segunda-feira, dezembro 06, 2004

Mais um...:p

Dizia o nuno em comentário a um post, que já me tinham chamado muitos nomes. Verdade!
Alguns simpáticos, generosos, ofensivos, imaginativos, etc...
A ler um post dum novo conhecimento deparei com outro. Gostei do Tiago Papa-Livros, lol!
Obrigado Verónica, acho que acenta bem...
Gostava de passar para texto alguns dos meus sonhos. Gostava de conseguir passar o onírico, o inalcançável dum sonho, a não lógica lógica dum sonho. Gostava de passar os sentimentos. Não o conseguindo fazer, espero um dia fazer alguém sonhar lendo o que escrevo.
Em frente do teclado tenho um peluche. Foi-me dado pela Sara, a minha cara-metade. Tem um coração na mão, é um animal. É um urso! Será que é uma mensagem subliminar? Ou é directa mesmo?
Tou a brincar, linda! LUV TU
Sou mau com nomes, muito mau mesmo. Raramente me esqueço duma cara, mesmo as mais anónimas, mas de nomes?
Perguntem à Maria, que durante o 4º ano ainda me dizia o nome de colegas de turma, que tinham entrado connosco.
Perguntem aos meus alunos, que com maior ou menos fair-play toleram o esquecimento ou troca de nomes.
Perguntem à minha namorada, que já por uma ou duas vezes lhe quis apresentar uma outra pessoa conhecida e dei buraco.
Não levem a mal, eu sei quem vocês são, conheço-vos. Mas por vezes…o nome voa-se-me da mente.

+memórias

Lembro-me de partir a cabeça. Muitas vezes. Em cima, na testa, na sobrancelha, enfim…uns iam jogar à bola, eu ia partir a cabeça. O meu pai tornou-se sócio da Casa da Misericórdia, por minha causa. Eu ia lá tanta vez, mês sim, mês sim, de modo que esta era a solução mais barata.
Não sei se foi o ego ou o id, nem sei se foi inconsciente ou mesmo conscientemente, mas a única vez que o meu irmão partiu a cabeça fui eu que lha parti.
Com uma pedra da calçada, sabem? Aqueles parecidos com paralelepípedos.
Manias:p

domingo, dezembro 05, 2004

Tenho o hábito (estúpido eu sei) de escrever directamente aqui. Agora, à pala disso, perdi um texto que tinha escrito. Odeio escrever textos duas vezes. Não me importo de reescrever o mesmo texto 1000 vezes, mas escrevê-lo de base é diferente, mexe com o meu sistema nervoso. RRRRRRRRRRRRRRR

HUM?!

Escrever sobre alguma coisa da imenso trabalho. Às vezes penso em escrever sobre nada. Mas escrever sobre nada dá igualmente trabalho. Espero pelo momento em que não escrever sobre algo não dê trabalho.

AHHHHHHHHHHHHH!!!

Esta semana tem sido.....de loucos. Afinal de quem terá sido a ideia de trabalhar ao feriado?
Tou de rastos...a cabeça parece que quer explodir ( o que daria um ar ainda mais repugnável ao meu quarto).
Estou frustrado, chego a casa e não tenho ideias para escrever nada. Estou demasiado cansado para me preocupar com a beleza do texto. No entanto, na horas do espediente a cabeça não pára, as ideias fluem e construo textos mentalmente. Depois não me lembro nem sequer das ideias-chave!
Conhecem algum medicamento que faça bem a isto? Se sim avisem...LOL

Os blogs da malta da FCSH

Isto tá a aumentar, e ainda bem.
Deixo aqui blogs de pessoal que andou comigo e dum futuro escritor do meu curso.

A malta da turma:
A Martita, boa viagem dos States para cá, ok?
Beijoka grande e até já:
http://www.namerica.blogspot.com/

O Nuno, vamos a um café na 3ª? Apita
http://www.ra-perdida-no-charco.blogspot.com/

E o Sôr Ilídio, que já não foi da turma , mas foi companheiro do bar e das manhãs em que fazia tempo para ir dar aulas:
http://www.xaboita.blogspot.com/

Leiam que não se vão arrepender, eu prometo...ACHO!!!

quinta-feira, dezembro 02, 2004

OS MAIAS

Sofro sempre uma crise existencial quando acabo de ler um livro.
Sinto um vazio, tenho necessidade de o preencher, mas nem sempre isso é fácil. Há alturas em que tenho de começar a ler 3 ou 4 livros até encontrar o ideal, o certo, o indicado para a altura.
Acabei de ler um policial irlandês ontem. Escolhi um outro policial, agora um italiano, para o suceder. Não consegui.
E aqui fiquei, passeando entre a cama e o móvel, pegando neste e naquele. Folheando-os.
Nenhum me cativou.
Voltei a um amor antigo, o qual me chamava à cerca dum ano.
Peguei no meu Eça, datado de 1936, uma edição baratucha que nada vale. Vou assim reler os amores do Carlos e Maria Eduarda.

Deixo no entanto aqui a minha parte favorita de "OS MAIAS". Alguns vão reconhecê-la. AH! estará ligeiramente abreviada.

