terça-feira, outubro 31, 2006

Lordi

Estes gajitos são melhores do que muitos filmes de terror, tanto a nível de videoclip como de música.
Esta musiquita não entrará tão bem no espírito do blog, mas acho que os tipos se passaram por completo e não há-de ser a última vez...

Sobre outra forma, os seres humanos acham que o diabo é inferior à sua maldade, e pensam que o diabo somos nós. Poderão estar enganados e se o estiverem não me parece que ocupem um lugar de muita glória lá no Hades.

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Ouvia ontem o final de um programa (penso que a Bola Branca) radiofónico em que se discutia o lance que lesionou Anderson.
Não, não vou discutir o lance.
Entrevistaram um antigo defesa central português, Alberto, que nos seus tempos áureos partiu a perna a Jordão e depois sentiu na pele quando uma das suas foi partida por Frasco. Mas, dizia Alberto que nenhum jogador tenta lesionar um colega seu de profissão, não há ninguém que o faça com intenção, ele lá sabe...
Mas, deixo aqui 5 exemplos que me parece provam o contrário.
Atenção à última.

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Ando desanimado. Quem me manda chafurdar nos perfis dos Hi5? Não me recompus das fotografias de jovenzinhas evangélicas de 14 anos com mais nada sobre o pêlo que uma toalha de banho. Todos reconhecemos a institucionalização da luxúria mas quem não alimenta a esperança de, que nos soluços da voragem libertina, as nossas criancinhas sejam poupadas?Ando desanimado. A minha mulher está prestes a dar à luz. A segunda menina. E uma década passa num instantinho.
Muitos pais nem desconfiam da capacidade artítstica das filhas para tirar fotos. Fazem um frete no fotógrafo para tirar fotos para o passe, mas a chamar a atenção de outros jovens do sexo oposto (ou do mesmo!!!) as jovens (evangélicas ou não) hoje fariam corar algumas pin ups dos forties...
Não desconfiem é se encontrarem a vizinha ou a neta em trajes bem menores...

As fotos da Madeira já chegaram...
visitei a maior livraria do país, 3 andares de livros e mais livros, em estantes, nas paredes e no tecto.
Um paraíso...para aqueles como eu!
3 horas não deram para visitar todas as assoalhadas...

sábado, outubro 28, 2006

Esta vitória teve sabor a derrota. Ganhámos porque a defesa do Benfica consegue ser mais permeável que a do Porto.
Fizemos uma excelente primeira parte, mas começámos a perder o jogo com a saída de Anderson e a entrada de Meireles.
Anderson vale metade da equipa do Porto mesmo em dias como hoje em que não estava a jogar nada de especial, vale pelo carisma e força anímica que transmite e pelo peso que tem no meio campo, já que este ano Lucho parece perdido.
O Benfica fez por merecer o empate e mesmo um pouco mais, não pelo que jogou mas pela forma como o fez.
Jesualdo ainda não me convenceu, e depois da desgraça que foi em Alvalade e do bom que poderia ser hoje no Dragão Jesualdo ainda tem muito que fazer...vamos a ver se consegue.

Dúvidas:
Quaresma, ainda que com golos e assistências, está muitos furos abaixo do que fez o ano passado. Porquê?
Lucho encontra-se na mesma situação, assim como Paulo Assunção.
O que Adriaanse lhes diria que Jesualdo não diz?
Não posso dizer que foi preconceito, porque sei que não foi. Tavez uma ou outra crónica mais fraca, mas hoje quando compro o Expresso e o Sol há alguns textos que antecipo.
Um deles é a crónica na Actual de Luís Fernando Veríssimo, o tal que inicialmente saltava e que hoje desejo conhecer. Pelo humor, pelo sarcasmo, pela crítica social e de valores. Sei que andam por aí à venda alguns livros dele, tenho de os procurar.
Depois, há Paulo Portas e Carla Hilária Quevedo na Tabu.
Miguel Sousa Tavares no Expresso e mais alguns.
Nomeio aqueles de quem me lembro, mas há mais...
É, eu compro os semanários pelos cronistas, e desconfio de que não sou o único.

