedor), das 9h Às 24h temos telenovelas, reality shows com animais e bestas, um telejornal e pouco mais.
Noto que há uma tentativa dos canais 1 e 2 de alterarem este panorama. O que mais me traumatiza é que parece que o público está mais na outra onda!
No tempo em que eu era puto, o Vitinho marcava o fim do dia e o início do tempo de tv para os adultos. Invariavelmente os meus pais mandavam-me para a cama, lembro-me de algumas excepções - ainda vi alguns episódios de "A-Team", "Modelo e Detective", "1,2,3" e mais alguns.
Hoje em dia parece que o prime time começa por volta da meia noite, ou pouco antes da uma. Não há séries de qualidade a horas decentes (por norma e falando dos canais públicos, mesmo alargando aos privados o cenário ainda é constrangedor), das 9h Às 24h temos telenovelas, reality shows com animais e bestas, um telejornal e pouco mais.
Noto que há uma tentativa dos canais 1 e 2 de alterarem este panorama. O que mais me traumatiza é que parece que o público está mais na outra onda!
A minha lista de Natal
Não é grande, mas até fica cara!
Já arranjei quem me ofereça a biografia do Churchill, e a triologia StarWars vem a caminho. só já falta a caixa especial do Regresso do Rei. Aparte disso sei que vou receber cash e talvez alguns livritos. Ah! e roupa interior, provavelmente:p
LOL
Já arranjei quem me ofereça a biografia do Churchill, e a triologia StarWars vem a caminho. só já falta a caixa especial do Regresso do Rei. Aparte disso sei que vou receber cash e talvez alguns livritos. Ah! e roupa interior, provavelmente:p
LOL
Dicotomias
O Porto é Campeão Intercontinental. O Benfica sai de Belém com quatro prendas no sapatinho.
Quando o árbitro não ajuda, não ganha pontos...
Viva o Porto, canudo!
Quando o árbitro não ajuda, não ganha pontos...
Viva o Porto, canudo!
Dia de folga
Deixei levar-me por Morfeu. Não liguei o despertador, e quando acordei o relógio marcava 11h20.
Ao menos um dia por semana!
A namorada é que ficou zangada por não a ter ido levar a Setúbal, mas hoje o organismo não aceitava.
Ao menos um dia por semana!
A namorada é que ficou zangada por não a ter ido levar a Setúbal, mas hoje o organismo não aceitava.
Notas musicais
Rodrigo Leão – Cinema
Leonard Cohen – Dear Heather
Toranja – Esquissos
Jota Quest – Ao vivo
Third Day – Wire
Martinho da Vila
The Strokes
Foram alguns dos álbuns e artistas que me acompanharam ao longo de 2004.
Espero que a safra de 2005 seja tão ou melhor que esta….
Leonard Cohen – Dear Heather
Toranja – Esquissos
Jota Quest – Ao vivo
Third Day – Wire
Martinho da Vila
The Strokes
Foram alguns dos álbuns e artistas que me acompanharam ao longo de 2004.
Espero que a safra de 2005 seja tão ou melhor que esta….
sexta-feira, dezembro 10, 2004
Tantos livros, tanta tralha!!!
Passeando pela Fnac e pela Bertrand penso na quantidade de títulos e de exemplares que se editam em Portugal. Alguém tem coragem de dizer que pensa que se pode vender/escoar metade daquilo?
Ferrão e PS
Há pessoas por quem tenho um carinho especial, que ocupam um lugar especial no meu coração.
Algumas dessas foram bem importantes na minha vida em alguns momentos.
Uma dessas pessoas é o Ferrão. Durante um ano fui pelo menos uma vez por mês a Ponte de Sôr, e em grande parte isto devia-se ao Ferrão. Como esquecer as noitadas de Playstation? AS idas aos cafés e bares da Ponte Sôr, Tramaga, etc?
Comecei a namorar e é mais difícil ir até lá…o Ferrão casou e já tem uma princesinha pequenina. Telefonei-lhe ontem e ouvia-a a falar lá ao fundo: - Pai, quem é? Qual Tiago?
Tenho saudades…e vontade de conhecer a cachopa melhor…
Nota: Ponte Sôr é um dos meus locais favoritos. Outros há, mas desde há muito tempo que Ponte Sôr me enfeitiçou!
Algumas dessas foram bem importantes na minha vida em alguns momentos.
Uma dessas pessoas é o Ferrão. Durante um ano fui pelo menos uma vez por mês a Ponte de Sôr, e em grande parte isto devia-se ao Ferrão. Como esquecer as noitadas de Playstation? AS idas aos cafés e bares da Ponte Sôr, Tramaga, etc?
Comecei a namorar e é mais difícil ir até lá…o Ferrão casou e já tem uma princesinha pequenina. Telefonei-lhe ontem e ouvia-a a falar lá ao fundo: - Pai, quem é? Qual Tiago?
Tenho saudades…e vontade de conhecer a cachopa melhor…
Nota: Ponte Sôr é um dos meus locais favoritos. Outros há, mas desde há muito tempo que Ponte Sôr me enfeitiçou!
quinta-feira, dezembro 09, 2004
Quem é?
Quem é o anónimo que tem postado?
Terá um nome debaixo dessa máscara?
Assina no fim, fala comigo!
