terça-feira, fevereiro 27, 2007

Será desta?

O Festival de Hip Hop já esteve para acontecer duas ou três vezes. Esteve...
Agora o produtor vem dizer que em Março é que é, «nem que seja na rua. Nem que seja à frente da Embaixada de Angola em Lisboa» disse Riquinho.
Riquinho diz que a culpa é dos managers de 50 Cent (dum lado um tipo chamado Riquinho, e do outro um tipo com nome artístico de 50 centavos, até vecês acham piada a isto, não?), e tanto em Portugal como em Angola os fãs ficam duvidosos.
Aquilo que mais confusão me fez foi o cartaz. Artesanal, com imagens de muito má qualidade e com alguns artistas de renome, e ainda davam um cd que ninguém parece ter comprado (se não vai a bem, vai a mal, que a gente já não tem espaço para o guardar!).
Eu se fosse a vocês não comprava bilhete, mas como vocês não são eu...
James Cameron descobriu a pólvora, o que é o mesmo que dizer que o realizador americano diz que descobriu o túmulo de Jesus, e que este na verdade foi casado com Maria Madalena e teve descendência.
Há aqui vários pontos a considerar.
Um é a questão da fé, a Bíblia aponta para diversos ataques, uns mais inteligentes do que outros para minar a nossa fé.
Um segundo ponto a analisar seria a terrível estupidez e sado-masoquismo das primeiras comunidades, espalharam-se por todo o mundo conhecido pregando a ressurreição de alguém vivo! E isto em perigo de morte, e muitos tendo sido mesmo mortos por apedrejamento, queimados, degolados, crucificados, e mandados aos leões.
Por outro lado, temos a descrição e análise de quem, não sendo cristão, viveu com alguns anos de distância e escreveu sobre o assunto, Josefo, por exemplo, testemunha incólume porque era judeu. Notem que os para os judeus Cristo só podia ser um herege, e mesmo assim Josefo escreve algumas coisas que nos levam a duvidar da suposta conclusão cameroniana.
Depois há a forma como nos vemos e vemos a ciência, achamos que hoje somos mais inteligentes do que todos os que já vieram antes de nós. Achamos que com tudo o que temos somos capazes de descobrir a Verdade, mesmo quando a maior parte não acredita que a Verdade existe. Oh Sweet age of paradoxes.
Enfim...como eu dizia é tudo uma questão de fé.
Uns têm, os outros não, mas podem sempre pedir...
Estes tipos são uma das minhas bandas favoritas. Vejam se ouvem (bonita construção)!


'>T

Oração do Pai Nosso (i)

Mateus 6: (5)9-15

Já vimos que Jesus advertira os seus ouvintes, nos quais estamos incluídos, para ao orar não terem como principal objectivo serem vistos pelos homens; que a repetição de palavras, a quantidade destas, não trazem nenhum benefício visível à oração; que orar em secreto é uma relação um a um, é uma conversa entre eu e o Pai, é renovar a minha relação com Deus.

Tentando exemplificar a teoria Jesus diz (v.9) “Orareis assim”

A oração serve de teste final à condição espiritual do Homem.
É mais fácil pregar em público, dar esmolas ou orar em público, enfim fazer alguma coisa para os outros verem que faço do que falar a sós com Deus.
É na presença de Deus que descobrimos o estado da nossa vida espiritual, orar verdadeiramente a Deus é o teste que necessitamos para descobrir o que precisamos de mudar espiritualmente.
Orar sozinho é o mais profundo teste a que pode ser submetida a nossa condição espiritual no que diz respeito à sua autenticidade.

Marcos 1.35 – vemos que Jesus orava.
35
E, levantando-se de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava.

Imaginemos as perguntas dos discípulos:
- o que é que Jesus tem tanto para dizer a Deus?
-o que é que ele diz? Como é que ele ora?
-como é que ele demora tanto tempo? Ao fim de5 minutos já não tenho assunto.
-Não me consigo concentrar.
O que é que devo incluir numa oração?
se Jesus demorava tanto tempo em oração, quanto mais nós?

Lucas11.1 – ensina-nos a orar
1
E ACONTECEU que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos.


Penso que um dos objectivos da oração do Pai Nosso é esse, o de ensinar a orar, é dar- -nos um modelo de oração.
Um modelo que aborda tanto o como como o acerca de.

v.9Vamos ver nos próximos estudos como uma oração tão pequena aborda tudo! Um sumário perfeito, daí que seja importante estudarmos os princípios desta oração. Qual a sua estrutura.


