Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, abril 17, 2007

Independente

Não deixa de ser irónico que O Independente tenha criado mau estar no Primeiro-Ministro Cavaco Silva, e que a Independente esteja a fazer o mesmo no Primeiro-Ministro Sócrates.
Será do nome? Atreitos genéticos?

quinta-feira, março 29, 2007

Critica-se Salazar, obviamente com razão, por ter torturado, censurado, e por não ter em conta o bem estar do povo.
Desculpem a comparação, mas passámos de um estado em que se prendia por tudo e por nada, para um Estado em que não se prende. Passámos da censura para a exaltação política, em que, provavelmente como em outros tempos, as mensagens ao país são ditadas pela hora dos telejornais. Passámos do governar contra o povo para o governar em prol do défice, o que vai dar, mais ou menos, no mesmo.


Hospitais, maternidades, SAPs são trocadas por ambulâncias, e como me diziam ontem, é mais um sinal de que o Serviço Nacional de Saúde está pelas costuras, em vez de esperar pela rotura, obriga-se os doentes a ir ao privado, não como oportunidade, mas necessidade. Assim quando o SNS der o berro, já não choraremos muito por ele.


Por outro lado, o nosso PM veio ontem a público incitar os trabalhadores sem o 12ºano completo a regressarem à escola, é necessário a requalificação, e o 12º ano é, para o PM, o "patamar mínimo de qualificação para todos os que trabalham", todos os outros são, seguindo a ideia, incapazes e inqualificáveis. Pena que tanto trabalhador do Estado, alguns com bem mais do que o 12º sejam socialmente inqualificáveis, e umas autênticas bestas no tratamento para com o contribuinte.
"É o melhor que podem fazer por vós próprios, pelo vosso salário e pela vossa empresa mas, também, pelo vosso País". E se depois ganharem o gosto, e pensarem na faculdade, não se queixem se ouvirem que têm qualificações a mais...
Falava com um aluno meu, que por necessidade teve de deixar de estudar, agora no curso de Engenharia Civil, congratulava-se de perceber e achar fácil uma cadeira de Física. Segundo ele, estava a recordar a Física do antigo 7º ano, os outros andam a apanhar bonés...
Precisamos de um país qualificado, entenda-se com o 12º feito; precisamos de um país tecnológico, com TGVs, OTAs e afins; precisamos de um país competitivo.
Deve ser por isso que estamos a fechar hospitais, a ver se os "velhos" morrem mais facilmente, a ver se ainda é possível salvar o SNS.
Grandes Portugueses? Para grandes males, políticas cegas...

terça-feira, março 27, 2007

Salazar é Deus e Cunhal o Diabo.
Ou vice-versa.
Cunhal faz de Deus dando o lugar de Diabo a Salazar.
Branco no preto ou preto no branco.
Como se o fascismo, e os regimes (não conheço democracias) comunistas não fossem faces de uma mesma moeda.
Falo da concretização, não dos ideiais.
Ao contrário de muitos, e afinado pelo mesmo tom de outros tantos acredito que uma das causas da vitória de Salazar no passado Domingo deve-se ao ensino da História, ou mesmo por causa deste.


Como fará sentido o ensino da história unificada europeia quando desconhecemos a nossa própria história? E não falo só de Salazar, falo de Vasco da Gama, de Camões, de Pessoa, de todos os Reis, et caetera. Fará sentido conhecer mais da história da Alemanha ou da França do que da do nosso burgo?
A história ensinada, e eu sempre gostei de história, em Portugal, é pouco contextualizada, aprendemos factos, mas não aprendemos a cultura, os hábitos, as diferentes correntes de pensamento, políticas, culturais da época.
Fazendo um curso de Literaturas Modernas, com vertente em Estudos Portugueses tive duas cadeiras de História, ambas sobre os Descobrimentos.
Uma, era tipicamente uma aula de secundário. A Professora lia, e nós escrevíamos. Quando fazíamos uma pergunta que fugisse aos seus apontamentos ficávamos a olhar uns para os outros, para de seguida continuarmos o ditado.
A outra, contextualizava, explicava, problematizava, punha em contraste, defendia e atacava.
Talvez seja isto que falta ao nosso ensino da História.

