quinta-feira, março 31, 2005

Imperdível

Tenho passado as minhas manhãs de Sábado a ler O Expresso e o Público e a ver o ER.
Vi ontem que já saiu a Segunda Caixa em DVD (isto é, a 2ª Série) e vi também que é bem mais barata do que a primeira. Estou a ver que quando isto estiver melhor financeiramente vou comprar primeiro a 2ª Série:p
Se têm perdido, aproveitem para se penitenciarem. É acima do normal. Já agora repito: viva o AXN. Finalmente um canal decente em toda a TVCabo, já fazia falta, não?

Outros Outonos

Ao olhar para a diferença cromática entre o nosso outono e o outono, por exemplo, dos EUA não deixo de ter pena pelo nosso ser tão pouco cromático!
Quem quer vai, quem não quer manda outra pessoa.

Perspectivas

A forma como olhamos para as coisas alteram a percepção que temos delas.
Ao ler o Nils Olgersson os animais da floresta e as aves fogem à ideia normalizada de comida para encher o buço.
Ainda bem que já o acabei de ler, de qualquer modo almocei lulas.

Who´s the Best?

No sítio onde almoço um grupo de adolescentes inconscientes discutem sobre quem é melhor: Shakira ou Jennifer Lopez.
Venha o diabo e escolha.
Quando dou a última "ouvidela" a discussão versa sobre quem dança melhor.
Tenho de repensar almoçar aqui.

Fim de dia

Acaba este dia. Finalmente. Estou sentado ao computador a escassos momentos de cair na cama.
Acabei de ler o Nils Olgerson (vide post anterior), e recomendo a todos (não só aos que sofrem de nostalgia exarcebada, gostei bastante), comecei a ler o Canradiru (nunca um livro que fizera dar a volta ao estomago, este já fez e ainda não vou a meio - Recomendação Máxima).
O dia deu ainda para beber um coffee com os amigos. Amanhã espero ver a namorada linda.
Beijokas

terça-feira, março 29, 2005

Ofertas

Feitas à minha pessoa.
Do livro Estação Carandiru e duma caixa de DVDs do Sherlock Holmes.
Gracias...
- Leste o livro? Está muito bom.
- Não! Vi o filme! Não gostei.

Custos

Eu entendo que as coisas custem dinheiro.
Acho que devo pagar por um filme, seja no cinema, ou comprando-o para mim.
Mas expliquem-me porque carga d´água um filme com mais de 50 anos, em que o realizador e os actores já morreram (infelizmente) custa os olhos da cara (por acaso são 17€)!
E nem interessa nomear o filme, a maior parte dos filmes clássicos (ou assim chamados, ou os da escola clássica americana) sofrem deste problema!

Ao menos o Spartacus do Kubrick está a 8€. Já não me lembro bem, mas sempre Kubrick! Eu tenho cá em casa uma versão mais moderna, tipo telefilme europeu (feito com dinheiros de vários países) mas o raio do filme não dá nem para puxar a carroça!

Vamos a ver se desta dá

Vamos a um pequena (sim porque o número de visitantes também não é assim tão grande) sondagem?
Qual o vosso álbum preferido? E qual a capa de álbum favorita?
Participem...
Vi o The Incredibles da Pixar e sinceramente não achei nada de especial. Está engraçado, a animação não é má de todo (mas comparem com o Shreck 2, falo do cabelo, da pele, da sensação que tudo mexe), mas não me convenceu.
Para não haver mal-entendidos, o Shreck 2 também não constituiu um grande marco na minha modesta opinião.
Enfim, parece que estou mais numa de BD do que de Filmes de Animação.
E por falar em marcos, amanhã sai o DC Countdown to Infinity Crisis. A aposta deste ano da DC Comics. Se for tão bom como Identity Crisis, estou lá. E acabo dizendo que comparando com a Marvel, neste momento o Universo DC é bem mais coeso, interessante e imperdível.

Raios e coriscos

Depois de me chatear com o Blogger, ou é a incapacidade de comentar posts dos outros ou de "postar" os meus próprios posts, agora é o meu pc! Quero abrir o Word e não me deixa!
AHHHHHHHHHHHHH!!!

Fotografia

Sempre gostei de fotografia, de tirar não de me tirarem. Smepre que posso dou um pulo à blogosfera para ver alguns blogs fotográficos. Gostei deste.
Para quem gosta de sonhar e de imaginar, favor ver este. Tratam-se das mesmas fotos mas upgraded com texto.

à pesca em Setúbal... Posted by Hello
ou Fat boy fishing nothing at all

Resquícios do post anterior

Assim não dá. A pesquisar num dos sites descobertos vejo que os franceses têm muitas das séries que eu via e adorava quando criança disponíveis em DVD!
Os 3 Mosqueteiros (excelente série, lembram-se?!), Os 3 Moscãoteiros ou Dartacão , Ulisses 31 (este confesso, lixa-me bastante. Gostava imenso de rever isto. "Eu sou nono, pequeno robot, amigo teu") ou o Era uma vez o Espaço. Mas outros há ou havia, Ana dos Cabelos Ruivos, A Viagem ao mundo em oitenta dias do Willy Fog ou este que não me lembro do nome em português.

Enfim, quem for França diga-me qualquer coisa:p

Ainda acerca do post anterior

Encontrei alguns sites na net que nos lembram ou o Nils Holgersson ou outras séries da nossa infãncia. Boas recordações e um grande abraço ou beijoka, conforme o caso.

Lembram-se destes desenhos animados? Já lá vão alguns anos...As aventuras de Nils Holgersson. Lembrei-me deste rapaz porque reencontrei o livro que deu origem à serie de televisão, foi-me dado ou pela minha avó ou pela minha madrinha. Nunca o tinha lido e ontem comecei a tarefa. Trouxe-me boas recordações. O livro trata da história dum menino mau que é transformado por um duende (essencialmente transforma-o num Polegarzito) e depois dessa transformação o miúdo faz a viagem com os patos bravos por toda a Suécia. Se por um lado o livro trata das aventuras do miúdo e da sua transformação (da formação dele em homem) por outro mostra-nos a beleza e história da Suécia, e todos os animais que habitam aquele país escandinavo. Eu sei que já devia ser altura de crescer, mas aquilo que me formou (ainda em criança) continua a fascinar-me... Posted by Hello

Códigos

Com a Páscoa veio também o Novo Código da Estrada.
Olhando para ele tiro duas conclusões, não há grandes mudanças, o que muda é a punição. Ou seja com a desculpa de alterar hábitos dos condutores passa-se a castigar severa e pecuniariamente toda e qualquer infração. O que eu até nem acho mal (pelo menos enquanto não for comigo), mas confesso que há uma coisa que me mete medo. Ter de pagar na hora!
Se apanhar um polícia de mau humor, ou com vontade de lixar alguém (desculpem o português) ou outra coisa qualquer terei de pagar e não poderei bufar. Ou seja posso ser literalmente prejudicado por alguém (e há casos em que isso acontece) e qualquer que seja o caso a razão penderá sempre para a minha carteira!
Continuo a achar, cinicamente, que esta medida foi aprovada simplesmente com o intuito de granjear mais alguns milhares de euros para o Estado, e continuo a achara ainda que só o pobre que vai pagar! Lembram-se daquelas imagens recorrentes do carro do ministro a andar a 200 e qualquer coisa quilómetros? E acham que vão ser multados? Tirem daí a ideia.