Como: Quantas vezes eu oro e em vez de virar atenção para Deus, a oração está focada em mim?
Job 40-4 diz-nos que Job colocou a mão na boca, coloquemos de vez em quando a nossa mão na boca, para não dizermos tudo o que nos vem à cabeça sem termos em conta primeiro a relação entre Deus e mim, sobre quem é Deus.
Pai Nosso: relacionamento entre Deus e os seus Filhos.
Orar é falar com Deus, tendo bem presente a sua presença.
Importante sabermos quem e como estamos invocando Deus. Orar é também um acto de louvor e adoração.
Daniel 9, João 17, Filipenses 4.6 (com acções de graças).

João17.12 Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse –
João 8:44Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira
Relacionamento especial com o Pai, daí o Pai Nosso (João 17.9) Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.

O Pai Nosso é significado da nossa condição espiritual e do amor e graça divinos.
Por natureza somos filhos da ira (Ef.2.3), do diabo (João 8.44) e do mundo (Lc16.8), só em Cristo, como nosso –Salvador e Senhor somos redimidos dos nossos pecados (Rom.8.15)

Mundo não gosta, nem aceita estes termos: pecador e salvação, daí que Paulo diga que pregar Cristo Crucificado é loucura.
Temos chegado perto de Deus agradecidos e em adoração e agradecimento pela sua adopção, salvação?
É Deus meu pai? Conheço-o como Pai, tenho agido como um filho ou como um estranho?
Ao ensinar estas palavras Jesus já apontava para a nossa condição de filhos adoptados, e para a sua condição como nosso sacrifício e salvador, já que a Bíblia não chama a todos de Filhos de Deus.

Pai nosso que estás nos céus, e a diferença entre Deus e os pais terrenos é elevada. Este Pai é um Pai diferente. E se para muitos a noção de pai não traz grandes recordações aqui a diferença é exaltada, este Pai traz à memória a palavra/sentimento amor. Um Deus que nos buscou, nós que não o buscámos, um Deus que deu o seu único filho para morrer por nós.
Pai Nosso que estás nos céus.
Ao orar pensamos neste dom de Deus, neste presente, nesta oportunidade que é falar com este Deus? O Deus criador, sustentador, omnisciente, omnipresente, majestoso, grandioso, justo, eterno, gracioso ele ouve as minhas orações, ele quer ter um relacionamento comigo, homem pecador, filho da ira, do diabo, do mundo, ele quer-me adoptar.
Quando oramos lembramo-nos de Hebreus 4.13 (todas as coisas estão nuas e patentes aos seus olhos?), nada posso esconder de Deus, e por isso é que se eu for sincero comigo mesmo a oração é um teste e uma resposta de Deus à minha condição espiritual.
Falamos muito de estar na presença de Deus! Reconhecemos o que é estar na presença de Deus que tudo vê? Que é Santo?
Atitude lógica é irmos a ele em humilhação, arrependimento e honestidade.
Hebreus 12.28-9 diz-nos que Deus é fogo consumidor!
Cuidado com a forma como me tenho achegado a Deus, cheguemo-nos a Deus com humildade, reverência e em arrependimento.

Como continua a oração? Interessante ver que a oração ensinada por Jesus inicia-se depois da invocação pela adoração e só depois para as minhas necessidades.
6 ou 7 petições, 3 respeito a Deus e à sua glória, e só depois respeito às minhas necessidades.
Faz-me confusão! Porque é que eu não hei-de ser directo? Começar pelo que me aflige?
Antes de batermos à porta, devemos guardar tempo e espaço para glorificar a Deus.
Temos adorado a Deus nas nossas orações? Temo-lo invocado por ser uma fórmula inicial, quanto tempo temos dedicado a Deus na nossa oração?
Mas, por vezes perdemos esta noção de Deus enquanto Deus! Deus dá-me e eu só peço. É para isso que ele serve! Obviamente que Deus, e penso que ficou claro no último estudo, Deus nos quer abençoar, ele quer-nos dar coisas (efésios 3.20 –pode fazer mais do que eu peço ou penso). Mas a oração do Pai Nosso mostra a importância da adoração.