Ando a matutar quem será! ou serão!
Terá um nome debaixo dessa máscara?
Assina no fim, fala comigo!
Ando a matutar quem será! ou serão!
Livros para a madrinha!!!
A madrinha pediu-me uns livros da Univ. Aberta para estudar para os testes.
E lá fui eu para o Rato. Alguém me explica porque é que alguém fecha a Univ Aberta e a livraria da mesma, numa 5ª e 6ª Feira? Vá lá que consegui falar com o segurança, senão amanhã batia lá com a fronha na porta, again!
Depois para não me atormentar com o tempo perdido passei pela Bertrand (para falar um pouco com o Zé Pedro) e pela Fnac.
Tanto em que se gastar dinheiro, ambas as livrarias cheias....demasiado para o meu gosto...
Uma sra. na Fnac dizia, - Isto é tão grande! Por onde é que saio? Onde é a saída? Ai que já estou perdida!
Enfim, e ainda dizem que não há dinheiro! Fiquei, momentaneamente, a sofrer de claustrofobia!
E lá fui eu para o Rato. Alguém me explica porque é que alguém fecha a Univ Aberta e a livraria da mesma, numa 5ª e 6ª Feira? Vá lá que consegui falar com o segurança, senão amanhã batia lá com a fronha na porta, again!
Depois para não me atormentar com o tempo perdido passei pela Bertrand (para falar um pouco com o Zé Pedro) e pela Fnac.
Tanto em que se gastar dinheiro, ambas as livrarias cheias....demasiado para o meu gosto...
Uma sra. na Fnac dizia, - Isto é tão grande! Por onde é que saio? Onde é a saída? Ai que já estou perdida!
Enfim, e ainda dizem que não há dinheiro! Fiquei, momentaneamente, a sofrer de claustrofobia!
Vale a pena
A martita escreveu (mais) um texto que vale mesmo a pena!
http://namerica.blogspot.com/2004/12/let-gym-empire-begin.html#comments
Confirmem lá a ver senão concordam comigo
http://namerica.blogspot.com/2004/12/let-gym-empire-begin.html#comments
Confirmem lá a ver senão concordam comigo
quarta-feira, dezembro 08, 2004
Chá ou simpelsmente TEA
Alguém clama:
- Chega de histórias sanguinárias!
:( E eu que tinha, pelo menos, mais uma! Fica para a próxima.
Entretanto deixo-vos uma curiosidade. De onde vem a palavra inglesa para chá? Tea? Sabiam que é de origem portuguesa? Não?
O chá foi enviado para Inglaterra por ocasião dum casamento duma princesa portuguesa com um príncipe inglês (devia haver, sempre, uma boa razão para se casarem. Nesta ocasião foi o chá).
Assim, os barcos portugueses carregados de chá chegaram aos portos ingleses ou ao porto, não sou muito fiel neste ponto.
Ora os barcos portugueses tinham escrito no casco (à falta de melhor palavra, perdoem-me se estou errado. De náutica não percebo nada)
Transportes
de Ervas
Aromáticas
Somos nós responsáveis pelos ingleses gostarem de chá e pela palavra deles que designa chá, e nem nos orgulhamos disso como somos também ignorantes do facto.
OH, my dear........................................
- Chega de histórias sanguinárias!
:( E eu que tinha, pelo menos, mais uma! Fica para a próxima.
Entretanto deixo-vos uma curiosidade. De onde vem a palavra inglesa para chá? Tea? Sabiam que é de origem portuguesa? Não?
O chá foi enviado para Inglaterra por ocasião dum casamento duma princesa portuguesa com um príncipe inglês (devia haver, sempre, uma boa razão para se casarem. Nesta ocasião foi o chá).
Assim, os barcos portugueses carregados de chá chegaram aos portos ingleses ou ao porto, não sou muito fiel neste ponto.
Ora os barcos portugueses tinham escrito no casco (à falta de melhor palavra, perdoem-me se estou errado. De náutica não percebo nada)
Transportes
de Ervas
Aromáticas
Somos nós responsáveis pelos ingleses gostarem de chá e pela palavra deles que designa chá, e nem nos orgulhamos disso como somos também ignorantes do facto.
OH, my dear........................................
O Daniel e o Cláudio
Sou relembrado de alguns momentos de alegria ao ler as palavras do Daniel.
Obrigado primão, espero que estejas bem. Obrigado pela paciência que demonstras ao ler o meu blog!!!
Diz o Daniel que carregou comigo às costas - não vale pedir indemnização por problemas de costas, ou hérnias, ok?
Em maior ou menor grau o Daniel e o Cláudio estiveram presentes na minha infancia e adolescência (mais o Daniel). Lembro-me de estar sentado ao colo do Cláudio enquanto ele tratava do som na cabine, aos Domingos à tarde, durante os cultos.
Lembro-me do Daniel ser meu monitor num acampamento de crianças em 90 ou 91. Tenho uma fotografia no jantar de gala com uma thirt amarela dele!
Lembro-me do Daniel ao longo da minha adolescência, em momentos mais ou menos difíceis, lembro-me do Daniel a cantar a canção que fez em Espanha (?Sabes qual é que tou a falar, não sabes?).
Lembro-me do Daniel de vez em quando, separados que estamos, a um oceano de distância.