Mas também não tenho muitas razões para medo, em 6 anos nunca fui multado. Ainda...

segunda-feira, março 28, 2005

2ªFeira em família

Pois é, hoje fomos até Évora. Eu, o mano e os pais. Já não saíamos os 4 há algum tempo, e é sempre bom ir até ao Alentejo.
Eu gosto bastante da viagem, de Évora e do resto do percurso (Reguengos, Mourão e São Pedro do Corval). Desde pequeno que me habituei a passar alguns dias no Alentejo, e passavamos sempre por Évora. Gosto bastante daquela zona e temos de concordar que se a vista de Monsaraz já era linda, agora ficou espectacular com o acrescento de água no horizonte.
O almoço foi, também, bastante bom - Sopa de Cação, e um resto das migas de Espargos da mãe.
E nem o facto de ter chovido a viagem toda estragou a viagem, bem pelo contrário. Aquelas terras bramam por chuva e merecem-na.

domingo, março 27, 2005

Nostalgias

Comentam comigo na 6ª Feira que o blog está nostálgico.
Respondo que talvez, mas a verdade é que pensava há um bocado numa 6ª Feira Santa, na Alemanha, há 5 anos quando me falam do assunto.
De vez em quando o BLOGGER bloqueia e fico fulo da vida.
Deve ser porque se há coisa que não faço é começar o texto no WORD, escrevo-o directamente aqui. E depois queixo-me que o perdi! DUH!!!
Na 6ª Feira a comemorar a 6ª Feira Santa diziam-me que o blog estava a ficar, de certa maneira, nostálgico.
Disse que talvez, mas já estava a recordar uma 6ª Feira Santa à 5 anos atrás, na Alemanha, quando me fizeram o reparo.

A partir duma certa altura já vimos tudo. As histórias são sempre iguais mas são sempre diferentes. A quantidade de personagens que já morreram e voltaram, depois, à vida comprovam este facto. A quantidade de vezes que uma personagem já morreu apenas mostra o quão verdadeiro eu estou a ser. É por isso que a capa acima é importante para mim, enquanto leitor de BD. Keith Giffen, J.M. deMatteis e Tom Maguire foram os responsáveis por esta série. Pegaram num grupo de super-heróis, tiraram alguns, acrescentaram outros e durante uns bons aninhos fizeram-nos gargalhar. O objectivo foi sempre o de parodiar o género, parodiar os super-heróis, parodiar as personagens e os autores das mesmas, parodiar todo um género. E conseguiram-no, em grande! Lembro-me de várias cenas, numa delas o grupo junta-se numa ponte para lutar contra um invasor extra-terrestre. Quando dão por ele, dão conta que estavam de costas. Foi este non sense que grangeou sucesso e vendas durante anos, quando a coisa cansou eles não se deram por vencidos e acabaram a série com mortes, tragédia e abandonos. Em 2004 voltaram à carga com uma mini-série e a coisa vendeu, uma vez mais mais. O mês passado começou a segunda mini-série. Para mim tem sido bom recordar, e gozar, juntamente com eles, com todos estes heróis que tão bem conheço. Afinal cresci com eles! E eles comigo... Posted by Hello

Antes disto somente o Tio Patinhas e Família habitavam a minha imaginação. Esta foi a primeira história que li da Marvel. Foi o primeiro livro que comprei da Marvel, que reli muitas e muitas vezes, e que perdi ainda em Paio Pires. Anos mais tarde compraria de novo a arc-story. É um clássico de John Byrne e Chris Claremont. Foi aqui que conheci alguns dos melhores super-heróis (os X-Men). Neste caso trata-se duma tentativa de repratiamento do canadiano wolverine por parte duma equipa de de super-heróis, também canadiana, os Alpha Flight. Como era diferente o estilo e a narração, principalmente quando comparadas com as histórias do Tio Patinhas! Foi aqui que começou a doença, foi com estes heróis com poderes estranhos, com uma humanidade mais acentuada, mas também capazes de contradições e paradoxos. Foi aqui que descobri os Universos Marvel e Dc.E é por causa desta história que ainda hoje leio vários títulos mensalmente. Posted by Hello

quinta-feira, março 24, 2005

Lá se foi o dinheiro para para os Efeitos Especiais

Revia esta semana, com a minha namorada, pela enésima vez (não confundir com Onésima vez) O Dia Depois de Amanhã, comentava ela que os lobos estavam muito mal feitos, não chegavam a ser verosímeis. Rematava eu com a ausência de fundos monetários para tal efeito, tinham sido todos gastos com a saraivada, a neva, as ondas gigantes, etc.
Ontem à noite coloquei O Exorcista - O Princípio, no leitor de DVDs. Comecei a vê-lo, mas não resisti a ir para a cama depois de umas quantas hienas terem estraçalhado um miúdo.
Ainda estou para ver em que é que o dinheiro foi gasto neste filme, é que podiam ao menos ter aproveitado os lobos do outro!

Experiências Literárias

Raros são os livros que releio ( a meu ver é algo deste género, se tenho tanta coisa para ler e conhecer porque perder tempo a ler coisas que já li?), mas cada livro tem uma vida própria. Há aqueles que são difíceis e só depois de muitas tentativas é que entramos na engrenagem (esta semana estou a ler e a gostar bastante dum livro que já tentara ler pelo menos umas 3 vezes, esta semana consegui! Já agora falo do Mário de Carvalho - Era Bom que Trocássemos umas Ideias sobre O Assunto), há outros que se dispõem a ser devorados em menos de nada, há depois uns estranhos que nos fazem parar o ritmo, em que parece uma pena acabar com ele. Há livros que são uma experiência traumatizante, por um lado queremos lê-lo por outro não queremos que a leitura acabe.

Estou a ler o 2º volume dos Retalhos da Vida de um Médico do Fernando Namora. Não sei em que grupo o coloque.
Estou a gostar bem mais do que do 1º volume. É mais pessoal, é mais humano, é mais estupidamente ridículo porque se apoia na experiência humana, na observação da humanidade. Tem sido bom rir, chorar, ficar afrontado com um autor não contemporãneo. Volto a colocar a minha "fé" na literatura, acho que já estou a perceber o que os professores de Teoria queriam dizer com pensar o mundo, com Namora consigo pensar um Portugal já passado, mas ainda com alguns pontos de contacto com o nosso. Resquícios?

O Velho (parte2)

Embora sinta o sol nas pernas, treme de frio. Tem demasiado frio. Passa as mãos pelas pernas tentando aquecê-las, mas sem resultado.
Os pensamentos acorrem-lhe sem grande conexão. Nervoso por estar longe da família, nervoso por hábito, nervoso por patologia, os pensamentos acorrem-lhe sem grande conexão devido ao nervosismo instalado no seu interior. Apetece-lhe gritar, mas ainda guarda um pouco da timidez e educação de outrora. Perante estranhos fecha-se, e ainda mantém um pouco de calma e compreensão da situação para se recusar a fazer figura de tonto à frente de tantos estranhos.

Lembra-se dum chocolate. Quando fez…anos, não se lembra quantos. Lembra-se do chocolate, somente.
Eram um prazer e uma tortura. Tinham direito a uma vez por ano a um chocolate, quando faziam anos. Mas a prenda era dada em público, o que fazia com que todos os outros olhassem gulosa e nervosamente para o doce.
Comeu-o. Nunca nenhum dos irmão dera um pouco aos outros. O chocolate não era assim tão grande, a vez do outro viria. Era uma prenda e uma oportunidade para se sentir único.
Lembra-se que foi a mãe que lhe deu o chocolate. O pai estava no café, dera-lhe os parabéns timidamente. A mãe, baixinha, seca, com um sorriso sincero deu-lhe um beijo na testa e deu-lhe o doce.