Santificado seja o teu nome
a) já reconhecemos estar na presença de Deus
b) b) que ele é o nosso Pai
Agora chegamos ao nosso desejo de que o seu nome seja Santificado!
Santificado – reverenciado, considerado justo.
Que nome de Deus?
Ouvimos no estudo de Abraão alguns nomes, pelo menos um, de Deus.
Para os Hebreus Deus tinha-se apresentado com vários nomes, e perdemos isso na nossa tradução.
Os nomes de Deus apresentavam a sua natureza, o seu poder, os seus atributos.
Deus apresentou-se a Moisés como Jeová, eu sou o que sou, Deus auto-existente
El ou El Elhoim – poder, nome que mostrava o seu poder, a sua força
Jeová- Jireh – o senhor proverá
Jeová Nissi – O Senhor é o nosso pendão
Jeová Rapha – o Senhor cura
Jeová Shalom – o Senhor é a nossa paz
Jeová ra-ah- o Senhor é o nosso pastor
Jeová Shamah – o Senhor está presente

Através dos seus nomes conhecemos quem Deus é, e ao orarmos para que o nome ou nomes de Deus sejam santificados queremos que Deus seja conhecido desta maneira.
Quantos de nós conhecemos ou pensamos Deus desta maneira? Quantas vezes a nossa noção de Deus é completamente diferente da apresentação feita pela Bíblia?
Muitas vezes temos tido dificuldades ao ler, apresentar a Bíblia a outros, o que vão eles pensar? Que são histórias da carochinha. Quantas vezes estas pessoas ouviram/leram a Bíblia? Não sabem quem é, ou como é o Deus da Bíblia.
Ao orarmos Santificado seja o teu nome estamos a tomar uma decisão, eu vou falar aos outros deste Deus, na minha vida, na minha boca Deus será santificado, exaltado, apresentado.

Na oração sacerdotal o desejo de Jesus era este, que o Pai fosse glorificado, que o seu povo conhecesse Deus.
Quantas vezes temos invocado o nome de Deus em vão?
Quantas vezes tenho contado aos outros ou em voz alta as bênçãos? Tenho percebido e contado a bondade, o amor, a providência de Deus?

Oração do Pai Nosso convida-nos a conhecer Deus deste modo, relacional, que eu o conheça e que os outros através de mim o possam também conhecer.
Salmo 34-3 - Engrandecei ao SENHOR comigo; e juntos exaltemos o seu nome. Deus não se vai tornar maior pelas minhas acções, mas a sua grandeza e graça vai ser mais conhecida entre os homens.
Magnifiquemos ao Senhor – que as nossas palavras, acções, vidas espelhem a grandeza, o perdão, o amor de Deus. Sede meus imitadores, sede santos porque eu sou santo.

Santificado seja o teu nome –desejo que os outros se prostrem diante de Deus, em adoração à sua pessoa, em reverência, louvor e honra e acções de graças. Este Deus que é Pai Nosso.

Temos pensado assim? Orado assim? Que Deus é digno de todo o louvor e adoração? Que Ele é grande entre as nações? Que ele é soberano? Que ele cura? Que ele sustenta? Que ele é o nosso pastor?

E apesar dessa glória que tens, tu te importas comigo também – Deus enviou o seu filho para morrer pelo seu povo.
Salmo 111.10 – O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que cumprem os seus mandamentos; o seu louvor permanece para sempre. Temor reverente a Deus, iniciemos as nossas orações em adoração, reconhecendo a minha posição, reconhecendo a graça divina que adoptou filho da ira.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Beira-Mar 0 - FCPorto 5

Nunca vi o Porto jogar tão mal, e marcar tantos golos.
Mas o que interessa são as vitórias. E foi mais uma!!!Yeah!
Não houve grandes surpresas nos Óscares, embora tenha ficado triste pelo Labirinto do Fauno não ter ganho o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Quanto a Scorcese, ainda não vi o The Departed (sou fã do original, o filme de Hong Kong - Infernal Affairs) mas parece-me que o prémio foi merecido, embora tenha sido mais um prémio de carreira do que outra coisa.

sábado, fevereiro 24, 2007

Um primo meu, de 26 anos, chorou no cinema, a ver o Rocky Balboa.
Confesso que agora fiquei dividido, será o filme realmente interessante ou precisará o meu primo de ir a uma consulta?

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

A um dos meus Afilhados

Querido e generoso afilhado,
sabes bem que eu preciso de novas entradas usb ou de uma formatação(zita), um disco rígido de 1956 dispenso.
Eu avisei-te que poderias perder informação se não a utilizasses logo na altura, mais para mais o técnico de computadores és tu, e se eu consegui, tu não consegues?
Vê lá a bílis, vai ao médico para ele te dar uns xaxaxs, querido afilhado!
Do teu querido padrinho

O Labirinto do Fauno


O Labirinto do Fauno

Guillermo del Touro assina aqui um fortíssimo filme sobre violência, sacrifício e uma parábola sobre a Espanha Franquista.