P de Paradoxo e de Preconceito

Há um perfil (pelo menos acho que é, ainda não li a notícia toda) de Luís Filipe Vieira no Sol.
Como título tem qualquer coisa como: Empresário de sucesso só com a 4ª classe.
Como se a escolaridade fosse condição sine qua non para o sucesso empresarial. Obviamente que ajuda, e dá algumas ferramentas úteis, mas se olharmos para muitos dos nossos empresários muitos são o que são hoje não pela educação escolar que tiveram, mas pela educação que a vida lhes deu. Por outro lado, a 4ª classe no tempo em que Filipe Vieira a fez ainda não andava pelas actuais ruas da amargura, os alunos saíam da primári, hoje primeiro ciclo, com alguns conhecimentos sólidos, coisa que hoje não acontece.
O que me leva ao paradoxo, ou contradição mesmo, pensava que Luís Filipe Vieira tinha menos que a 4ª classe!

sexta-feira, outubro 27, 2006

Pro Evolution Soccer 6

Passeio pelos blogs, tentando demorar um pouco mais até me dedicar ao trabalho que ainda quero levar avante.
O meu irmão coloca a cabeça por entre a porta, sorri e diz. Já jogaste ao PES6? Já tá ali, saiu ontem, já comprei...
Fora católico e sairia agora um terço, sendo evangélico conheço, também, bem o valor da tentação, no entanto e considerando que ainda é cedo troco a tentação pela provação e vou jogar só um joguinho! Um só!

domingo, outubro 22, 2006

-Como é que vai, avô?

-Mal, mal...
Para quem tinha uma vontade de viver e uma alegria na vida, a resposta é sempre a mesma. Nunca está bem, há sempre alguma dor, alguma maleita, alguma desconfiança que lhe atrasa a saúde.

No final do almoço, pergunto-lhe se quer um golinho de licor...já não ouve mais nada, se do de mel, se do de alfarroba, que sim, que sim...

Meio copinho, meio dedal é o que se lhe dá, por causa da medicamentação. Por uns breves instantes, o "-Mal,mal..." desaparece. Por uns breves instantes, está tudo bem, a cabeça esquece as maleitas, mas só por um breve espaço de tempo.

Miserável

O Porto teve sorte em conquistar o ponto com o Sporting e, ao contrário do que diz Secretário como comentador na Sportv, acho que o Porto merecia ter perdido o jogo e não me parece que tenha sido a equipa mais forte no computo geral.
Parece-me estranho que uma equipa de futebol não consiga ser equilibrada.
Confunde-me ver um meio-campo fortíssimo no Porto de Adriaanse, que não defendia nada de outro mundo e que fazia golos do jogo colectivo até parte da época, e do brilhantismo de Quaresma durante todo o ano. Com Jesualdo, o meio campo do Porto é fraquinho, o ataque até tem feito alguma coisa, com Postiga em bom plano (demsiado bem, se me perguntarem. Isto não vai durar toda a época). E a defesa tem fases, às vezes é muito boa, outras é uma peneira velha e rota.
Quaresma não está a jogar nada, nem o golo hoje apontado o esconde. Cech, que o ano passado até era dos melhores e pouco falhava, hoje foi um desastre completo.
Lucho parece que perdeu o discernimento, ainda que seja dos melhores, e Paulo Assunção que tacticamente é perfeito não joga, dando lugar a Raúl Meireles que rematando bem de longe pouco mais faz, hoje em dia.
Não tenho saudades de Adriaanse, e se o mais importante é o ponto conquistado, então pronto. Mas, não jogámos nada, poucas jogadas de jeito fizemos e marcámos um golo graças ao Ricardo (ao menos por isso valeu a pena).
Pode ser que para a semana mostremos mais alguma coisa...se não for contra o Benfica, também não vamos a lado nenhum.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Uma pérola

A política americana é para mim um fascínio por uma razão, The West Wing, mas claro que aquilo não é a política americana, é uma visão do que a política poderia ser e do que alguns políticos são.
Entretanto descobri um anúncio, um espaço de tempo de antena de um dos meus actores favoritos, Bradley Whitford, o Josh de The West Wing. Já é de 2004, mas é delicioso. Foi durante as presidenciais, e vejam como é que eles construíram a crítica a Bush!
Brilhante.

