terça-feira, janeiro 09, 2007

Musicalmente estas bandas andam mais calmas, o MP3 quase que não passa música, já que ando a ouvir Podcasts (Linha Avançada, Lugar ao Sul, O Amor é..., 1001 Escolhas, À volta dos livros, Laboratolilolela, Portugalex e mais um ou outro.)
De qualquer modo, de momento ouço mais esta senhora do que mais ninguém: Corinne Bailey Rae.

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segunda-feira, janeiro 08, 2007

Porto-Atlético

AO chegar ao gabinete os meus colegas saudaram-me com um ãhãh.
Ao perguntar o porquê do ãhãh deparei-me com uma resposta azul e branca e com o consequente desaire ontem no Estádio do Dragão.
Eu, que até não ia escrever nada acerca do sucedido:p
Não posso dizer que tenha ficado propriamente espantado já que, e só ouvi os primeiros 15 minutos de relato, o pouco tempo de relato que ouvi não era propriamente abonatório para a equipa azul e branca.
Podemos dizer que há imensos factores, as férias ou pausa (de que Jesualdo Ferreira foi um dos principais apoiantes), a "falta de empenho" natural (expliquem-me o natural) em jogar com uma equipa de escalões mais baixos, a opção por jogadores menos utilizados e uma aparente falta de tudo no jogo de ontem.
Parece-me que a única desculpa palpável é a avançada por Jesualdo Ferreira, "Estamos envergonhados" e não é tanto uma desculpa é uma constatação. eu, enquanto portista, estou.
Sou daqueles que acha que o Porto deve ganhar todos os jogos, mas que não fica muito chateado quando a equipa perde, mas fez por ganhar.Fiquei mais desiludido com o empate em Alvalade, do que com a vitória contra o Benfica, embora achasse que o Porto deveria ter perdido ambos os jogos.
Jogar com o Atlético tem de dar sempre uma vitória, nem com a equipa de juniores em campo, pese embora todo o respeito para com a equipa lisboeta.
A falta de motivação é uma desculpa fraquinha, aparentemente tão fraquinha quanto a exibição.
Enfim...já não lutamos pela taça, e ainda que de boca sejamos os prováveis campeões europeus, penso que só estamos na Liga dos Campeões por mais um mês.
Vamos a ver se 2007 é a continuação de 2006 em termos desportivos, ou se vamos assistir a uma baixa performativa.
No próximo fim de semana começamos a tirar as teimas.

Autocarros Numéricos

Não estou a falar do número da carreira, mas do número dos autocarros, aquele que está impresso na parte de trás dos mesmos.
No Seixal podemos apanhar o 666,e pese embora o número do autocarro, este vai, normalmente, para Cacilhas e não para o Hades, no Barreiro fui atrás do 69.
Confesso que ainda ando à procura do 007...

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Imperium de Robert Harris (re)conta a história de Cícero através do relato do seu escravo/secretário pessoal, Tirão.
O que me seduz na história e cultura clássica romana é a possibilidade de se contarem as mesmas histórias ou de vermos as mesmas personagens históricas de milhentas maneiras diferentes. Olhemos, por exemplo, para este Cícero e e comparemo-lo com o Cícero de Steven Saylor, ou comparemos o Catilina entre estes mesmos dois autores.
De qualquer modo, Imperium é um livro extremamente interessante, dividido em duas partes, na primeira acompanhamos a carreira de Cícero enquanto Senador e na segunda acompanhamos o Cícero Pretor.
Confesso que devorei a primeira parte, e tive mais dificuldade na segunda, penso que a trama das primeiras 160 páginas agradou-me mais.
Enfim, se na primeira parte do livro assistimos à explosão de Cícero na sociedade romana, na segunda vemo-lo a lutar pelo poder, ao mesmo tempo que tenta impedir um golpe de estado.
Imperium é, antes de mais,um livro sobre poder, sobre o poder na sociedade romana, mas também na nossa sociedade. Os jogos políticos e a hipocrisia estão bem descritos. A oportunidade política e a forma como esta é jogada, o que é verdade hoje pode ser menos oportuno amanhã.
É um exercício extremamente interessante sobre a prática do poder, e a palavra dos políticos. Conseguimos ver em Cícero a oportunidade, o engenho e a capacidade política em todo o seu esplendor.
Depois, há a tentativa, bem sucedida, de ilustrar a sociedade romana de então, mais numa perspectiva política, e não tanto sociológica, mas ainda assim ficamos com uma ideia dos valores e mentalidades do povo romano.
Um livro a ler e reler, e a interpretar. Uma boa opção para este novo ano.