O filho acompanhou-o à consulta.
Sente-se meio perdido no meio de tantos papéis. O médico aprecia-os com um ar grave.
Olha-o nos olhos e diz-lhe que sofre de duas doenças degenerativas.
Abana a cabeça, triste, sem perceber o que são doenças degenerativas. Mas a palavra doenças começa a fazer estragos na cabeça e sistema nervoso. Já não olha para o homem que está à sua frente. Olha para dentro. Sente-se ficar maldisposto. Começa a imaginar coisas.
Vê o doutor entregar um cartão ao filho.

Chamam-no para o almoço. Nervosamente pergunta se há chocolate. A enfermeira diz-lhe que hoje é peixe, mas que se poderá arranjar qualquer coisa depois do almoço. Chocolate.
Chocolate é naquilo que pensa e pede durante toda a tarde. Chocolate. Trazem-lhe uma tablete.
Olha e não reconhece o que tem na mão. Não era deste que comia.
Queria chocolate mas não deste.
Queria…

Volatilidades

Ontem vi uma sequela, por sinal bem melhor, na minha humilde opinião, do que o original.
E dei comigo a pensar que normalmente no primeiro filme a menina é a princesa e tudo se faz para que o herói fique com ela, o azar é se o filme tem sucesso. É que se for o caso, muitas vezes a menina torna-se carne para canhão.
Exemplos? Indiana Jones (é uma nova a cada filme), Bourne Identity e Supremacy, Aliens (não é uma menina, mas os coadjuvantes servem como exemplo), Fast and Furious, e fiquemos por aqui.
São as volatilidades próprias do tempo em que vivemos, da decadência dos relacionamentos, das alterações de Scripts e dos aumentos dos Cachets.

quarta-feira, março 23, 2005


Chegamos à Páscoa, a mensagem esquecida é que Cristo Morreu pelos pecadores. Ateus, muçulmanos, Agnosticos, e outros tantos podem ter imensas razões para comemorar a Páscoa, mas ela é conhecida essencialmente por este facto. Este quadro é de Holman Hunt e chama-se A SOMBRA DA MORTE. Há muito para dizer sobre este quadro se houver interessados, peçam...de qualquer modo já e tarde e neste momento não tenho paciência e disposição para uma hexegese artística. Posted by Hello
Gastar dinheiro é estupidamente fácil nos nossos dias.
Ontem corri um risco, entrei numa livraria. Pensava que não seria preocupante, estou a ler dois ou três livros (por acaso até são mais, mas pronto!) e achava que não precisava de mais nenhum. Erro meu, porque já me prometera a mim mesmo comprar o que acabei por comprar.
Na Terra dos Sonhos (poemas) de Jorge de Palma, isto é, todas as letras de Jorge de Palma.
Achei que valia a pena, ainda não tive a possibilidade de o abrir e ler, mas sei que vai valer a pena!

terça-feira, março 22, 2005

Porque ontem foi o dia(.........)3º poema

Exilámos os deuses e fomos
Exilados de nossa inteireza

Sophia de Mello Breyner Andresen

Porque ontem foi dia........(2)

Como Ulisses te busco e desespero
Como Ulisses confio e desconfio
e como para o mar se vai um rio
para ti vou. Só não me canta Homero.

Mas como Ulisses passo mil perigos
escuto a sereia e a custo me sustenho
e embora tenha tudo nada tenho
que em te não tendo tudo são castigos.

Manuel Alegre

Porque ontem foi Dia (inter?)nacional da poesia

As pessoas sensíveis

Sophia de Mello Breyner Andresen

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:"Com o suor dos outros ganharás o pão".
Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.

Almoços

Pelo menos uma vez por semana tomo café com o pessoal da FCSH. São laços difíceis de ser quebrados (impossíveis, um amigo faz-se ao longo da vida e os anos da Faculdade foram apenas o prenúncio! Cada um tem o que merece, costumo dizer:p). Normalmente é à 2ªF. Depois das aulas deambulo pela Expo, aproveito para almoçar, ler um pouco, ir ao Vasco da Gama se tiver paciência até eles saírem dos respectivos empregos.
Ontem almocei no Pita Shoarma da Expo, já lá passara na semana passada e reparara que os pássaros entram dentro do restaurante dando um aspecto rústico à coisa.
Enquanto almoçava um deles poisou na cadeira à minha frente. Enquanto comia parava ali, como se quisesse entabular conversa comigo. Saltou para a mesa do lado, encostada à minha. Tirei um pouco de pão, um niquinho e com cuidado coloquei-o em cima da mesa, ele sem grandes temores e sem ter voado foi até ele a comeu-o. Repeti isto mais algumas vezes, e ele aproveitou o snack.
Afinal, ontem tive companhia para o almoço. E soube bem!

domingo, março 20, 2005

Parece que...

Os animais estão de volta à quinta!
Que bom!!!

Hoje tou numa de Marcelo Rebelo de Sousa

(Re)Vi o Jogo de Espiões, quando desliguei o dvd e comecei a fazer um zapping, reparei que a Sic o estava a transmitir.
Ando a ouvir Tales from the Elvenpath, dos Nightwish e a relembrar o Draconian Times dos Paradise Lost (se alguém tiver os meus cds em casa, diga-me qualquer coisa!).
Acabei de (re)ler A deriva dos Continetes da Clara Pinto Correia, e li The Other Wind da Ursula Leguin.

Nota: Não acham que o Marcelo devia ter ficado na TVI, ou pelo menos trocavam de jornalista. Acho a Ana Sousa Dias (é assim que a sra. se chama?) uma...(em busca de melhor palavra, fica esta menos correcta) seca. Já não gostava do programa de entrevistas dela na 2, mas com o Marcelo é demasiado mau!

Procura-se criminosa com problemas psicológicos, nomeadamente mania da perseguição.
É patológico desde há alguns anos que todo e qualquer criminoso questione a justiça e as suas atitudes.
Em Portugal prevaricar roubar, matar ou infringir a lei de outro modo qualquer é uma regra de Ouro. Peguem no Expresso desta semana e vejam a quantidade de processos judiciais contra autarcas. Mas a verdade é que o crime compensa. Por isso para quê claudicar?
Irrita-me uma lei em que a justiça passa de moda. O prescrição e caudicidade dum crime é algo que me ultrapassa. Deixa de ser crime se passaram demasiados anos após a concretização deste?
Chamem-lhe outra coisa qualquer, mas não lhe chamem justiça. É verdade que a pobre já está cega, mas…
Irrita-me uma justiça que não tem um braço longo, irrita-me uma justiça que se deixa enxovalhar por qualquer criminoso de meia tigela num qualquer canal mediático.
Irrita-me…
Mas o que é que hei-de fazer?
O crime compensa, e tem mais saída que o mercado de trabalho actual.
 Posted by Hello
A música pop é tão sexista: ou és uma cabra ou és um violador
Rufus Wainright

Eu diria que a frase é um pouco redutora. Há mais classes do que estas duas, mas possivelmente serão somente subclasses.