'>B
Já aqui postei um ou outro videoclip de folk metal. Há algumas coisas muito interessantes, outras um pouco estranhas. Aqui fica mais uma banda, desta vez, finlandesa.
Ouçam, o álbum Troll, para mim o mais interessante.

'>Alvis

– Falcão, Deus não existe. Ele é uma invenção espectacular do cérebro humano para suportar as limitações da vida. Desculpe-me, mas para mim, a ciência é o deus do ser humano.
Numa reacção surpreendente, Falcão levantou-se. Subiu para um banco da praça e começou a chamar todos os que por ali passavam. Com gestos histriónicos, bradava:
-Venham! Aproximem-se! Vou mostrar-lhes Deus!
Num instante, reuniu um grupo.
Marco Polo ficou apavorado. Nunca vira Falcão reagir assim. Tentava acalmá-lo, sem êxito. Ele continuava a gritar:
-Deus está aqui! Acreditem! Vocês ficarão perplexos ao vê-lo.
Marco Polo achava que Falcão entrara num repentino surto psicótico, estava a ter uma alucinação. Procurava ansiosamente pegar no seu braço para que ele se sentasse. De repente, Falcão calou-se. Estendeu as duas mãos para Marco Polo e disse em altos brados:
-Eis Deus aqui em carne e osso!
Marco Polo ficou assustado. Um burburinho reinou entre os que o ouviam.
-Acreditem! Este jovem é Deus! Porque afirmo isto? Porque ele acabou de me dizer que Deus não existe, que é um mero fruto do nosso cérebro! Vejam só! Se este jovem não conheceu os inumeráveis fenómenos dos tempos passados, se ele nunca percorreu os biliões de galáxias com os seus triliões de segredos, se ele não desvendou como ele mesmo consegue entrar no seu cérebro e construir os seus complexos pensamentos, e apesar de todas essas limitações, ele afirma que Deus não existe, a conclusão a que cheguei, meus amigos, é que este jovem tem de ser Deus. Pois só Deus pode ter tal convicção!
A multidão ficou boquiaberta. O discurso do indigente era tão inteligente que esfacelou não só a soberba de Marco Polo, mas o orgulho das pessoas que o ouviram. O jovem amigo ficou vermelho e espantado.
Falcão desceu do banco e sentou-se. Desembrulhou uma sanduíche e começou a saboreá-la. Com a boca cheia, disse a Marco Polo:
-Sabe que sabor tem esta sanduíche?
Marco Polo, envergonhado, meneou a cabeça dizendo que não.
Falcão prosseguiu:
-Se não tem segurança para falar de algo tão próximo e visível, não fale convictamente sobre algo tão distante e inatingível. Não é sensato.
O jovem ficou bloqueado. Pela primeira vez não encontrou qualquer frase para rebater. Disse apenas:
- Não precisava de exagerar.
Falcão retrucou:
- Se você disser apenas que é ateu, que não acredita em Deus, a sua atitude é respeitável, pois reflecte a sua opinião e convicção pessoal. Mas dizer que Deus não existe é uma ofensa à inteligência, pois reflecte uma afirmação irracional. Não seja como alguns meninos da teoria da evolução.
-Como assim? – perguntou intrigado Marco Pólo.
-Alguns filósofos acham que certos teóricos da evolução possuem uma arrogância insana. Não estou a criticar as hipóteses da evolução biológica, mas a arrogância científica sem alicerces. Vários desses cientistas negam veemente a ideia de Deus apenas porque se apoiam em alguns fenómenos da sua teoria. Como você, esquecem-se que desconhecem biliões de outros fenómenos que tecem os segredos insondáveis do teatro da existência. São meninos que brincam com a ciência, construindo o seu orgulho sobre a areia.
Marco Polo ficou abalado com a ousadia, com o raciocínio esquemático e a criatividade de Falcão. Os darwinistas eram intelectuais reverenciados. Nunca ouvira ninguém fazer-lhes uma crítica tão contundente, a não ser os religiosos. Falcão tinha trazido a discussão desse delicadíssimo tema não para o campo da religiosidade, mas para o campo dos limites e alcances da própria ciência.
Marco Polo tentou organizar o seu pensamento e perguntou:
- Mas não são os evolucionistas respeitados pela comunidade científica?
- São respeitados, mas, para mim, estão aprisionados no cárcere da biologia. Sem romper esse cárcere e abraçar o terreno das ideias da filosofia, serão redutores e não expansores do conhecimento. Precisam de seguir o caminho de Einstein.
- Como assim?
- Einstein disse que a imaginação é mais importante do que o conhecimento. Ele brilhou porque amava a filosofia. Não tinha um cérebro privilegiado como muitos ingénuos cientistas pensavam. Tinha uma imaginação privilegiada. Quando desenvolveu os pressupostos da sua teoria, era um jovem de 27 anos. Tinha menos cultura académica do que muitos universitários da actualidade. Mas porque brilhou ele, enquanto os universitários são opacos? Brilhou porque usou a arte da dúvida, libertou a sua criatividade, aprendeu a pensar com imagens.