Um abração primo e uma beijoka pra minha prima brasuka
Tiago Falcoeiras
Obrigado primão, espero que estejas bem. Obrigado pela paciência que demonstras ao ler o meu blog!!!
Diz o Daniel que carregou comigo às costas - não vale pedir indemnização por problemas de costas, ou hérnias, ok?
Em maior ou menor grau o Daniel e o Cláudio estiveram presentes na minha infancia e adolescência (mais o Daniel). Lembro-me de estar sentado ao colo do Cláudio enquanto ele tratava do som na cabine, aos Domingos à tarde, durante os cultos.
Lembro-me do Daniel ser meu monitor num acampamento de crianças em 90 ou 91. Tenho uma fotografia no jantar de gala com uma thirt amarela dele!
Lembro-me do Daniel ao longo da minha adolescência, em momentos mais ou menos difíceis, lembro-me do Daniel a cantar a canção que fez em Espanha (?Sabes qual é que tou a falar, não sabes?).
Lembro-me do Daniel de vez em quando, separados que estamos, a um oceano de distância.
Um abração primo e uma beijoka pra minha prima brasuka
Tiago Falcoeiras
O Poder da Ignorância
Esta eu tenho de contar.
Acho que mostra um pouco o mundo em que vivemos.
O meu irmão passa algumas noites em casa dum primo (o Moisés) a jogar ProEvolution Soccer4 até às tantas.
Estavam eles e mais dois e começaram a falar disto e daquilo. Pergunta do Moisés: - Osvaldo, se fosses um mamífero que mamífero gostavas de ser?
- Um golfinho.
Pronto, estiveram três energúmenos a gozar com o único inteligente porque segundo eles golfinho não é mamífero. Nota: gozar é mesmo gozar, até levar uma pessoa à exaustão.
No dia seguinte o meu irmão querendo fazer-se de inteligente vira-se para a namorada e diz: - Queres saber o que o estúpido do Osvaldo disse?...........................................é um golfinho!
E pronto, foi a vez dela e de mim gozar com a ignorância rasa dele e do meu primo.
Moral da história? Há tantos, mas mostra bem que a maioria nem sempre tem razão, e muitas vezes usa a ignorância duma forma nojenta.
Acho que mostra um pouco o mundo em que vivemos.
O meu irmão passa algumas noites em casa dum primo (o Moisés) a jogar ProEvolution Soccer4 até às tantas.
Estavam eles e mais dois e começaram a falar disto e daquilo. Pergunta do Moisés: - Osvaldo, se fosses um mamífero que mamífero gostavas de ser?
- Um golfinho.
Pronto, estiveram três energúmenos a gozar com o único inteligente porque segundo eles golfinho não é mamífero. Nota: gozar é mesmo gozar, até levar uma pessoa à exaustão.
No dia seguinte o meu irmão querendo fazer-se de inteligente vira-se para a namorada e diz: - Queres saber o que o estúpido do Osvaldo disse?...........................................é um golfinho!
E pronto, foi a vez dela e de mim gozar com a ignorância rasa dele e do meu primo.
Moral da história? Há tantos, mas mostra bem que a maioria nem sempre tem razão, e muitas vezes usa a ignorância duma forma nojenta.
Diz a Verónica em relação à história das pedradas.
Epa' Tiago, que mauzura...Conta la' o resto da historia... Qual foi a reaccao do teu irmao e outros pormenores relevantes.
Que cusca pá!:p
O essencial tá lá. Éramos dois catraios. Estavamos numa brincadeira (estúpida), eu atirava a pedra e ele apanhava, e vice-versa. Ele olhoou para o lado e apanhou com a pedra em cima do totiço. NEm me lembro se apanhei da minha mãe ou não, mas lembro-me que nunca mais brincamos com pedras, pelo menos tão grandes.
No entanto lembrei-me duma outra história. Estavamos em Alverca, na casa duns primos meus. Eles tinham castanhas e nós queríamos comer castanhas. Qual a melhor maneira de as cortar?
A minha tia tinha, e tem, uma faca de cortar bacalhau das antigas. Presa pelo bico a uma base de madeira, e então..............
Colocavamos a castanha debaixo da faca e descíamos o gume da faca sobre a castanha. Que bela ideia. O senão aconteceu quando o meu irmão colocou o dedo antes da faca ir abaixo. Ficou com o dedo pendurado e o sangue a jorrar. Valeu o susto, a faca não cortou nenhum tendão e o dedo ficou bom. Até hoje a faca continua atada. A minha tia nunca mais a utilizou.
Epa' Tiago, que mauzura...Conta la' o resto da historia... Qual foi a reaccao do teu irmao e outros pormenores relevantes.
Que cusca pá!:p
O essencial tá lá. Éramos dois catraios. Estavamos numa brincadeira (estúpida), eu atirava a pedra e ele apanhava, e vice-versa. Ele olhoou para o lado e apanhou com a pedra em cima do totiço. NEm me lembro se apanhei da minha mãe ou não, mas lembro-me que nunca mais brincamos com pedras, pelo menos tão grandes.
No entanto lembrei-me duma outra história. Estavamos em Alverca, na casa duns primos meus. Eles tinham castanhas e nós queríamos comer castanhas. Qual a melhor maneira de as cortar?