Candidato


Kasparov possível candidato a Presidente?
O homem já venceu desafios complicados no tabuleiro, mas será que consegue vencê-los no campo?
Numa altura em que Putin vai mitigando algumas das liberdades mais democráticas, quer que as eleições sejam abolidas e que o presidente seja nomeado por um Parlamento, parece-me lógico que haja um jogador de xadrez em campo.
Não sei é se terá algumas condições de vencer a máquina!
As farmácias têm interesse no monopólio dos medicamentos, os hipermercados têm interesse em ganhar parte da fatia do bolo, os clientes têm interesse em poder comprar o medicamento sem andar à procura da farmácia de serviço, o Estado tem interesse em satisfazer os cidadãos, em satisfazer os hipermercados e em satisfazer as farmacêuticas.
Para mim isto já são interesses a mais!

Jornal Público compara comportamento de Sócrates com o de Cavaco.

O primeiro passo para…
a respeitabilidade é ser-se comparado com Cavaco.
a perda de respeito é ser-se comparado com Cavaco.

Tudo depende da comparação. Normalmente gosta-se do Cavaco da 1ª legislatura ou do, actual, Senador Cavaco; mas abomina-se o Cavaco do fim do cavaquismo, aquele político arrogante a quem as migalhas de bolo-rei caiem a magotes.
Temos 2 Cavacos diferentes, apesar de ser o mesmo homem. Acontecerá isto com o actual PM?

sábado, março 19, 2005

Arbitragem

Depois de ver o penalti não assinalado contra o Boavista penso nas queixas dos árbitros. Aquele fiscal de linha (pelo menos ele) não era humano. Era uma besta!

Adenda a um post do blog Voz do Deserto

Diz o Tiago que «O catolicismo das portuguesas leva-as a recusar a hipótese de se despirem para uma revista. O catolicismo das brasileiras leva-as a pousar nuas para a Playboy com um crucifixo ao peito.»
Ora tava a ver o Telejornal na Sic e ouvi que o Islamismo das muçulmanas levam-nas a despir-se para as revistas ou telemóveis de 3ª Geração (era este o exemplo dado) de véu. Nem tudo pode ficar à mostra, ao menos são decentes!!!

O velho (Parte1)

Está sentado num banco de jardim, de costas para a parede. O sol bate-lhe nos joelhos. Está só.
É 2ªF. A família veio visitá-lo no fim-de-semana. Estou só e abandonado, pensa.
Três filhos, cinco netos e três bisnetos e mesmo assim estou só e abandonado. Tenta lembrar-se dos nomes dos filhos. Vê as suas caras passarem, lembra-se de acontecimentos relacionados com eles (embora não saiba o seu cérebro junta filhos e acontecimentos desordenadamente. Os nomes escoam-se dentro de si. Parece não se aperceber disto.
Tem setenta e cinco anos, nasceu há várias realidades atrás. O mundo mudou muito depois disso. As suas experiências de vida e a sua forma de ser foram pautadas por uma realidade específica, hoje tudo é diferente.
Viveu toda a sua vida em estar doente. Não se lembra de ir ao médico antes dos 65 anos.
Perante o olhar preocupado do médico dizia “Sr. Dr., estou de perfeita saúde”.
Saiu do gabinete com a esposa, um dos filhos demorou-se um pouco mais com o médico. Trazia uns papéis na mão, “Uns exames para o pai fazer”.
Olhou para o filho, olhou para os papéis e deixou-se levar pelas pernas para junto do carro. Há tanto tempo que carregava o esqueleto neste mundo, não era agora que essa experiência ia chegar ao fim. Sempre se agarrara à vida como a única coisa palpável que conhecera. Era a única coisa que se mantivera, até agora, real para si. Fora a única coisa que nunca lhe fugira.
Nasceu numa família grande, tinha 9 irmãos e irmãs. Ele era o 7º na linha crescente. Um 11º tinha nascido, mas não sobrevivera mais do que 1 ano.
Não pode dizer que conhecera o amor do pai. Algumas mostras de carinho, de apreço. Nunca dois sorrisos seguidos.

Entra numa sala branca onde lhe fazem alguns exames, com uma bata branca vestida. Sai da sala, vai à casa de banho. Senta-se novamente na sala de espera. A recepcionista diz que tem de esperar um pouco mais. A bexiga já encheu com o nervosismo. Volta a levantar-se e a ir à casa de banho.

O Sol bate-lhe nas pernas, é 2ª F e está só num jardim de estranhos.

Arbitragem

Ainda por causa do Anders Frisk.

É tão interessante ver o outro lado da moeda. Quantos treinadores já perderam o trabalho por causa de erros de arbitragem? Alguns, pelo menos.
Quantos jogadores já foram crucificados por erros de arbitragem? Mais alguns, igualmente.

Porquê a retinência em castigar árbitros quando estes erram? Ou só eles é que são humanos? Claro que enquanto a UEFA/FIFA não decidirem por aumentar o espaço das novas tecnologias tornando o futebol mais verdadeiro/justo, nada disto importa. E enquanto se endeusarem os árbitros em detrimento de todos os outros elementos do jogo, vamos continuar neste fait-divers.

Ps. Claro que se a maioria dos membros dos comités e organismos ligados ao futebol tivesse de pagar dinheiro e fosse, depois, defraudado no espectáculo talvez aí a sua opinião mudasse de figura.
Qual a nossa reação se um ponto (no tempo em que os havia) saltasse para o palco e tomasse o lugar do actor? Seria no mínimo um pouco estranho!

O outro lado

Falava com a Ana acerca das nossas experiências enquanto professores.
Das turmas, dos alunos, das experiências várias e díspares de cada um.
E ela dizia-me "Já viste como o tempo passa a correr agora que és professor?"
Concordo com ela, mas não deixo de reparar na cara, às vezes de cansaço e sono incorrigíveis, dos alunos.
Há coisas que não mudam, e duas horas continuam a ser duas horas para eles. Principalmente quando são às 8 da matina!!!

Fim de semana

Passar parte da noite acordado por causa da garganta e acordar tonto é sempre um bom prenúncio.
Estou a ver que este fim de semana vai ser porreiro. Sentado ou deitado na cama.
Que bom!
Im sick!!!

sexta-feira, março 18, 2005


Para não dizerem que o puto só sabe chorar quando me vê! Mais uma foto do meu afilhado!!! Posted by Hello

Lisboa, menina e moça... Posted by Hello

Schhh. Vou dormir. Não faças muito barulho, tá? Prometo voltar assim que estiver menos cansado. Posted by Hello

Esta é a original. Criação de Frank Miller. Nunca fui muito fã de Elektra. Enquanto foi uma personagem coadjuvante ou opositora nas páginas de Daredevil, não desgostei. Agora as histórias a solo, escritas por Frank Miller...É preciso muito estômago, paciência e café para ler e compreender os Comics Clássicos de Elektra escritos por Miller. De qualquer modo, aqui fica a minha homenagem. Posted by Hello

Continua nessa vida meu amigo...Um dia é a tua casa que vai apanhar uma carraspana. Aí vês o lado oposto da moeda! Posted by Hello
Ao meu lado, a tomar o pequeno almoço, uma senhora fuma um cigarro.
Tem um aspecto estranho, esquisito. Um cabelo levantado, que mais parece uma peruca e uns óculos grossos. Fuma como quem respira. E tosse. Tosse. Tosse.
Cada vez que inspira tosse.
Eu nem me importo, assim tanto que fumem ao meu lado. Desde que o fumo não venha directamente para cima de mim, e a pessoa tenha um mínimo de respeito fico na minha. Agora tentar ler um jornal ao som dum compasso de gripe e catarro!!! Ou cura o catarro e a gripalhada, ou fuma. As duas coisas (ou 3) juntas deviam dar multa!