"Ega, em summa, concordava. Do que elle principalmente se convencera, n´esses estreitos annos de vida, era da inutilidade de todo o esforço. (...)
- Se me dissessem que alli em baixo estava uma fortuna como a dos Rothschilds ou a corôa imperial de D. Carlos V, á minha espera, para serem minhas se eu para lá corresse, eu não apressava o passo...Não! Não sahia d´este passinho lento, prudente, correcto, seguro que é o único que se deve ter na vida.
- Nem eu! - acudiu Carlos com uma convicção decisiva.
(...)
- Oh, diabo!... E eu que disse ao Villaça e aos rapazes para estarem no Braganza pontualmente ás seis! Não apparecer por ahi uma tipoia!...
- Espera! - exclamou Ega. Lá vem um "americano", ainda o apanhamos.
- Ainda o apanhamos!
Os dois amigos lançaram o passo, largamente.
(...)
-(...) Com effeito, não vale a pena fazer um esforço, correr com ancia para cousa alguma...
Ega, ao lado, ajuntava, offegante, atirando as pernas magras:
- Nem para o amor, nem para a glória, nem para o dinheiro, nem para o poder...
A lanterna vermelha do "americano", ao longe, no escuro, parára. E foi em Carlos e em João da Ega uma esperança, outro esforço:
- Ainda o apanhamos!
- Ainda o apanhamos!"

Ai que saudades deste romance, até amanhã. Vou ler até adormecer nesta bela tragédia, olhando atento para as diferenças políticas e nacionais existentes entre Eça e o século XXI.

Dúvida

Nunca como hoje acho que se confundem telediscos com curtas metragens soft porno, e cantores/as com os ditos actores.
É para incentivar a venda dos discos ou aumentar a sua (deles) líbido ?

Velhos são os....

Diz o Nuno que estamos a ficar velhos. Não sei...ainda agora chegamos a um quarto de século, mas a verdade é que tenho tido alguns episódios que me têm traumatizado.
Estive num acampamento de jovens este verão, metade dos campistas era adolescente e sempre que me dirigiam a palavra saia qualquer coisa do género: "Olhe, gostei muito de...", "Desculpe, importa-se de...?".
Há uma semana e meia estive na FCSH a rever amigos, aproveitei para conhecer alguns caloiros. O tratamento veio igual: "Olá, como se chama?", "Como está? Prazer em conhecê-lo".

Se calhar o Nuno tem razão estamos mesmos a ficar velhos. Fico a matutar nisto, espero não ficar ainda mais chato e rezingão. De qualquer maneira mesmo com 90 anos podem tratar-me alegremente por tu, eu agradeço.

O nosso Dom Sebastião

Pacheco Pereira diz que Cavaco é mais útil como Priemrio Ministro do que como Presidente da República.

Cavaco seria a melhor e deveria ponderar as consequências do seu próprio
artigo no Expresso. É mais preciso no governo do que na Presidência da
República. Se quiser tem tudo e todos com ele.O PSD tem que perceber que esta é
a única possibilidade do oferecer ao país a melhor alternativa, (a alternativa
que Santana Lopes dará ao país é o PS e Sócrates), poder ter uma maioria
absoluta e fazer as reformas que o país urgentemente necessita. Não é
messianismo, é realismo. É só querer.

Eu acho difícil, messianico mesmo; mas gostava de poder ver esse momento acontecer. Sei que muitos não gostam de Cavaco, mas achoq ue seria a pessoa indicada para pôr o país em movimento.

Veremos no que dá tudo isto...


quarta-feira, dezembro 01, 2004

Um texto interessante sobre a Quinta no DN de hoje

http://dn.sapo.pt/2004/12/01/media/cultivando_a_quinta.html

Só agora

Só agora me é possível comentar a decisão do Presidente da República.
Penso que não é nada de novo, mas é a minha opinião, por isso...

Concordei com o Presidente da República há quatro meses. Quando voto não voto no Primeiro Ministro. Voto no Partido. AS diferenças entre as legislativas e as presidenciais são grandes. Para uma escolhemos o Governo, o Partido que nos vai liderar, para outra escolhemos uma cara.
Mesmo achando Durão um nome fraco, votei PSD (eu sei, eu sei, ninguém é perfeito).
No entanto, também concordei com o Presidente ontem. Acho que era visível que o Governo era um não Governo. As demissões, as críticas (mais internas que externas, se excluirmos o CDS e o BE), as trocas de opinião do Primeiro Ministro, as divergências entre governantes e Ministérios, e tantas outras desaventuras só poderiam dar numa coisa: Dissolução do Parlamento e novas eleições, consequentemente.

Não me parece que o caso do CD tenha sido o despoletar, isso é informação benfiquista. Penso que as razões apresentadas são bem mais fortes do que um DVD. As palavras do ex-ministro foram bem fortes e mostraram o estado interior do Governo. Juntando a tudo aquilo que já descrevi em cima e à bomba de Cavaco no Expresso, penso que as razões do Presidente mais do que cortesia são lógicas e necessárias.

O que esperar deste acto eleitoral?
Penso que as eleições vêm em má altura para o PS. Não tenho muitas dúvidas que ganhem as eleições, tenho é se ganham com maioria absoluta ou não. O povo português tem memória curta, mas tenho que o último governo socialista foi uma miséria, assim como este social-democrata. Em quem cairá a escolha popular?

Sócrates tem imensos opositores, porque vem do PSD, porque segue uma linha parecida com a Santana (muita palavra, mas depois...). Sócrates tem uma coisa a favor.
Logo que chegou a presidente do PS, organizou grupos de discussão e de decisão acerca de certos e determinados assuntos e áreas problemáticas na sociedade portuguesa.
Lemos hoje que o programa de Governo vai ser organizado, tratado por António Vitorino. Penso que Sócrates asqui desmarca-se do popularismo oco de Santana.

O que esperar das eleições? Vitória do PS, com que peso? Penso que é importante porque um governo minoritário nada conseguirá fazer e continuaremos neste impasse.

Parece que o PSD e o CDS-PP vão a votos sozinhos. Vamos a ver em que é que vai dar.

Que saudades de Cavaco!!!