A minha tia tinha, e tem, uma faca de cortar bacalhau das antigas. Presa pelo bico a uma base de madeira, e então..............
Colocavamos a castanha debaixo da faca e descíamos o gume da faca sobre a castanha. Que bela ideia. O senão aconteceu quando o meu irmão colocou o dedo antes da faca ir abaixo. Ficou com o dedo pendurado e o sangue a jorrar. Valeu o susto, a faca não cortou nenhum tendão e o dedo ficou bom. Até hoje a faca continua atada. A minha tia nunca mais a utilizou.
segunda-feira, dezembro 06, 2004
Leituras das minhas leituras
Penso nos livros que li. A imensidão de tempo que perdi. Penso no que podia ter feito. Em como outros me dizem que esbanjei tempo que não volta mais.
Penso nos livros que li.
E tenho pena. Daqueles que, ainda, os não leram.
Penso nos livros que li.
E tenho pena. Daqueles que, ainda, os não leram.
Putos Natal
Tenho um casal amigo com 5 filhos. Três naturais, dois adoptados. Os mais novos, um com 6 e outro com 8, estiveram comigo ontem.
Quando cheguei à loja, estavam de barrete do Pai Natal e com algodão a fazer de barba. Comiam alegremente um bolo.
Ao final de meia hora estavam já saturados e queriam algo mais mexido (um jogo de futebol na Playstation, como se veio a confirmar).
O mais novo, chegou ao pé de mim, ao balcão e perguntou-me: - Porque é que estamos vestidos assim? É para vocês ganharem mais dinheiro?
Ri-me. E pensavam os meus pais que eles iam achar piada.
Olhei para ele, e disse-lhe: - Não, é para eu poder gozar contigo!
Olhou para mim, riu-se e deu-me um murro cúmplice. Gritou: - Maria! Posso tirar o barrete?
E pensar que a minha mãe comprou o barrete a pensar em mim e demais trabalhadores. Eu disse-lhe logo que nem morto! Não gosto desses apêndices natalícios…
Quando cheguei à loja, estavam de barrete do Pai Natal e com algodão a fazer de barba. Comiam alegremente um bolo.
Ao final de meia hora estavam já saturados e queriam algo mais mexido (um jogo de futebol na Playstation, como se veio a confirmar).
O mais novo, chegou ao pé de mim, ao balcão e perguntou-me: - Porque é que estamos vestidos assim? É para vocês ganharem mais dinheiro?
Ri-me. E pensavam os meus pais que eles iam achar piada.
Olhei para ele, e disse-lhe: - Não, é para eu poder gozar contigo!
Olhou para mim, riu-se e deu-me um murro cúmplice. Gritou: - Maria! Posso tirar o barrete?
E pensar que a minha mãe comprou o barrete a pensar em mim e demais trabalhadores. Eu disse-lhe logo que nem morto! Não gosto desses apêndices natalícios…
Sandman
Já se encontra em português o primeiro volume da mítica BD de Neil Gaiman, Sandman.
E depois? E depois é obrigatório ler, mesmo para quem não gosta de BD. Para quem quer saber um cadinho sobre pós-modernismo, bem leia a obra toda e vai ver que vai ter muito que pensar.
O preconceito é uma coisa muito estúpida, e esta Bd prova que a BD pode ser mais literária do que muitos pseudo-romances e literaturas que tais. eu até podia deixar o nome de alguns, mas estou sem dinheiro para pagar processos.
E depois? E depois é obrigatório ler, mesmo para quem não gosta de BD. Para quem quer saber um cadinho sobre pós-modernismo, bem leia a obra toda e vai ver que vai ter muito que pensar.
O preconceito é uma coisa muito estúpida, e esta Bd prova que a BD pode ser mais literária do que muitos pseudo-romances e literaturas que tais. eu até podia deixar o nome de alguns, mas estou sem dinheiro para pagar processos.
Benfica-Estoril
O público paga bilhetes. O público espera que a sua equipa ganhe. O público assobia e bate palmas conforme o seu coração dite. O público assobia e o a´rbitro marca pénalti. O público assobia, e a imagem da camera indicando a substituição deixa de ser lógica, o treinador tem medo do público. O público está contente com p resultado. O presidente também porque a sua equipa ganhou, em detrimento do adversário por causa do árbitro, mas mais ainda porque o público vai para casa a pensar que foram roubados. O público é uma turba de energúmenos, mas não faz mal...
Mais um blog made in FCSH
Isto tá mesmo a dar no pessoal.
Aqui recebi mais um mail, este magoado por não ter referido a Susanita. Ainda não tinha ido ver, tinha perdido o teu 1º comentário e.....
Deixemo-nos de coisas, aqui fica a morada de mais uma estudante da nossa mui amada FCSH:
http://sueinblue.blogspot.com/
Gostei do inblue (lol), continuo a dizer bem do teu penteado.
Hasta
Aqui recebi mais um mail, este magoado por não ter referido a Susanita. Ainda não tinha ido ver, tinha perdido o teu 1º comentário e.....
Deixemo-nos de coisas, aqui fica a morada de mais uma estudante da nossa mui amada FCSH:
http://sueinblue.blogspot.com/
Gostei do inblue (lol), continuo a dizer bem do teu penteado.