Cátia Vanessa!!!

Num dos Acampamentos foi um rapaz chamado Nuno Serôdio. Lembro-me que numa das noitadas, na conversa o Domingos pergunta-lhe qual o nome artístico, já que ele tocava música e queria seguir uma carreira na mesma. Ele respondeu que o nome artístico seria o seu, Nuno Serôdio.
O Domingos retorquiu, disse que o nome não era minimamente chamativo e que ele precisava de algo mais forte....tipo Cátia Vanessa.
Nesse retiro ou Acampamento o Serôdio ficou para o pessoal do quarto conhecido como Cátia Vanessa.
Isto para quê? Para dizer que o Serôdio conseguiu o seu objectivo. Lançou um CD, está à venda na Fnac e o nome do projecto é Gardénia. Ainda não ouvi, mas estou com alguma curiosidade.
Um abraço!!!

Novos Tempos

Eu que ainda tenho, só, 25 anos acho que os tempos têm corrido depressa demais.
Há tanta coisa que mudou desde "ontem".
Ao dar como empresa escolar a escrita de uma carta deparo-me com um problema. Este pessoal não está habituado a escrever cartas. Alguns nunca escreveram ou receberam cartas!
E-mails, sim. Cartas, não!
E é nestes pequenos aspectos que vejo que estou velho.
Hoje li um post duma amiga, que falava sobre nostalgia e sobre as cartas depois dos Acampamentos. É óbvio que hoje tudo é mais fácil, basta um mail, no Messenger falamos com as pessoas duas horas depois de as termos deixado (e digo duas porque é o tempo que a viagem demora:p). Mas não há nada como esperar pela carta, olhar para a letra de quem nos escreve (e no caso de quem lia as minhas, acredito que passaram as passinhas do Algarve), receber cartas com desenhos, com nódoas, com borrões de pintura.
Gosto mais da carta porque precisa de mais tempo e paciência para ser escrita (daí se influi o valor que temos para a pessoa que escreve, embora isto nem sempre seja verdade), porque é mais pessoal, porque me habituei a esperar ansiosamente por elas (por alguma razão aos 13/4 anos pedi a minha chave do correio, para poder abrir a caixa sem receber nenhuma boca acerca das cartas recebidas).

Estou velho, o pessoal hoje prefere o mais ou o telemóvel, a carta acabou por perder o seu papel, mas tenho saudades, muitas.

Beijinhos grande para a Ana Espadinha,ooops, Cabral:p

quarta-feira, março 16, 2005


Adoro Lisboa. Não quer dizer que adore o rebuliço da vida citadina, mas Lisboa! Acho a cidade um mimo! Esta foto é d autoria de Jorge Colombo Posted by Hello

Lost in Translation - Vi o filme, somente, na semana passada. Gostei de não nos tratar por parvos, os sentimentos foram expostos como os sentimos, nada de clichés baratos ou de sexo ao fim de 5 minutos. Achei duramente realista e um pouco depressivo, não pela mensagem em si, mas pela realidade que foca. É tão fácil termos tudo não tendo quase nada. É tão fácil perdermo-nos num milhão de sentimentos, sentirmo-nos sós no meio duma multidão. Este filme fez-me sentir um pouco mais humano, mais fraco, mas ao mesmo tempo mais esperançoso. Posted by Hello


Uma das melhores séries de Bd que ando a ler é Walkind Dead. E é sobre zombies.
Ou melhor é, mas não é nada. A sério.
É sobre sobrevivência, sobre união, sobre comunidade. Com C grande.
Em suma, por alguma razão os mortos não ficam mortos, e aterrorizam (e alimentam-se, também) os vivos. Neste cenário um grupo de humanos vai tentando sobreviver. E sem grandes clichés.
Quando digo que acaba por não ser sobre zombies é porque não é. Poderíamos tirar os mortos-vivos do cenário, e colocar outra coisa qualquer (Day After Tomorrow - com o congelamento de metade da Terra, por ex.), The Walking Dead acaba por ser sobre sobrevivência e união em tempos extremos.
Tenho pena que aqueles que gostam de ler não leiam BD. Não digo qualquer coisa. Mas…há tanta coisa boa, em diferentes géneros.
Este é um exemplo, darei mais alguns no futuro.
 Posted by Hello

Comunidade

O que faz de nós uma comunidade?
Via um filme espanhos há uns tempos, que por acaso se chama A Comunidade, e sorria perante o cinismo. Perante um tesouro (dinheiro de um roubo) uma comunidade (os habitantes de um prédio) desmorona-se, levando tudo à frente (vidas, amor-próprio, senso comum, etc...).
Na BD Walking Dead a comunidade tem de passar por diversas provas, para além de fugir dos zombies, ainda os seus membros ainda têm tempo para defender-se dos ataques interiores através de traições, racismo, preconceitos, etc.
Já falei de Lost, a série que passa aos Domingos na RTP1, lembrei-me também do Ensaio sobre a Cegueira, o qual nos fala igualmente duma cegueira humana que diz respeito ao amor ao próximo.
Tantos exemplos...
Será curiosidade pelos limites das personagens em situações adversas e extremas? Ou será uma interpretação da nossa sociedade moderna?

Meanwhile

Tenho andado cansado.
Ler e corrigir textos cansa, bem mais do que eu pensava!
Não é o texto em si, é a letra – que não é a nossa, são os possíveis erros (de sintaxe, semântica e outros). É o conjunto.
Mas não deixa de ser uma ferramenta engraçada para conhecer um pouco os alunos.
De um pedido mais lato, aparecem pequenos traços da sua personalidade, feitio. Um texto é sempre uma criação, mas é também sempre uma traição a quem o escreve.
Deve ser por isso que gosto tanto de ler…

Meanwhile

Estou cansado! Isto de ver mais de 120 textos, e ver inclui ler, corrigir e tornar a ler (pelo menos mais uma vez), dá cabo de mim. Não pelo tempo que passo a ler, mas pelo tentar perceber a letra, ver o que está mal escrito e mal pontuado.
Não queria que servisse de desculpa, mas estou cansado.
A ideia de abrir agora um livro, faz com que feche os olhos. Inconscientemente!

domingo, março 13, 2005

Kamelot - Epica

Emprestaram-me um cd dos Kamelot, chamado Epica.
De épico pouco tem, e depois de ouvir 3 ou 4 músicas carreguei no STOP.
Quiçá nos anos 80( ou início dos 90) ainda conseguisse ouvir isto, mas hoje já não tenho paciência!
Uma prova de que a Superliga está nivelada por baixo é o facto do SLB ter sido a ínica equipa dos três grandes a ganhar este fim de semana.

Esta frase está aberta a várias interpretações!!!

Lost

Há uns meses tive a oportunidade de ver o primeiro episódio de LOST.
Esta nova série americana trata dum grupo perdido numa ilha. O primeiro episódio não me puxou muito e talvez por isso esqueci-a.
Hoje, reparei que estava a dar na RTP. Por sorte era o 2º episódio. Não tinha muito mais para fazer e acabei de ver o episódio. Abriu-me o apetite.
A série é dos mesmos criadores de ALIAS e FELICITY, esta última é (acho eu) inédita entre nós.
O que esperar dum grupo heterogéneo perdido numa ilha? Desconfiança (há lá um árabe), traumas, mistérios, pessoas que não são tudo o que parecem, milagres, animais selvagens e aparentemente fora do seu Habitat, monstros e outras surpresas.