E dizer que o Estado Novo tem sido ensinado...ao longo dos meus 18 anos de ensino recebi a doutrinação sobre o que aconteceu, mas não fui levado a pensar sobre o que foi, porque é que aconteceu, que virtudes, se é que as havia, e que defeitos tinha ccriticamente. Foi-me entregue e pedido que transcrevesse esses dados num teste.
É óbvio que numa situação de crise as pessoas tendam a pensar no passado, e a romancear esse mesmo passado. Não sei se foi isto que aconteceu. É normal que as pessoas, mesmo as que sofreram tendam a lembrar-se das coisas boas, eram essas que os levavam a viver, era esse o seu alento. Não sei se foram estas pequenas coisas, muitas delas perdidas na nossa sociedade, que levaram à vitória de Salazar.

segunda-feira, março 26, 2007

O DN traz uma reportagem sobre a fixação de população nas grandes cidades e no interior.
Em Portugal sabemos que tudo vai mal. A baixa de Lisboa é um deserto, e tirando os subúrbios quase todo o país tende para a desertificação, ainda mais agora com a fuga de esquadras, hospitais, maternidades e outros.
Na página 32 leio "Desertificação rural é coisa que os alemães não conhecem. Grandes cidades como Hamburgo, Berlim, Bona ou Hannover são densamente povoadas e servidas por uma boa rede de transportes. Um alemão pode viver a 70 k de distância do emprego, numa vila pacata, bem organizada e sem pressão urbanística, já que o centro urbano fica acessível em meia hora. Num país com 85 milhões de habitantes, todas as vilas têminfantários, escols, unidades hospitalares e serviços sociais.
As preocupações sociais são maiores no Leste da Alemanha reunificada, devido ao desemprego que obriga os mais jovens a deslocarem-se para as grandes cidades. Para travar o êxodo, o Governo alemão dá incentivos fiscais às empresas que se instalem no Leste. A ajuda social é dada às pessoas que permaneçam nos territórios de origem. Um casal com filhos pode receber 1800€/mês, entre apoios para renda de casa, abonos e subsídios de desemprego."

Cada um faça a sua leitura do nosso país...

sexta-feira, março 16, 2007

Prisão dá saúde

Segundo dados do Instituto Nacional de Fromação e Estudos do Desporto 49% dos reclusos em Portugal praticam desporto nas prisões onde estão.
Se levantar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer, aparentemente ir para o chilindró também o faz.

Vale a pena ler

Sobre a Monarquia - no Bandeira ao Vento. Brilhante texto, com muito humor de um dos melhores cartunistas portugueses.

Sobre Isqueiros - no Hoje há Conquilhas, amanhã não sabemos. Realmente, o Governo anda preocupado com as "pequenas coisas", isqueiros, cartão único, fim dos alugueres dos contadores e sei lá mais o quê (Ah, a ASAE). O Governo quer mostrar trabalho não tanto no que lhe compete, mas no que pode. E as questões de fundo ficam no fundo do saco. É pena!

quarta-feira, março 14, 2007

Diz que seria uma espécie de julgamento popular

A ouvir e ler sobre a decisão (troquem por desejo utópico) de Valentim Loureiro em ser julgado na televisão não deixei de pensar em Francisco Penim.
O director da Sic terá pensado em recuperar o formato do Juíz Decide (seria este o nome daquele programa em que um juíz decidia uma querela?), é que o desejo de Valentim já foi realidade outrora, um reality-show (?) num tribunal fictício. E seria a resposta para a batalha de audiências que impede Penim de dormir há um ano.
É o país que temos...

sábado, março 10, 2007

Nem todos os ladrões são iguais

Depois de dividir os portugueses, geograficamente e em termos de saúde, em portugueses de primeira e de segunda, depois de colocar um terço (confesso que hoje estou optimista) no mercado de trabalho precário (recibos verdes e aulas de enriquecimento pessoal:P - lindo!!! - em que trabalham, suam e recebem quase nada) o Governo agora teve a brilhante ideia de as vítimas de pequenos furtos pagarem 192 euros se quiserem levar o roubo a tribunal.
Depois não se queixem se as queixas por agressão aumentarem, é que se na loja apanhar alguém a roubar acreditem que é a última coisa que rouba, mas aqui já serei eu o criminoso.
Que belo país...
Por outro lado, num país cada vez mais pobre e desigual esta medida respeita as necessidades de quem votou Sócrates e não tem como sobreviver. É quase como um subsídio. Quase...