Hasta
Eu acho piada
Eu nem tenho feito grandes comentários acerca do nosso futebol.
As miseráveis exibições do Porto têm-me esfriado os ânimos. Não deixo no entanto de me rir com algumas pessoas. Queixam-se que são roubadas, cada vez que vejo um jogo do Benfica dá-me vontade de rir. O SLB-Estoril tá no intervalo, o meu irmão descontente com a expulsão do Manuel Fernandes manda vir com o árbitro. Se tivesse sido o Jorge Costa queixava-se, uma agressão dá sempre vermelho, ou mesmo uma tentativa de...
Enfim...
O penálti mesmo a acabar dá-me vontade de rir. Estou farto de ver o Benfica a ser ajudado, mas ninguém diz nada. O Karadas atirou-se, saltou para a piscina, mas vai haver sempre alguns que vão dizer que não...né João? O público pressiona, porque quer que a equipa ganhe, os comentadores dizem que o árbitro esteve sempre bem (exceptuando o lance do pénalti e um cartão amarelo não mostrado a um jogador do Estoril). Devia era pressionar os dirigentes e treinador. Esta equipa do Benfica não joga nada! Mesmo nada, mas ainda se queixam do jogo do Porto, se não fosse esse estariam com mais 3 pontos, se não fossem os outros todos estariam bem mais abaixo. Enfim meninas já lá diria o outro...ou só há órgias no Norte? Olhando para as arbitragens do Benfica duvido muito.....
Mas sei que, pelo menos o João, vai dizer que isto não é nada correcto, objectivo e outras coisas.
Pior cego é oq ue não quer ver...
Pão e circo diriam os romanos...
As miseráveis exibições do Porto têm-me esfriado os ânimos. Não deixo no entanto de me rir com algumas pessoas. Queixam-se que são roubadas, cada vez que vejo um jogo do Benfica dá-me vontade de rir. O SLB-Estoril tá no intervalo, o meu irmão descontente com a expulsão do Manuel Fernandes manda vir com o árbitro. Se tivesse sido o Jorge Costa queixava-se, uma agressão dá sempre vermelho, ou mesmo uma tentativa de...
Enfim...
O penálti mesmo a acabar dá-me vontade de rir. Estou farto de ver o Benfica a ser ajudado, mas ninguém diz nada. O Karadas atirou-se, saltou para a piscina, mas vai haver sempre alguns que vão dizer que não...né João? O público pressiona, porque quer que a equipa ganhe, os comentadores dizem que o árbitro esteve sempre bem (exceptuando o lance do pénalti e um cartão amarelo não mostrado a um jogador do Estoril). Devia era pressionar os dirigentes e treinador. Esta equipa do Benfica não joga nada! Mesmo nada, mas ainda se queixam do jogo do Porto, se não fosse esse estariam com mais 3 pontos, se não fossem os outros todos estariam bem mais abaixo. Enfim meninas já lá diria o outro...ou só há órgias no Norte? Olhando para as arbitragens do Benfica duvido muito.....
Mas sei que, pelo menos o João, vai dizer que isto não é nada correcto, objectivo e outras coisas.
Pior cego é oq ue não quer ver...
Pão e circo diriam os romanos...
Mais um...:p
Dizia o nuno em comentário a um post, que já me tinham chamado muitos nomes. Verdade!
Alguns simpáticos, generosos, ofensivos, imaginativos, etc...
A ler um post dum novo conhecimento deparei com outro. Gostei do Tiago Papa-Livros, lol!
Obrigado Verónica, acho que acenta bem...
Alguns simpáticos, generosos, ofensivos, imaginativos, etc...
A ler um post dum novo conhecimento deparei com outro. Gostei do Tiago Papa-Livros, lol!
Obrigado Verónica, acho que acenta bem...
Sou mau com nomes, muito mau mesmo. Raramente me esqueço duma cara, mesmo as mais anónimas, mas de nomes?
Perguntem à Maria, que durante o 4º ano ainda me dizia o nome de colegas de turma, que tinham entrado connosco.
Perguntem aos meus alunos, que com maior ou menos fair-play toleram o esquecimento ou troca de nomes.
Perguntem à minha namorada, que já por uma ou duas vezes lhe quis apresentar uma outra pessoa conhecida e dei buraco.
Não levem a mal, eu sei quem vocês são, conheço-vos. Mas por vezes…o nome voa-se-me da mente.
Perguntem à Maria, que durante o 4º ano ainda me dizia o nome de colegas de turma, que tinham entrado connosco.
Perguntem aos meus alunos, que com maior ou menos fair-play toleram o esquecimento ou troca de nomes.
Perguntem à minha namorada, que já por uma ou duas vezes lhe quis apresentar uma outra pessoa conhecida e dei buraco.
Não levem a mal, eu sei quem vocês são, conheço-vos. Mas por vezes…o nome voa-se-me da mente.
+memórias
Lembro-me de partir a cabeça. Muitas vezes. Em cima, na testa, na sobrancelha, enfim…uns iam jogar à bola, eu ia partir a cabeça. O meu pai tornou-se sócio da Casa da Misericórdia, por minha causa. Eu ia lá tanta vez, mês sim, mês sim, de modo que esta era a solução mais barata.