Esta série foi um dos sucessos, nos EUA, o ano passado. Espero que os autores tenham alguma coisa na manga, já que embora me estejam a divertir palpita-me que LOST pode acabar num chorrilho interminável e incompreensível de clichés. Gostava de me enganar.

Lost

Há uns meses tive a oportunidade de ver o primeiro episódio de LOST.
Esta nova série americana trata dum grupo perdido numa ilha. O primeiro episódio não me puxou muito e talvez por isso esqueci-a.
Hoje, reparei que estava a dar na RTP. Por sorte era o 2º episódio. Não tinha muito mais para fazer e acabei de ver o episódio. Abriu-me o apetite.
A série é dos mesmos criadores de ALIAS e FELICITY, esta última é (acho eu) inédita entre nós.
O que esperar dum grupo heterogéneo perdido numa ilha? Desconfiança (há lá um árabe), traumas, mistérios, pessoas que não são tudo o que parecem, milagres, animais selvagens e aparentemente fora do seu Habitat, monstros e outras surpresas.

Esta série foi um dos sucessos, nos EUA, o ano passado. Espero que os autores tenham alguma coisa na manga, já que embora me estejam a divertir palpita-me que LOST pode acabar num chorrilho interminável e incompreensível de clichés. Gostava de me enganar.
Aparentemente um dos meus blogs favoritos, e um dos que visito diariamente chegou ao fim.
Espero que haja um renascimento a Fenix. Uma beijoka para a ASA.

Pulido Valente

Ainda acerca da polémica sobre a ausência de mulheres no Governo PS, Pulido Valente diz que uma das conclusões a tirar é: "que para Sócrates, as mulheres do Ps não se distinguem em geral pela competência, uma opinião que Edite Estrela, Ana Benavente e Ana Gomes não permitem liminarmente pôr de parte".

sábado, março 12, 2005

Enganos

Vou a casa de um amigo e trago alguns DVDs. Da longa lista disponível opto por alguns títulos mais recentes, mas há um que me capta a mão!
Spartacus, relembro-me de alguns planos, estou com imensa vontade de rever Kirk Douglas numa das obras-primas de Kubrik.
Chego a casa e sentado à frente da Tv apanho a desilusão da semana. Afinal é uma nova versão, aparentemente trata-se ou duma mini-série ou de um telefilme europeu.
Ainda o vi quase todo, mas a paciência esgota-se. Vou tentar acabá-lo hoje ou amanhã. Se calhar não é assim tão mau (embora, não seja nada de especial, mesmo!) mas estava com o Kubrik no gôto!

Luís Fagundes Duarte

O Prof. Fagundes Duarte foi um dos homens que mais gozo me deu ouvir.
Deputado pelo Ps na Assembleia, professor nas horas vagas e sem receber um tusto, Fagundes Duarte deu-me Estudos Queirozianos (hum, com s ou com z?).
Na 1ª aula perguntou aos alunos quais as expectativas? As respostas foram variadas, uns queriam ler As Farpas, outros Os Maias, O Primo Basílio, etc, etc.
Olhou para nós e disse que não íamos ler nenhuma obra do José Maria! Todos ficaram calados, a meditar rapidamente no porquê da inscrição na cadeira.
Foi uma das melhores cadeiras que tive na faculdade. Para atestar este juízo refiro que a aula era às 6ªfeiras às 16h, e eu saía às 12h! E devo ter faltado a uma aula, quanto muito!
Estudámos os manuscritos de Eça, o pensamento por trás da construção das obras. O porquê de escrever assim e não assado, o porquê desta personagem ter esta e aquela atitude. contrastámos as diferentes versões do mesmo texto. Foi bem mais interessante que muitas oficinas de escrita criativa. E foi à borla, para mim e para o professor. O que neste caso até acho injusto. Apanhei tantos camafeus, com alguns tachos que mereciam ter um vencimento de 0 euros no final do mês.
E este homem que estava ali, por amor à camisola, ensinou-me o que é ser um professor.
Trabalho final para a cadeira? Escrever um texto de ficção, por muito básico que fosse e escrever uma teoria de construção desse texto.
Foi uma das minhas cadeiras favoritas (já o disse, não disse?) e ainda hoje tenho saudades.
Um bem haja, aqui deste blog para si, Sr. Deputado, mas antes demais, Sr. Professor

Obrigado!

Contradições

Os media fizeram um chinfrim pelo esgotamento de bilhetes para os U2, mas ninguém falou do Tony Carreira. e o homem também merece.
Hoje, ao vivo, no Coliseu. Um artista Português, pimba quiçá, mas que esgota o Coliseu com uma banda de 50 músicos. sinceramente tenho pena de não estar lá. Ecletismo ou como diz a Marta, prova final do mau gosto.

Revista de Imprensa

" José Sócrates esteve muito bem ao convidar Freitas do Amaral para Ministro dos Negócios Estrangeiros. Acima de tudo, era urgente afastá-lo da esrita para teatro".
João Miguel Tavares no Dn de ontem

Palissadas

"Não são apenas as elites que fazem o país" - Jorge Sampaio

Obrigado Sr. Presidente pela informação.

Evangelicalismos

Os evangélicos americanos (e não só, como é óbvio) têm a mania de chamar de evangélico todo aquele que faça algo que caia no seu raio de acção.
Foi essa a realidade com Mel Gibson, de vido ao seu filme A Paixão de Cristo. É óbvio que a mensagem era igualmente evangélica, mas caiu-se no erro de transformar Gibson em Evangélico (quando todos sabem que o senhor é católico), o mesmo aconteceu também com Tolkien e com muitos outros.
Estou por isso ansioso pela fogueira que lhe vão fazer se o projecto da aparição de Fátima se concretizar.
Temos de ser mais comedidos nas nossas avaliações, ou pelo menos chamar as coisas pelo seu nome. Que mal há em um evangélico ver um filme católico, com uma mensagem bíblica? Ao que sei não é um pecado, será?

Os Normais

Marques Mendes diz que o PSD precisa de pessoas normais.
Hum.....Eu até queria comentar isto, mas estou demasiado dobrado e agarrado à barriga para o poder fazer.
Pelo menos o juízo de valores em relação à anterior direção fica feito.

Estado de graça

O Governo PS toma hoje posse. E parece-me que o estado de graça não durará muito.
1º Vários jornais falavam ontem da questão dos impostos, levantada pelo novo Ministro das Finanças. Em pelo menos dois jornais li uma comparação com o Governo anterior. O que teria acontecido nos media, se Bagão tivesse desdito a linha governamental de Santana, como aocnteceu agora com o novo governo? A mim este pequeno episódio nada me diz, sou 100% cínico em relação a promessas eleitorais. E acho que Sócrates não falou muito na campanha, porque não queria prometer muito. Agora será em menor medida que o acusarão de faltar ao prometido.

Um passo atrás é o que as mulheres socialistas dizem acerca do novo governo. Aparentemente conversaram com Sócrates e este disse-lhes( ou deu a entender) que não haveria mulheres socialistas competentes para o seu governo.
Ora como Sócrates quer um governo mais pequeno e mais contido, parece-me normal diminuir o número de mulheres. Afinal, ainda não existiram muitas fugas de informação de interior deste governo. E não me queiram dizer que o número diminuto de mulheres no Governo não tem nada a ver!

