terça-feira, outubro 10, 2006

Leituras mórbidas? Acho que não.

Ando a ler um livro sobre a morte, ou melhor, sobre mortes.
Perdoem-me porque não me lembro do título, é o último livro a ser publicado em Portugal, de Drauzio Varella depois de Estação Carandiru.
É um conjunto de crónicas sobre o morrer, a paz, mas também a perda dela, sobre o amor de quem acompanha o moribundo, mas também o cinismo e o aproveitamento da situação.
Até aqui ainda não li nenhuma passagem tão forte como algumas de Estação Carandiru, mas a realidade é mais cruel porque é vivida no quotidiano hospitalar ou clínico. Os heróis e os vilões já não são aqui os crimonosos e os polícias, mas gente comum vista à luz da morte, pessoal ou de alguém próximo.
Mas, ainda agora comecei...
"Mas o Senhor enviar-me-á, durante o dia, o seu amor para que eu à noite o louve com um cântico, uma oração ao Deus que me dá vida."
SL 42.9
O amor pode ser muita coisa, a paz, alguém que te conforta, a mudança de um paradigma, sei lá.
Estas últimas três semanas têm sido um desafio. Ontem...precisava de amor. De amor, de paz, de ânimo, de capacidade, sei lá...
Graças a Deus foi enviado (o amor) e tornou-se um bálsamo.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Por alguma razão havia de ser....

Não me parece que seja só da barba, mas já ninguém me chama de rapaz ou moço!
É "este senhor" para ali, "este senhor" para acolá...
Já percebi porque é que o Cartão Jovem é só até aos 26 anos...

sábado, outubro 07, 2006

O Último Papa é o último livro de Luís Miguel Cintra e aproveita a psicose actual pelas teorias da conspiração. Em relação ao Código da Vinci é claramente um produto mais pensado, mais estudado e menos inventado, ou se quiserem mais verosímil.
Lê-se duma penada, ainda que tenha 330 páginas. Pega na morte de João Paulo I e transforma--a em caso de polícia. Entre mafiosos, maçónicos, Brigadas Vermelhas, a históra da Europa nestes últimos trinta anos transforma-se numa enorme teoria da conspiração. A morte de Sá Carneiro, a de Olof Palmer e outros acontecimentos mais conturbados e nebulosos são utilizados por Miguel Cintra para construir habilmente a sua história.
O ritmo é alucinante e os capítulos devoram-se.
O final fez-me sorrir, e pensar no que se seguirá. A pista final é extremamente apetitosa. Leiam-no, se quiserem saber do que falo.
Um senão: entre autor e revisor ainda passaram muitos erros de gramática e ortografia. Deixo aqui alguns...
(Pág.14) Uma operação garganta há muitos anos(...)
(Pág.15) Tudo isto Vicenza realiza com gosto (...) - (compreende-se o anglicismo se tivermos em conta a estadia do autor em Inglaterra, por outro lado a nossa gramática ainda não o aceita).
E fiquemos por aqui para não me terem como purista, mas a realidade é que me choca dar 18 euros (e até menos) por um livro com alguns, ou bastantes, erros (vírgulas, ortografia, construção deficiente. Mas infelizmente esta é uma realidade cada vez mais crescente nas nossas edições nacionais.)
Mas não deixem que isto vos impeça de contactar com este O Último Papa.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Só para relembrar

que duas das surpresas da nova temporada televisiva americana são: Justice e Standoff.
Justice está mais bem conseguida, Bruckeimer está por trás, Standoff ainda que não seja uma pérola, é uma série interessante, com sentido de humor e personagens simpáticos.
Obrigado Pedro, fizeste-me rir a bom rir.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Anteontem encontrei dois colegas de licenciatura, ou melhor eles encontraram-me.
Foi engraçado trocar vivências pós-faculdade e ver que uma delas arrependia-se de não ter feito mais amizades. Dizia ela que eu era dos poucos que corria todos os grupinhos, e falava com toda a gente. Na verdade, sempre fui assim.
Hoje, dou-me com 5 ou 6 pessoas da licenciatura, todas as semanas tentamos fazer um esforço e ter o prazer de nos encontrar. Depois do verão está a ser mais difícil, empregos novos, novos horários, novos locais, novos cursos que alguns querem perseguir.
Muito tem mudado, mas nós somos csamurros. Tentamos passar algum tempo juntos. No entanto não deixa de ser interessante ver algumas caras conhecidas, relembrar alguns episódios engraçados, remoer e rememorar tempos não tão distantes quanto isso.
Falava com a namorada e ela falava do contexto, por muitas e variadas razões a vida na faculdade é mais intensa, as disputas são mais sérias quando a vida académica não se leva, total ou parcialamente, na desportiva, como foi o meu caso. Nunca me importei de ter mais ou menos 3 ou 4 valores, sempre acreditei (com algumas excepções) na justeza da nota, mas raramente a comparava com a de outros colegas. Olhava para a minha nota como fruto do meu trabalho e não comparando-a com o mérito, ou falta dele, de outrem.
Anteontem foi como saborear um pouco do primeiro ano, em que éramos mais calmos, menos cínicos e achávamos que o mundo era a cores e nenhum de nós era daltónico.
Acabámos por crescer, não foi?