Não sei se foi o ego ou o id, nem sei se foi inconsciente ou mesmo conscientemente, mas a única vez que o meu irmão partiu a cabeça fui eu que lha parti.
Com uma pedra da calçada, sabem? Aqueles parecidos com paralelepípedos.
Manias:p
Não sei se foi o ego ou o id, nem sei se foi inconsciente ou mesmo conscientemente, mas a única vez que o meu irmão partiu a cabeça fui eu que lha parti.
Com uma pedra da calçada, sabem? Aqueles parecidos com paralelepípedos.
Manias:p
domingo, dezembro 05, 2004
HUM?!
Escrever sobre alguma coisa da imenso trabalho. Às vezes penso em escrever sobre nada. Mas escrever sobre nada dá igualmente trabalho. Espero pelo momento em que não escrever sobre algo não dê trabalho.
AHHHHHHHHHHHHH!!!
Esta semana tem sido.....de loucos. Afinal de quem terá sido a ideia de trabalhar ao feriado?
Tou de rastos...a cabeça parece que quer explodir ( o que daria um ar ainda mais repugnável ao meu quarto).
Estou frustrado, chego a casa e não tenho ideias para escrever nada. Estou demasiado cansado para me preocupar com a beleza do texto. No entanto, na horas do espediente a cabeça não pára, as ideias fluem e construo textos mentalmente. Depois não me lembro nem sequer das ideias-chave!
Conhecem algum medicamento que faça bem a isto? Se sim avisem...LOL
Tou de rastos...a cabeça parece que quer explodir ( o que daria um ar ainda mais repugnável ao meu quarto).
Estou frustrado, chego a casa e não tenho ideias para escrever nada. Estou demasiado cansado para me preocupar com a beleza do texto. No entanto, na horas do espediente a cabeça não pára, as ideias fluem e construo textos mentalmente. Depois não me lembro nem sequer das ideias-chave!
Conhecem algum medicamento que faça bem a isto? Se sim avisem...LOL
Os blogs da malta da FCSH
Isto tá a aumentar, e ainda bem.
Deixo aqui blogs de pessoal que andou comigo e dum futuro escritor do meu curso.
A malta da turma:
A Martita, boa viagem dos States para cá, ok?
Beijoka grande e até já:
http://www.namerica.blogspot.com/
O Nuno, vamos a um café na 3ª? Apita
http://www.ra-perdida-no-charco.blogspot.com/
E o Sôr Ilídio, que já não foi da turma , mas foi companheiro do bar e das manhãs em que fazia tempo para ir dar aulas:
http://www.xaboita.blogspot.com/
Leiam que não se vão arrepender, eu prometo...ACHO!!!
Deixo aqui blogs de pessoal que andou comigo e dum futuro escritor do meu curso.
A malta da turma:
A Martita, boa viagem dos States para cá, ok?
Beijoka grande e até já:
http://www.namerica.blogspot.com/
O Nuno, vamos a um café na 3ª? Apita
http://www.ra-perdida-no-charco.blogspot.com/
E o Sôr Ilídio, que já não foi da turma , mas foi companheiro do bar e das manhãs em que fazia tempo para ir dar aulas:
http://www.xaboita.blogspot.com/
Leiam que não se vão arrepender, eu prometo...ACHO!!!
quinta-feira, dezembro 02, 2004
OS MAIAS
Sofro sempre uma crise existencial quando acabo de ler um livro.
Sinto um vazio, tenho necessidade de o preencher, mas nem sempre isso é fácil. Há alturas em que tenho de começar a ler 3 ou 4 livros até encontrar o ideal, o certo, o indicado para a altura.
Acabei de ler um policial irlandês ontem. Escolhi um outro policial, agora um italiano, para o suceder. Não consegui.
E aqui fiquei, passeando entre a cama e o móvel, pegando neste e naquele. Folheando-os.
Nenhum me cativou.
Voltei a um amor antigo, o qual me chamava à cerca dum ano.
Peguei no meu Eça, datado de 1936, uma edição baratucha que nada vale. Vou assim reler os amores do Carlos e Maria Eduarda.
Deixo no entanto aqui a minha parte favorita de "OS MAIAS". Alguns vão reconhecê-la. AH! estará ligeiramente abreviada.
"Ega, em summa, concordava. Do que elle principalmente se convencera, n´esses estreitos annos de vida, era da inutilidade de todo o esforço. (...)
- Se me dissessem que alli em baixo estava uma fortuna como a dos Rothschilds ou a corôa imperial de D. Carlos V, á minha espera, para serem minhas se eu para lá corresse, eu não apressava o passo...Não! Não sahia d´este passinho lento, prudente, correcto, seguro que é o único que se deve ter na vida.
- Nem eu! - acudiu Carlos com uma convicção decisiva.
(...)
- Oh, diabo!... E eu que disse ao Villaça e aos rapazes para estarem no Braganza pontualmente ás seis! Não apparecer por ahi uma tipoia!...
- Espera! - exclamou Ega. Lá vem um "americano", ainda o apanhamos.
- Ainda o apanhamos!
Os dois amigos lançaram o passo, largamente.
(...)
-(...) Com effeito, não vale a pena fazer um esforço, correr com ancia para cousa alguma...