Correntes

A literatura portuguesa está a especializar-se num estilo.
Eu não quero dar-lhe nenhuma nomenclatura, mas deixo aqui o nome de um novo livro da Oficina do Livro e aceito participações.
Ana Santa Clara "Gosto de Homens"

Como está profíqua a imaginação literária, em Portugal.

Ainda os U2

Na Actual (Expresso) de hoje ficamos a saber (outra vez) que os metade dos bilhetes para U2 foram comprados /disponibilizados a empresas privadas (as quais pagaram mais 5 euros por bilhete).
Este assunto não me interessa por aí além, mas achei piada à resposta de álvaro Ramos, da Clear Channel, a promotora inglesa que comprou toda a digressão:
"Eles querem é que isto renda o mais possível, nós somos praticamente contratados para prestar um serviço.Não ganhamos quase nada com o concerto."
E eu a pensar que os Médicis já tinham morrido, afinal ainda há mecenas hoje em dia.

Estética

Leio no Mil Folhas do Público uma resposta de Filipe Faria (autor das Crónicas de Allarya) a uma pergunta sobre a arrumação dos seus livros:
"De forma ordeira nas prateleiras, em ordem decrescente de tamanho e com a maior harmonia cromática possível"

Eu que tenho tudo junto na maior parte das vezes, tentando juntar quanto muito a ficção, a política, os ensaios, etc...

Ensaiei numa das prateleiras o método enunciado.
O Proust ficou ao lado do George Orwell, o José Carlos Somoza ao lado do Vasco Pulido Valente e do Stefan Sweig, o João Mário Grilo ao lado da Karen Armstrong e o Swindoll ao lado do Dostoievski.
Ao olhar para a prateleira a primeira palavra que me vem à mente é ecletismo.

Divórcio

Decidi hoje, e por algum tempo, divorciar-me.
Da minha equipa de futebol, claro. É constrangedor, mas ainda mais constrangedor ver que por muito mal que joguemos os outros não conseguem descolar de nós! E ainda dizem que o campeonato está mais competitivo! Nivelamento por baixo, meus amigos...
Já agora leiam aqui a opinião de um dragão literário!!!

quinta-feira, março 10, 2005


Um excelente filme da acção sul-coreano. Disponível nos video-clubes portugueses. Sigam o conselho. Está muito bom! Eu gostei... Posted by Hello

Amanhã há mais excertos

Ainda tenho mais um ou dois para colocar.
Parece-me que o cinema português está a caminhar cada vez mais para a morte lenta. A questão é uma, o estado não está interessado em ajudar financeiramente. O público não está interessado em ver as mesmas coisas já vistas, com poucos meios.
De qualquer modo achei as desculpas dadas extremamente interessantes, e ao lê-las comecei o dia a rir à gargalhada. Mas também não lemos os argumentos pois não?
tentei aplicá-los a alguns filmes com, pelo menos, mediano sucesso entre nós.

Excerto 4 - de longe o meu favorito

Com potencial para cativar audiências sensíveis e esterotipadas, peca o argumento por colocar o target do filme na audiência feminina pura sem apelo para o público em geral.

Quem escreveu isto nunca namorou, nem é casado!
Quantos filmes de "gaja" é que todos nós já papamos só pelo simples facto de estarmos juntos com a namorada?
Ou querem-me dizer que o Dirty Dancing, Música no Coração, e tantos outros não são filmes de "gajas"? E não tiveram sucesso?

Excerto 3

A natureza própria de um amnésico não é, de per si, garantia de comunicação com o público cinéfilo.

Mais uma vez a definição público cinéfilo. Seria interessante saber o que quer isto dizer. São os que vão ao cinema, pagando os bilhetes? Ou os críticos que os arrasam e muitas vezes vão à borla? Ou é uma outra elite? Elucidem-me.

De qualquer modo fiquei com vontade de ver um filme com um amnésico como personagem principal. Já vi malucos, doentes patológicos, epá eu ia escrever uma lista. Mas se se lembrarem dos filmes com o Jack Nicholson têm uma pequena ideia.
Não sei que tipo de argumento seria mas o Memento fez uma carreira interessante, não?

Excerto 2

Afunilado para um público urbano depressivo

Ok! Dois filmes. Ossos e Hapiness.
Um é português, eu detestei, mas a verdade é que ganhouprémios e público.
O outro é americano e ao que me lembro teve uma carreira interessante nas nossas salas.
Moral? A depressão ainda tem saída!

Queixas

A associação Portuguesa de Realizadores convocou ontem uma reunião onde contestou a acta do concurso do Instituto do Cinema, Audovisual e Multimédia.
Isto porque este Instituto já notificou os candidatos ao apoio à produção de primeiras obras.
Vou escrever alguns posts com uma breve seleção das razões evocadas para o não apoio.

Primeiro excerto:
Direccionado e embrulhado para jovens, pareceu-nos contudo que não se destinava a um público cinematográfico pagante.

O que é um produto embrulhado para jovens e que ao mesmo tempo não os alcança? E que tipo de juízo será este? Predominantemente cinematográfico?
Se há jovens que pagam para ver produtos embrulhados para eles de má qualidade porque não tentar apostar? Ou achamos que os Scary Movies são filmes de grande qualidade? A Zona J não era direccionado para um público mais jovem? E não teve sucesso nas bilheteiras?
Se calhar estou a ser injusto para com o Júri, nem li o argumento.

Seca

Há cerca de dois meses (e nem deve ter sido há tanto tempo) o Ministro da Agricultura dizia que a seca não era ainda uma realidade. Devia pensar que ainda havia tempo para chover. Claro que vários agricultores, criadores de gado já tinham feito saber junto do Governo as suas preocupações.
Hoje estamos todos preocupados, e até nos dizem como poupar a água no verão que aí vem.

Porque é que não nos havemos de preocupar com tempo com o que precisa de ponderação. Agora já é tarde demais para qualquer coisa, até para os animais que já morreram e para as culturas que não nasceram...

Que seca de Governo
Nota: A crítica ainda é ao Governo PSD, este ainda não assentou!!!

quarta-feira, março 09, 2005

Guarda-Roupa

Lembro-me de dormir em casa das minhas avós. Em casa duma delas havia sempre roupa excedentária dum dos outros 5 netos.
Uma vez dormi lá sem nenhuma muda de roupa. O meu pai não conseguiu passar por lá de manhã, e tive de arranjar uma tshirt à pressa.
A única que me servia era uma das Iron Maiden, e não por acaso vestir aquilo constrangia-me. Achava a tshirt feia e pirosa, e nunca andara com nenhuma peça de roupa tão marcadamente heavy metal.
Recusei-me a vesti-la. Fiquei com a camisola do pijama até à hora do almoço, altura em que a nova muda chegou.
Hoje a poucos meses do concerto em Lisboa penso no que vou levar vestido ao concerto. Até porque lá vai o tempo em que o preto era parte integrante do guarda-roupa!!!