Why i like Studio 60

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quinta-feira, janeiro 04, 2007

Ontem discutimos livros numa aula.
Depois de lerem os livros, chega a altura de me dizerem porque é que gostaram ou não deles.
E eu ouço...
Não são alunos de letras, muitos não têm qualquer hábito de leitura e é sempre uma lição ver e tentar tirar as razões poruqe gostaram ou não. E quando um grupinho leu o mesmo livro a coisa torna-se mais interessante.
Foram socados pelo Primo Levi (Se isto é um homem), esqueceram-se do estilo, da deficiente construção e focaram-se nos sentimentos transmitidos e construídos a partir do livro. Concluíram que aquilo não é um homem, nem os nazis que destruíram a humanidade daqueles presos, nem os presos, vã imagem de um homem, farrapos que sobreviveram humana e psicologicamente.
Ainda tivemos tempo para o Clube Arcanum, e é engraçado ver que o que para mim é verdade para eles nem por isso.
Eu que achei o livro demasiado próximo de um argumento de cinema, para os que leram tinha demasiadas descrições. Querem e têm esperança de o ver transformado em filme, gostaram da trama, do misticismo/religiosidade adjacente. Reconheceram que aquela não é a realidade, mas foi para eles verdade durante o tempo que o leram.

Tenho pena que não haja mais discussões de livros por aí, na net, nas bibliotecas, nas escolas, sei lá mais onde.
É sempre interessante olhar o livro pelos olhos dos outros, perceber porque é que me atingiu e falhou o alvo noutros leitores.
Tenho aqui escrito por dever.
Daí que os últimos posts sejam citações, há tanta coisa para fazer...
Os testes já foram corrigidos e cotados, mas as outras notas/avaliações, os relatórios, os sumários, etc...
O meu tempo está assombrado!
Ontem, a almoçar, cortei a carne toda em tirinhas, coloquei o livro numa mão e fui aproveitando o tempo do almoço para comer umas páginas.
Razão para dizer que me podem tirar tudo, mas não me tiram o prazer de ler uma página de texto que seja...

Por isso é que a Carolina Salgado vende...

(...) poucas leituras provocam mais tédio do que aquelas que falam de felicidade.
Imperium - Robert Harris (pág. 167)

Há coisas que não mudam, n´est pa?

O problema de Lúcio - opinou, a colocar os pés em cima da mesa, depois do primo ter saído, - é pensar que a política é uma luta em prol da justiça. A política é uma profissão.
Imperium - Robert Harris (pág. 161)

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Parabéns atrasados

O Da Literatura completou dois anos! E ainda bem.
É para mim um dos obrigatórios pousos, não trata só de literatura, e a gente não se chateia por isso.
Um abraço para o maior dinamizador do blog, Eduardo Pitta!

Será que o PS age desta forma?

Outra das máximas de Cícero era a seguinte: se temos de fazer qualquer coisa impopular, é conveniente que a façamos com entrega total, pois em política a timidez não rende.

Imperium - Robert Harris (pág. 60)

Imperium

Nada reduzido a escrito, pois nenhum orador digno desse nome ousaria ler um texto ou consultar quaisquer apontamentos. Mólon preferia o método normal de memorizar um discurso: o da viagem imaginária pela casa do orador. - Coloca a primeira ideia que queres exprimir no átrio, e pensa nela como ficando ali, depois no segundo átrio e por aí fora, percorrendo a casa da maneira mais natural, destinando uma parte do discurso não apenas a cada sala, mas também a cada uma das alcovas ou a casa estátua. Assegura-te de que todos os locais estão bem iluminados, claramente definidos e são diferentes entre si. De contrário, começarás a tactear à tua volta, como um bêbado a tentar encontrar acama depois de vir de uma festa.
Imperium - Robert Harris (pág. 20 - edição da Presença)

Leituras

Acabei Private Wars de Greg Rucka o segundo romance que segue as aventuras (iniciadas e continuadas na BD Queen & Country) a espia Tara Chace.
É obrigatório para quem gosta de espionagem e cenários pós 9/11.
A Bd vai no número 32 e os spinn-offs ficcionais vão em dois (A Gentleman´s Game e este Private Wars).
Tudo começa com a tentativa de retirar do Uzbequistão um dos filhos do "Presidente" e o neto para depois fazer um coup d´etat, mas nem tudo corre como esperado.
Guerras políticas/privadas e tentativas de tomar o poder a todo o custo.
Um dos autores americanos que urge traduzir em português.
O primeiro romance de Rucka, com Atticus Kodiac como personagem principal, trata da questão do aborto e é um (pelo menos, um) murro no estomago.
A ler...
Entretanto comecei a ler Imperium de Robert Harris que traz na capa a frase"Os estados emergem e caem. O poder nunca muda". E ao que parece é um exercício, com a vida de Cícero como pano de fundo, sobre o poder, o que é e a forma como este é usado.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Astonishing X-Men é uma das melhores séries da Marvel nos últimos tempos, muito por culpa de Whedon (Buffy e Firefly) e Cassaday.
De entre os títulos mensais de X-Men Astonishing é a única que vale a pena.
Aqui fica o trailer para o bang final dos dois autores neste título.

O Trailer é fraquinho, mas se a qualidade se mantiver...então esperam-nos boas coisas!

Um novo ano

Nada de novo a anunciar. O novo ano apareceu com o anúncio de milhares em festa, a comer e a beber.
Admito que possa ser uma falha minha, mas sempre vi como uma perda de tempo o festejo e anunciação de um novo ano.
Afinal, é apenas uma questão de calendário, pelo menos para mim.