quinta-feira, novembro 30, 2006

Itinerário para este Blog

Há várias maneiras de chegar a este blog. Algumas surpreendem-me mais do que outras.
De vez em quando tento ver como é que se chega aqui através do Google.
Umas das vias de hoje foi através de: Porque é que o Ruca é careca?
Sinto-me mais saudável por não ser o único a ter colocado esta pergunta, já que a irmã é mais nova que ele e farta-se de ter cabelo.
Se bem se lembram, na minha opinião o Ruca anda na quimioterapia. É a única explicação possível, isso ou uma doença estranha.

Cum catano, pá!

Acabo de perder um post inteiro, já escrito, sobre Os Incorruptíveis contra a Droga de William Friedkin. Porra para isto.
Há-de ficar para outra altura.
Entretanto, e para me servir de algum consolo conheçam mais sobre a TLEBS, aqui (neste momento vão em 4 posts).

Smackdown in Benfica

NA Worten do Colombo, dia 5, entre as 15h e as 17h, as estrelas do Smackdown darão uma sessão de autógrafos para os fãs.
Eu, que estarei mais tarde no Pavilhão Atlântico andarei por lá.

Fica a notícia dada.

Oceanário

Eu gosto bastante do Oceanário de Lisboa. Cada vez que vou até lá passo, no mínimo, três horas lá dentro. Só no aquário central perco-me a olhar e observar as diferentes tribos de peixes e a forma como se comportam, e claro, passo alguns longos minutos a ver o meu animal favorito, o tubarão.
Mas, depois chateiam-me alguns apontamentos. Porque é que só as crianças é que podem ir dormir para o Oceanário, observar os peixes e a sua alimentação, tirar "cursos" de fauna marinha, etc, etc?
Porque não fazer estas actividades, também, para os adultos? Haverá os que estão interessados, alguns mais do que as crianças. Farão menos barulho que os petizes. Tirarão tanto prazer como as mesmas.
Amiguinhos, deixem os adultos divertir-se um pouco, aumentem o preço do bilhete numa actividade destas, mas façam-no!
PLEASE...

Borat

Estou a tomar o pequeno almoço num café no Barreiro.
A dona do mesmo nota que eu estou a ver e ouvir o que a televisão debita - o trailer de Borat.
Acompanha-me durante algum tempo e depois diz: -Está-se mesmo a ver que é um filme de Natal! Deve ser de partir o coco.
Ora, eu podia alongar-me um pouco mais, mas acho que não vale a pena. Está tudo dito.
Não! eu não gosto do senhor Sasha, i.e., do Borat, do ali G e dos outros personagens.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Da (Alguma da) Literatura

Está sentado, frente ao computador, no quarto. Os olhos estão avermelhados e ligeiramente húmidos.
Vai ouvindo vozes, vozes estas com que enche as páginas do ecrã. As suas personagens vão passeando à sua volta, numa cacofonia meio (des)ordenada.
Ele não manda, apenas regista o que ouve. As suas personagens indicam-lhe o rumo, o destino, o fim. Já não se sente, como inicialmente, um deus; quanto muito, por vezes, uma espécie de deus ex-machina, mas pouco mais. Dá um toque pessoal aqui e ali, embeleza esta e aquela passagem, altera, ligeiramente, um ou outro acontecimento.
O que antes lhe parecia uma liberdade absoluta é-lhe agora uma pena judicial. Sentado, frente ao computador, sente que não passa de um cronista, embora isto lhe dê algum (bastante?) prazer, ainda que um prazer dorido.

Da (Alguma da) Literatura

Está sentado, frente ao computador, no quarto. Os olhos estão avermelhados e ligeiramente húmidos.
Vai ouvindo vozes, vozes estas com que enche as páginas do ecrã. As suas personagens vão passeando à sua volta, numa cacofonia meio (des)ordenada.
Ele não manda, apenas regista o que ouve. As suas personagens indicam-lhe o rumo, o destino, o fim. Já não se sente, como inicialmente, um deus; quanto muito, por vezes, uma espécie de deus ex-machina, mas pouco mais. Dá um toque pessoal aqui e ali, embeleza esta e aquela passagem, altera, ligeiramente, um ou outro acontecimento.
O que antes lhe parecia uma liberdade absoluta é-lhe agora uma pena judicial. Sentado, frente ao computador, sente que não passa de um cronista, embora isto lhe dê algum (bastante?) prazer, ainda que um prazer dorido.
Podia andar deprimido, mas não ando.
A verdade é que não fui votado para melhor Blog, mas no entanto também não fui votado para pior.
Logo, melhor do que o elogio ou o desgosto universal, é o desconhecimento geral.
Orgulhosamente desconhecido!!!
Às vezes sinto que devo sentir menos
viver mais, pensar menos.
Passear pela vida em vez de a
planear.
A tensão
começa no cérebro e
acaba
no batuque do coração.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Morreu um dos pais dos X-Men