3ª Feira

segunda-feira, março 07, 2005

Ausências

A primeira semana de trabalho custa sempre mais.
Passei parte do fim de semana a preparar as primeiras aulas dos diferentes cursos.
Esta manhã tive o primeiro regresso à luta, com duas turmas de Mecânica. Correram bem, embora para mim seja o início o mais difícil. Ninguém está à vontade, tanto professor como alunos estão de pé atrás. Por muito que eu peça para eles falarem, o que ouço mais são pequenos silêncios.
De longe o que me deu mais gozo hoje foi explicar que um texto não é só constitído de palavras. O ideia de texto é mais lata, tudo o que transmite uma ideia, mensagem através duma ordenação de ideias ou de constituintes é um texto. Um filme, uma peça de teatro, um poster, um prédio, tudo pode ser um texto!
O problema é que há textos bons e textos maus, assim como este...

sábado, março 05, 2005


Já disse que gosto de Tubarões? Este é um clássico! Posted by Hello

Bone a série fantástica de Jeff Smith já acabou. Esta capa lembra uma das influências de Smith ao longo da história (Moby Dick). A história de Jeff foi considerada uma nova mitologia cómica, uma mistura entre Disney e uma espécie de Tolkien (aqui acho excessivo). Vale de qualquer modo para quem gosta de rir um pouco, de dragões e de fantasia. A primeira metade da série é mais cómico-fantástica, e a segunda é mais fantástica-politico-cómica. Mas vale a pena dar uma vista de olhos.Tem uns monstros deliciosos que discutem porque um quer comer à força quiche e não bones (as criaturas na capa), ou quanto muito uma quiche de bones! Recomendado. Posted by Hello

Resultados finais da pesca

3 peixinhos e mais um 5 ou 6 demasiado pequenos, logo lançados de volta ao rio.
Algumas horas ao frio junto ao Sado renderam 3 peixitos. Ontem não estava para pescas.
Felizmente a pesca não é só apanhar peixes, senão tinha sido tempo perdido.

Porque é que os filmes acabam como acabam?

Tem a ver com o aproveitamento do material tendo em vista uma sequela.

O que são clichés?

Serão propostas normativas para um grande livro universal?
Não sei, a verdade é que por vezes me enervam mas outras pacificam-me o estado de espírito.
É tudo uma questão de TiMiNg!

Freitas do Amaral no Governo PS

Foi Freitas que virou à esquerda ou o PS que virou à direita?

DIOGO Freitas do Amaral acusa a Administração Bush de seguir métodos «de extrema-direita», comparáveis aos de Hitler, Salazar, Franco e outros «ditadores e extremistas que colocam a soberania nacional acima do Direito Internacional». in Blasfémias

Os tempos são outros...Hoje está na moda ser de esquerda, vai daí o Senhor Freitas ezsuqeceu-se dos apedrejamentos e destruições de sedes e virou à esquerda. Deve ter sido o preço a pagar por ter estado na ONU.

sexta-feira, março 04, 2005

OST para a pesca?

Acho que vou cantarolar baixinho o Be Quick or Be Dead dos Maiden aos peixinhos!

www.sincitymovie.com - este eu estou a esperar com muita ansiedade. 1 de Abril nos States, para quando cá? Posted by Hello

Lista de livros

Anteontem tive uma reunião. Para preparar as aulas.
Entre as coisas que fizemos encontramos uma lista de livros para os caloiros.
Não sendo alunos de letras (mecãnica, arquitectura, química, electrónica) queremos que eles leiam um livro neste semestre e que façam uma ficha de leitura. Mas não vamos repetir os erros do ano passado, e por isso terão de escolher o livro da lista que lhes vamos dar.
Por isso tentámos que a lista fosse o mais ampla possível, com uma maior enfase nos autores portugueses e de expressão portuguesa.
temos Pedro Paixão, Saramago, João Aguiar, Abel Neves, Germano de Almeida, Mia Couto, José Eduardo Agualusa, Paul Auster, Henning Mankell, entre outros.
Tentámos evitar os livros "grandes", porque o ano passado mais de metade dos alunos queixavam-se com falta de tempo! Temos livros desde sas 50 páginas até às 500 (é o Equador!).
Esperamos que no meio desta panóplia haja algum que os prenda e os cative.
O ano passado a lista era facultativa, era só uma possibilidade mas mesmo assim escolheram alguns livros dali: Crónica dos Bons Malandros do Mário Zambujal ou o 25 e Zinco do Mia Couto, são dois exemplos que me lembro.

Que livros aconselharias a colocar numa lista deste género?

A ler "OS MEUS LIVROS" deste mês

O especial sobre BD. De qualquer modo fico com a sensação que é fácil escrever sobre BD em Portugal.
Basta escrever os nomes dos livros editados, com o nome dos autores, qual a editora e em que "área" se encontram (comics, manga, francófona e coisas tais).
Importam-se de tratar a Bd como literatura? É pedir muito?


Ps. Um exemplo de crítica a BD Americana encontra-se aqui. Não quer dizer que seria isto que eu tinha em mente, mas pronto...A Bd é mesmo um género menor! Não há nada que a salve do estigma!

quinta-feira, março 03, 2005

Ainda o Código Davinci

Se Cristo não era Deus então não há crise em se ter casado com Maria Madalena, nem há Santo Graal.
Não há polémica neste ponto.
Se era Deus então prefiro acreditar num outro livro que advoga que tudo isto não aconteceu assim. E concordemos que seria um pouco estúpido da parte dos apóstolos morrerem por alguém que estava vivo, advogando o contrário.

Bomba Inteligente

Vão até à Bomba com cuidado para ela não explodir e deliciem-se com o texto de José Luís Borges e a leitura do mesmo pelo autor.
Adorei. Isto sim fez-me mudar o dia. e ouvir o texto pela voz de Borges foi ainda melhor.
Não percam...

Blasfémias

nos posts do Blasfémias sobre a polémica do Padre Franciscano.
A religião ocupa o espaço do dogmático, e não do democrático.
É uma questão de fé, mas não uma junção de gostos pessoais.
Acho estranho estranharem a atitude dum homem que quanto muito está a velar pela pureza do que acredita.
A Bíblia proíbe a sexo antes do casamento, a homosexualidade, a fornicação, o roubo, e tantas outras coisas. Mas não obriga ninguém a ser crente - isso é coisa dos homens.
Juntar o humanismo à religião (ligação com Deus) não tem sentido. Não somos nós que fazemos as regras. Deus dá a escolha, o Homem cinge-se ao que está escrito.
Ou deveria ser assim pelo menos. Os dogmas católicos mostram que não é assim.
De qualquer modo, atenção aos posts no Blasfémias...
Sempre preferi criar um texto a partir de uma ideia ou guião alheios.
Sinto-me livre nessa teia. Livre para fugir ao que foi pedido, livre para criar e vaguear pelos escombros do pedido.
Prefiro-o à criação 100% original, 100% dependente da minha imaginação.
Será preguiça?

Amanhã

Amanhã vou à pesca.

Viver todos os dias cansa

mas morrer coloca fim à experiência.
Antes cansado que morto!

O Amor é....

Como definir algo como o amor?
Ao fim de quatro anos e 7 meses ainda tento descobrir o que ela viu em mim.

Anjos e Demónios

A 3 de Março a Bertrand lança com alarido o novo (ou velho, já que é anterior ao famoso Código) Dan Brown.
Eu que já li e não achei nada de especial, até pior que o Código acho que é demasiado barulho para nada.
De qualquer modo considero o Deception Point (do mesmo autor) bem melhor do que estes dois. Ora dêm uma vista de olhos e digem-me o que acham.

Jl

A não perder a entrevista com Pedro Mexia