A partir deste comentário, Marco Pólo interessou-se pela história de Einstein. Passou a estudá-la.
-Einstein era ousado, queria conhecer a mente de Deus – completou.
Falcão, não era menos ousado, passava a vida a tentar desvendá-Lo à sua maneira. Ele amava Deus, mas não era religioso nem defendia uma religião. Considerava que só um deslumbrante Artista, capaz de ultrapassar os limites da nossa imaginação, poderia ser o Autor do próprio imaginário humano e de toda a existência.
Contou-lhe que ele e o Poeta aprenderam a procurar e a relacionar-se com Deus nas suas misérias psíquicas, e que este relacionamento foi um dos segredos que os levaram a suportar as suas perdas e a oxigenar o seu sentido de vida. Assim, sobreviveram ao caos. Para eles, cada ser humano, em especial os cientistas, deveria posicionar-se como eterno aprendiz. E rematou:
- A sabedoria de um ser humano não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência de que não sabe. Você tem essa consciência?
Após uma pausa, Marco Polo disse, pensativo:
-Creio que não.
- O que define a nobreza de um ser humano é a sua capacidade de ver a sua pequenez. Você vê-a?
-Estou a tentar – disse Marco Polo, ameaçado pela inteligência dó filósofo.
-Nunca deixe de tentar.
Em seguida, Falcão fez um momento de silêncio. Ponderou as suas atitudes e teve coragem de pedir desculpa a Marco Polo pela situação constrangedora por que o fizera passar.
-Desculpe-me. Às vezes, acho que algumas das minhas reacções são sequelas do meu passado, da minha doença..
-Por favor, não se desculpe. Eu é que fui estúpido, arrogante.
Vendo que o jovem Marco Polo reflectia sobre os mistérios da existência, Falcão acrescentou:
-Você pode duvidar de que Deus existe, mas Deus não duvida de que você existe. É nisso que creio.
Marco Polo ficou inquieto. Esfregou as duas mãos no rosto. Suspirou, colocou a mão no queixo, apoiou o cotovelo sobre a coxa como um pensador e perguntou:
O que pensavam os filósofos a respeito de Deus?
-Lembre-se do que eu lhe disse: muitos filósofos acreditavam na metafísica. Eles não tinham medo de argumentar e discutir a respeito de Deus. A ciência tem medo de debater sobre Ele por receio de pender para uma religião e perder a individualidade. Nós não sabemos quase nada sobre a caixa de segredos da existência. Milhões de livros são uma gota no oceano. Lembre-se, somos uma grande pergunta à procura de uma resposta nos poucos anos de vida.
-Mas filósofos como Marx, Nietzsche e Sartre foram ateus.
Falcão fitou vagarosamente o amigo e, como se estivesse iluminado, disse:
-Há dois tipos de Deus: um Deus que criou os homens, e outro que os homens criaram. Para mim, esses filósofos não acreditavam no Deus criado pelos homens. Eles foram contra a religiosidade da sua época, que dilacerava os direitos humanos, mas não são ateus puros. Todavia, não posso falar por eles.
O jovem pensou e inquiriu:
-Quem somos? O que somos? Para onde vamos?
-Frequentemente, faço-me tais perguntas. Quanto mais as faço, mais me perco e, quanto mais me perco, mais procuro achar-me.
Em seguida, Falcão emendou:
-Olhe para as pessoas à nossa volta. O que vê?
-Pessoas de fato, mulheres bem vestidas, jovens a exibir os seus ténis, adolescentes a pentear o cabelo, enfim, pessoas que passam.
-A maioria dessas pessoas vive porque respira. Já não perguntam «quem são», «o que sou». Estão entorpecidas pelo sistema. O ser humano actual não ouve o grito da sua maior crise. Cala a sua angústia porque tem medo de se perder num emaranhado de dúvidas sobre o seu próprio ser. No começo do século XX, a ciência prometeu ser o deus do Homo Sapiens e responder a essas perguntas. Mas ela traiu-nos.
-Porque é que nos traiu?
-Primeiro, porque não desvendou quem somos; continuamos a ser um enigma, uma gota que por um instante aparece e logo se dissipa no palco da existência. Segundo, porque, apesar do salto na tecnologia, ela não resolveu os problemas humanos fundamentais. A violência, a fome, a discriminação, a intolerância e as misérias psíquicas não foram debeladas. A ciência é um produto do ser humano e não um deus do ser humano. Use-a e não seja usado por ela.
Ao esquadrinhar a sua inteligência, Marco Polo confessou honestamente:
-O orgulho é um vírus que contagia a minha mente.
-Contagia todos. Até um psicótico tem ideias de grandeza.
-Será que é possível destruir o orgulho?
-Não creio. A nossa maior tarefa é controlá-lo.
Para finalizar a complexa aula, voltou-se para o jovem amigo e completou:
-A sabedoria de um ser humano não é definida pelo quanto ele sabe, mas pelo quanto ele tem consciência de que não sabe…
in Cury, Augusto - A vida de um pensador