Dave Cockrum morreu, aos 63 anos de idade, ontem devido a complicações relacionadas com diabetes.
Morre assim um dos pais dos X-Men.
Começou na BD na Warren Publishing e depois passou para a DC Comics, onde começou a fazer furor com a Legião dos Super-Heróis.
Ficará para a história como um dos artistas que criou e revitalizou The New X-men, juntamente com Claremont. Para matar saudades nada como revisitar a revista nos momentos em que Cockrum passou por lá - Uncanny X-Men, de Giant-Size X-Men #1 até 1977, e de 1981 até 1983.
(Informação retirada daqui)

Martinho da Vila

O amor não tem tom nem nacionalidade
Dispensa palavras, basta um olhar
O amor não tem hora
Nem fórmula certa
Não manda recado, chega pra ficar
------------------------------------------
O amor entrou na minha vida
Quando te encontrei
Olhei no teu olhar e apaixonei
Foi tanta emoção, não deu pra segurar
Sentado junto ao rio observa o horizonte. Do outro lado a outra margem, no meio um rio brilhante e calmo.Pessoas e animais vão passando atrás e à frente.“Combinei com a João que íamos almoçar lá amanhã?”; “Amanhã? Mas amanhã…”“Venha, Bernardo. Porte-se bem! Ai que apanha, Bernardo.”“Não sei como conseguem comer aquelas gorduras todas, Deus me…”Sente-se como um leitor caótico de livros rasgados ao meio. Sente-se uma página rasgada de um livro olhando para outras páginas que são lançadas pelo vento para lado nenhum…
Sinto-me deprimido pela primeira turma.
O que é normal e vinculativo da necessidade de mudar e melhorar.
O que quero dizer é que normalmente a primeira aula é sempre mais imperfeita, a partir desta todas as outras são melhoradas, normalizadas e as perguntas dos alunos tidas, ainda mais, em conta.
Normalmente, a última turma a receber a matéria recebe-a numa forma muito mais límpida e clara, objectiva e definida.
O que me entristece é que muitos professores são incapazes de melhorar e ficam-se pela sebenta e pelo definido anteriormente.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Engraçado como sempre construí ( e construo) histórias na minha cabeça. Raramente têm um fim, ainda mais raramente passam para o papel!
Dizia a alguns dos meus amigos da Callema (assunto recursivo, nestes últimos tempos, eu sei!) que o meu sonho sempre foi ser leitor. Não sei se vos parece estranho, mas é verdade.
Nunca fui daqueles leitores precognitivos, sempre esperei que a história seguisse o seu rumo natural. E, depois de tantas histórias lidas e vistas, ouvidas e imaginadas acarinho o conceito de um bom escritor.
Há poucos bons escritores. Aqueles que nos surpreendem, que nos fazem olhar com cuidado para as palavras, para o cenário, para o espaço between the words. Há pouca gente que me agarre e estremeça.
Há autores que o fazem pela história, outros pelo estilo, raros os que juntam o estilo, a sensibilidade e a história.
Vi 3 episódios de Studio 60 on the Sunset Strip de Aaron Sorkin, o mesmo de The West Wing (sim, eu sei, já falei disto aqui, e não há muito tempo. Indulge me, ok?).
Não deixa de ser irónico que uma série filme sobre dois produtores de televisão, sobre um programa de televisão e as lutas pela audiência lute pelas audiências na televisão americana. O risco é grande, ser cancelada.
E deixem-me dizer-vos...a culpa não será do seu criador. The West Wing morreu quando ele saiu, em termos de audiência, e durou mais três anos. Esperemos que Studio 60 dure alguns anos.
Sorkin é dos argumentistas actuais o que mais me dá prazer a nível linguístico, a forma como ele usa as palavras, a quantidade de palavras num episódio de Sorkin é quase o dobro de uma outra série qualquer; a estrutura das suas séries é pensada quase ao milímetro, os episódios são relembrados ao longo da série, as personagens respondem pelos actos passados e o público é tido como um público inteligente e atento. Tudo tem de fazer sentido na hora e nas seguintes. O episódio é uma unidade, mas a série é, igualmente, uma unidade, de episódios.
Sorkin tem uma sensibilidade rara, e não falo de sensibilidade em termos sentimentalões, refiro-o no que diz respeito às personagens e à acção propriamente dita. Há, sempre, várias personagens nas séries de Sorkin, e elas nunca são formatadas, são diferentes entre si, ultrapassam a lógica banal e corrente do cliché, e têm, cada uma, a sua voz.
Comparem as personagens deste Studio 60, lembrem-se de Toby, Joshua, Leo, Bartlet(s) e outros em The West Wing.
Sempre quis ser leitor e autores como Sorkin mostram-me a alegria de tal feito, mas autores como Sorkin levam-me a querer ser um pouco como ele, um escritor, mas um escritor com muita, muita qualidade.
Maybe one day...
...mas eu não esperaria sentado, ou melhor, a esperar sentado só a ver The West Wing, Sports Night, Studio 60, ou Uma Questão de Honra - não sairão decepcionados.

Música Medieval

Corvus Corax, aqui fica uma breve apresentação.

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