Ega, ao lado, ajuntava, offegante, atirando as pernas magras:
- Nem para o amor, nem para a glória, nem para o dinheiro, nem para o poder...
A lanterna vermelha do "americano", ao longe, no escuro, parára. E foi em Carlos e em João da Ega uma esperança, outro esforço:
- Ainda o apanhamos!
- Ainda o apanhamos!"
Ai que saudades deste romance, até amanhã. Vou ler até adormecer nesta bela tragédia, olhando atento para as diferenças políticas e nacionais existentes entre Eça e o século XXI.
Sinto um vazio, tenho necessidade de o preencher, mas nem sempre isso é fácil. Há alturas em que tenho de começar a ler 3 ou 4 livros até encontrar o ideal, o certo, o indicado para a altura.
Acabei de ler um policial irlandês ontem. Escolhi um outro policial, agora um italiano, para o suceder. Não consegui.
E aqui fiquei, passeando entre a cama e o móvel, pegando neste e naquele. Folheando-os.
Nenhum me cativou.
Voltei a um amor antigo, o qual me chamava à cerca dum ano.
Peguei no meu Eça, datado de 1936, uma edição baratucha que nada vale. Vou assim reler os amores do Carlos e Maria Eduarda.
Deixo no entanto aqui a minha parte favorita de "OS MAIAS". Alguns vão reconhecê-la. AH! estará ligeiramente abreviada.
"Ega, em summa, concordava. Do que elle principalmente se convencera, n´esses estreitos annos de vida, era da inutilidade de todo o esforço. (...)
- Se me dissessem que alli em baixo estava uma fortuna como a dos Rothschilds ou a corôa imperial de D. Carlos V, á minha espera, para serem minhas se eu para lá corresse, eu não apressava o passo...Não! Não sahia d´este passinho lento, prudente, correcto, seguro que é o único que se deve ter na vida.
- Nem eu! - acudiu Carlos com uma convicção decisiva.
(...)
- Oh, diabo!... E eu que disse ao Villaça e aos rapazes para estarem no Braganza pontualmente ás seis! Não apparecer por ahi uma tipoia!...
- Espera! - exclamou Ega. Lá vem um "americano", ainda o apanhamos.
- Ainda o apanhamos!
Os dois amigos lançaram o passo, largamente.
(...)
-(...) Com effeito, não vale a pena fazer um esforço, correr com ancia para cousa alguma...
Ega, ao lado, ajuntava, offegante, atirando as pernas magras:
- Nem para o amor, nem para a glória, nem para o dinheiro, nem para o poder...
A lanterna vermelha do "americano", ao longe, no escuro, parára. E foi em Carlos e em João da Ega uma esperança, outro esforço:
- Ainda o apanhamos!
- Ainda o apanhamos!"
Ai que saudades deste romance, até amanhã. Vou ler até adormecer nesta bela tragédia, olhando atento para as diferenças políticas e nacionais existentes entre Eça e o século XXI.
Dúvida
Nunca como hoje acho que se confundem telediscos com curtas metragens soft porno, e cantores/as com os ditos actores.
É para incentivar a venda dos discos ou aumentar a sua (deles) líbido ?
É para incentivar a venda dos discos ou aumentar a sua (deles) líbido ?
Velhos são os....
Diz o Nuno que estamos a ficar velhos. Não sei...ainda agora chegamos a um quarto de século, mas a verdade é que tenho tido alguns episódios que me têm traumatizado.
Estive num acampamento de jovens este verão, metade dos campistas era adolescente e sempre que me dirigiam a palavra saia qualquer coisa do género: "Olhe, gostei muito de...", "Desculpe, importa-se de...?".
Há uma semana e meia estive na FCSH a rever amigos, aproveitei para conhecer alguns caloiros. O tratamento veio igual: "Olá, como se chama?", "Como está? Prazer em conhecê-lo".
Se calhar o Nuno tem razão estamos mesmos a ficar velhos. Fico a matutar nisto, espero não ficar ainda mais chato e rezingão. De qualquer maneira mesmo com 90 anos podem tratar-me alegremente por tu, eu agradeço.
Estive num acampamento de jovens este verão, metade dos campistas era adolescente e sempre que me dirigiam a palavra saia qualquer coisa do género: "Olhe, gostei muito de...", "Desculpe, importa-se de...?".
Há uma semana e meia estive na FCSH a rever amigos, aproveitei para conhecer alguns caloiros. O tratamento veio igual: "Olá, como se chama?", "Como está? Prazer em conhecê-lo".
Se calhar o Nuno tem razão estamos mesmos a ficar velhos. Fico a matutar nisto, espero não ficar ainda mais chato e rezingão. De qualquer maneira mesmo com 90 anos podem tratar-me alegremente por tu, eu agradeço.
O nosso Dom Sebastião
Pacheco Pereira diz que Cavaco é mais útil como Priemrio Ministro do que como Presidente da República.
Cavaco seria a melhor e deveria ponderar as consequências do seu próprio
artigo no Expresso. É mais preciso no governo do que na Presidência da
República. Se quiser tem tudo e todos com ele.O PSD tem que perceber que esta é
a única possibilidade do oferecer ao país a melhor alternativa, (a alternativa
que Santana Lopes dará ao país é o PS e Sócrates), poder ter uma maioria
absoluta e fazer as reformas que o país urgentemente necessita. Não é
messianismo, é realismo. É só querer.