Mea Culpa

Semana de loucos...sem tempo para escrever muita coisa e algumas vezes.
Ainda que tenha computador no trabalho (não entro no blogger, talvez cookies? Não sei.) nem textos tenho conseguido escrever no pc.
Depois, há a questão do horário. Quem me conhece sabe que prefiro levantar-me de manhã. Mas, no horário presente começo as aulas por volta do meio-dia e saio às 22h30, o que faz com que só consiga escrever e publicar alguns textos perto da meia noite. Às vezes, estou demasiado extenuado para o fazer...
Enfim, novos tempos, a mesma vontade de sempre, nem sempre a mesma capacidade.
Abraço e beijinhos.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Corja

Pode-se ler no site do Público:
O secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação, António Castro Guerra, afirmou hoje que a culpa do aumento de 15,7 por cento no preço da electricidade em 2007 é dos consumidores, porque "este défice tem de ser pago por quem o gerou".
Até este ano, a lei impedia uma actualização dos preços acima da inflação, o que deu origem a um défice tarifário que, na opinião de Castro Guerra, "só pode ser imputado aos consumidores"."São os consumidores que devem este dinheiro. Não é mais ninguém", declarou o governante à rádio TSF. "Este défice tem de ser pago por quem o gerou" (...)


E fiquemos por aqui. A minha pergunta é, se a lógica é para ser seguida? E se a lógica do ministro tem sentido?
Quantas vezes os contribuintes pagam aquilo que o Estado quer? Temos nós tido alguma força no que se deve ou não pagar? Olhando para o presente a resposta é não.
Mas, pegando no argumento porque é que eu hei-de pagar o buraco da Segurança Social? Não fui eu que o gerei. Porque hei-de pagar o desastre das contas da Função Pública? Não fui eu que o gerei.
Querem aumentar as tarifas, dar mais contas aos portugueses para pagar? Façam-no.
Mas, se não têm razões lógicas (se precisam de dinheiro), admitam-no, agora utilizar filosofia barata...
Porque é que eu tenho de aturar a diarreia verbal barata do Senhor Secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação?
Não fui eu que o gerei....