quarta-feira, outubro 04, 2006

"Erro Clínico trama Rui Costa" noticia o jornal "A Bola", eu até não duvido que tenha sido isso a acontecer, mas há duas ou três coisas que gostava de relembrar.
Primeira, Rui Costa já não é um jogador novo. E à sua idade devemos acrescentar cerca de um ano e meio em que ele esteve pouco em campo. Claro que treinava como os restantes companheiros, mas jogou pouco e esse facto em conluio com a chegada ao Benfica e a "necessidade" de jogar todos os jogos marcam o físico do jogador.
Segunda, não me custa acreditar que tenha havido um erro por parte da clínica que fez os exames, mas sabemos que outros jogadores jogaram, por exemplo o ano passado, lesionados alguns espaços largos de tempo - lembrem-se de Simão e Manuel Fernandes, para dar só dois exemplos - tenha sido por necessidade desportiva, casmurrice da equipa técnica ou outra qualquer razão. Não poderá ter acontecido o mesmo com Rui Costa?
Eu penso que sim...
De outro ângulo, prova-se que o Benfica continua a ser, mais ou menos, Simão e mais dez, e que o Salvador arrisca-se a ser mais um Paulo Futre, marca um golo decisivo, ajuda o clube a ganhar um troféu e pouco mais...o tempo dirá.

terça-feira, outubro 03, 2006

Jack Bauer - versão tuga

Conta-nos o Sol (pág.7) que a Governo pediu licenciados para agentes secretos.
Mas, a história não foi assim tão clara, por razões óbvias, estão a tentar criar uma nova leva de agentes secretos portugueses.
No início do ano, um anúncio pedia licenciados para a Função Pública e cerca de três mil pessoas tentaram a sua sorte. Não sabiam muito bem ao que iam, mas sempre era para o Estado!
Desculpem, mas agentes secretos portugueses ainda não é um conceito que tivesse pensado muito. Para que é que precisamos deles? Para investigar os jornalistas do 24Horas?
Íamos nós na resposta positiva de muito portugueses. A partir daí seguiu-se uma série de testes e entrevistas, havendo uma delas (a minha favorita) que perguntava se estaria disposto a usar meios de tortura para a obtenção de informações que travassem uma ameaça terrorista.
Uns a tremerem a voz e a dizer que não, e os outros já a imaginarem-se numa sala fechada, armados em Jack Bauer, com a voz grossa e um ar determinado. O único problema é que serão agentes secretos portugueses (desculpem frisar isto) e o maior caso, actual, de terrorismo é o que andam a a fazer aos pobres dos dirigentes futebolísticos! Como se acresitássemos que eles escolhem árbitros. Ai, ai...
Concluindo, segundo o mesmo jornal a fase final da selecção já está iniciada e a partir daqui 30 ou 40 candidatos serão postos uma vez mais à prova.
Falta pouco para mais uma fornada de Jack Bauers, versão tuga!
Nota: isto não dava um "bom" reality show? Coloco o bom entre aspas porque...sabemos que não há bons realities show, e excuso-me a colocar na TVI porque seria demasiado redundante.

Para ti

Jovanotti -
'>Per te

Bifes Clonados,

Segundo o Sol, o novo prato da ViaGen, empresa americana especializada em Biotecnologia é clonar vacas a partir de bifes! É, eu também achei estranho.
Aparentemente, só temos a ganhar, e o intuito é criar uma linha de luxo no que diz respeito às qualidades (também, de degustação) de um bom bife.
"Vamos comer daquele, mori? É do mesmo da outra vez...O sabor há-de ser o mesmo"! - Já imaginaram?
Segundo, a empresa o produto é seguro, a criação do produto é que ainda é muito cara.
Quanto a mim, prefiro uma boa vaquinha criada nos nossos pastos, e ainda acham que as vacas é que estão loucas?
A tradição já não é o que era, meus caros...

Standoff

Vi ontem o primeiro episódio de uma nova série americana, Standoff.
Standoff conta as peripécias duma equipa de negociação e o primeiro episódio tem uma cena hilariante.
Um jovem acerca-se de um café e faz todos os clientes reféns com a ajuda de um cinto explosivo. Obriga os reféns a deitarem-se no chão e junta todos os telemóveis num monte. A certa altura, um dos telemóveis começa a tocar, e foi aqui que desatei a rir a bandeiras despregadas (que linda expressão idiomática), não é que o toque era o Suicide is Painless do Nick Drake?
Lindo, este pequeno momento.

segunda-feira, outubro 02, 2006

domingo, outubro 01, 2006

Dylan+Johansson

Belo modo de dizer adeus ao Verão.
Novo álbum de Dylan...


'>DSJ

Justice

Justice é mais uma série com o selo de Jerry Bruckheimer, e um crítico descreveu-a como "CSI at warp speed".
Mas, há diferenças, continuamos no campo criminal, mas desta vez assistimos a uma firma de advogados em acção. Os crimes são sempre controversos e seguidos muito de perto pelos media. Há a tendência (pelo menos , no Piloto) de mostrar a influência da televisão na acção das equipas de defesa e acusação, e de ver as diferentes tácticas utilizadas pelos advogados.
Mas, o twist da série encontra-se na parte final. Se a equipa é composta por advogados que acreditam na justiça e na inocência dos seus clientes, outros só o fazem pelo dinheiro, e o público fica indeciso se há-de torcer pelas personagens da série ou pela condenação dos clientes delas.
MAs, dizia ia, o twist dá-se no final, que depois de se saber a deliberação do tribunal (do júri) somos levados ao dia do crime e vemos como tudo se passou.
Terá havido, ou não, justiça?
Uma série a ter em conta!