Eu acho difícil, messianico mesmo; mas gostava de poder ver esse momento acontecer. Sei que muitos não gostam de Cavaco, mas achoq ue seria a pessoa indicada para pôr o país em movimento.
Veremos no que dá tudo isto...
quarta-feira, dezembro 01, 2004
Só agora
Só agora me é possível comentar a decisão do Presidente da República.
Penso que não é nada de novo, mas é a minha opinião, por isso...
Concordei com o Presidente da República há quatro meses. Quando voto não voto no Primeiro Ministro. Voto no Partido. AS diferenças entre as legislativas e as presidenciais são grandes. Para uma escolhemos o Governo, o Partido que nos vai liderar, para outra escolhemos uma cara.
Mesmo achando Durão um nome fraco, votei PSD (eu sei, eu sei, ninguém é perfeito).
No entanto, também concordei com o Presidente ontem. Acho que era visível que o Governo era um não Governo. As demissões, as críticas (mais internas que externas, se excluirmos o CDS e o BE), as trocas de opinião do Primeiro Ministro, as divergências entre governantes e Ministérios, e tantas outras desaventuras só poderiam dar numa coisa: Dissolução do Parlamento e novas eleições, consequentemente.
Não me parece que o caso do CD tenha sido o despoletar, isso é informação benfiquista. Penso que as razões apresentadas são bem mais fortes do que um DVD. As palavras do ex-ministro foram bem fortes e mostraram o estado interior do Governo. Juntando a tudo aquilo que já descrevi em cima e à bomba de Cavaco no Expresso, penso que as razões do Presidente mais do que cortesia são lógicas e necessárias.
O que esperar deste acto eleitoral?
Penso que as eleições vêm em má altura para o PS. Não tenho muitas dúvidas que ganhem as eleições, tenho é se ganham com maioria absoluta ou não. O povo português tem memória curta, mas tenho que o último governo socialista foi uma miséria, assim como este social-democrata. Em quem cairá a escolha popular?
Sócrates tem imensos opositores, porque vem do PSD, porque segue uma linha parecida com a Santana (muita palavra, mas depois...). Sócrates tem uma coisa a favor.
Logo que chegou a presidente do PS, organizou grupos de discussão e de decisão acerca de certos e determinados assuntos e áreas problemáticas na sociedade portuguesa.
Lemos hoje que o programa de Governo vai ser organizado, tratado por António Vitorino. Penso que Sócrates asqui desmarca-se do popularismo oco de Santana.
O que esperar das eleições? Vitória do PS, com que peso? Penso que é importante porque um governo minoritário nada conseguirá fazer e continuaremos neste impasse.
Parece que o PSD e o CDS-PP vão a votos sozinhos. Vamos a ver em que é que vai dar.
Que saudades de Cavaco!!!
Penso que não é nada de novo, mas é a minha opinião, por isso...
Concordei com o Presidente da República há quatro meses. Quando voto não voto no Primeiro Ministro. Voto no Partido. AS diferenças entre as legislativas e as presidenciais são grandes. Para uma escolhemos o Governo, o Partido que nos vai liderar, para outra escolhemos uma cara.
Mesmo achando Durão um nome fraco, votei PSD (eu sei, eu sei, ninguém é perfeito).
No entanto, também concordei com o Presidente ontem. Acho que era visível que o Governo era um não Governo. As demissões, as críticas (mais internas que externas, se excluirmos o CDS e o BE), as trocas de opinião do Primeiro Ministro, as divergências entre governantes e Ministérios, e tantas outras desaventuras só poderiam dar numa coisa: Dissolução do Parlamento e novas eleições, consequentemente.
Não me parece que o caso do CD tenha sido o despoletar, isso é informação benfiquista. Penso que as razões apresentadas são bem mais fortes do que um DVD. As palavras do ex-ministro foram bem fortes e mostraram o estado interior do Governo. Juntando a tudo aquilo que já descrevi em cima e à bomba de Cavaco no Expresso, penso que as razões do Presidente mais do que cortesia são lógicas e necessárias.
O que esperar deste acto eleitoral?
Penso que as eleições vêm em má altura para o PS. Não tenho muitas dúvidas que ganhem as eleições, tenho é se ganham com maioria absoluta ou não. O povo português tem memória curta, mas tenho que o último governo socialista foi uma miséria, assim como este social-democrata. Em quem cairá a escolha popular?
Sócrates tem imensos opositores, porque vem do PSD, porque segue uma linha parecida com a Santana (muita palavra, mas depois...). Sócrates tem uma coisa a favor.
Logo que chegou a presidente do PS, organizou grupos de discussão e de decisão acerca de certos e determinados assuntos e áreas problemáticas na sociedade portuguesa.
Lemos hoje que o programa de Governo vai ser organizado, tratado por António Vitorino. Penso que Sócrates asqui desmarca-se do popularismo oco de Santana.
O que esperar das eleições? Vitória do PS, com que peso? Penso que é importante porque um governo minoritário nada conseguirá fazer e continuaremos neste impasse.
Parece que o PSD e o CDS-PP vão a votos sozinhos. Vamos a ver em que é que vai dar.
Que saudades de Cavaco!!!
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