A história conta-se em poucas palavras, Carmen uma viúva com uma filha (Ofélia) muda-se para o campo, para junto do seu novo marido o amoral Vidal, capitão Franquista que luta contra os resistentes.


Ofélia conta histórias ao seu irmão por nascer e é leitora ávida de livros de fantasia. O narrador diz-nos que ela é uma princesa de um mundo mágico, que se perdeu ao visitar o nosso mundo. Na sua nova casa conhece um fauno, que em troca de três provas promete-lhe devolvê-la ao seu verdadeiro mundo.


Penso que o filme tem sido vendido como algo que em verdade não é, mais do que um filme fantástico, é antes demais um filmo brutal e realista, ainda que com um indissociável toque de magia. Ora, publicitar o filme como um filme fantástico pode afastar muitos dos que gostarão do filme se o virem, é que é possível aos adultos cépticos e realistas gostar (e muito) deste filme.

O filme é belíssimo, visualmente é estonteante, mas a história é humana e dramática, fiquei indeciso sobre qual narrativa (o filme tem duas) é mais forte, mas a partir do momento que o espectador decida qual o sentido do filme torna-se claro qual ganha maior importância.
A violência do regime franquista é descrita brutalmente, e a rigidez (a)moral é descrita cruelmente. A par disso somos levados a um mundo mágico mas nem por isso menos perigososo. Ficamos indecisos sobre a posição moral do fauno e esse é um dos aspectos positivos do filme, o facto de não sabermos em que terrenos estamos a pisar.
De resto, o filme é uma parábola sobre os regimes autoritários, sobre o sonho, sobre o perigo, sobre sacrifício, sobre amor, sobre resistência.
Um dos filmes do ano de um excelente realizador, que parece apontar para maiores e mais complexas produções.


quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Civil War 7

Civil War foi o mega-evento da Marvel em 2006, e terminou esta semana.
Ainda que tenha sido extremamente badalado, elevado aos mais altos píncaros penso que a mega saga (de que ninguém fala) escrita por Keith Giffen, Anihilation é bastante superior no que diz respeito à qualidade e ao resultado final.
Civil War tratou essencialmente da necessidade dos super-heróis se registrarem para evitar desastres e perdas de vidas humanas como o episódio que abriu a saga. Assim, de um lado tínhamos os pró-registo e do outro os que estavam contra e por isso foram, são e serão perseguidos como foras da lei. De um lado, o Homem de Ferro, do outro o Capitão América.
Ainda que a série tenha sido interessante, os dois lados não foram descritos da mesma maneira, e o lado pró acabou por ser descrito como os maus da fita, até porque o Homem de Ferro tomou algumas atitudes (o tipo até contratou um vilão num dos números de Spider-Man) menos "boas".
Mas nem é isto que me causa mais problemas, o que me irrita é a forma como a saga foi terminada, de uma forma, para mim, muito brusca e com o Capitão América a tomar uma atitude que ou peca por tardia ou é somente uma forma estúpida de terminar algo. Para mim foi as duas coisas, o tipo já tem mais de 70 anos e está lento, demorou imenso tempo a pensar na sua própria posição e o final é claramente anti-clímax (mesmo com todas as cenas de luta) e muito pouco satisfatório.
Resumindo, DC rocks!
O FCP fez ontem uma das melhores primeiras partes de que me lembro, pena que tenha quebrado na segunda parte.
Aqui fica o que os jornais ingleses acharam do jogo!
Daqui a duas semanas vai ser muito mais difícil, mas já não via um Porto assim tão forte na Europa desde a equipa de Mourinho.
Serei só eu a estranhar o facto de o Jorge Costa ser o treinador do João Vieira Pinto?

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Como orar

Mateus 5:5 – 8 (15) + Lucas 18: 9-14

Tema: Orações feitas a Deus. Nossa Comunhão com ele.

Introdução:
Comecemos pelo ensino de Jesus sobre a oração. Oração individual, não a das reuniões de oração, em comunhão com a Igreja, embora até nessas seja eu a falar com Deus, e nesse sentido é individual, embora mesmo a individual possa ser em conjunto, quando oramos pelos mesmos assuntos, mas isso fica para outro estudo. Espero não ter confundido!

Há uma comparação aqui feita entre os fariseus e os justos. E muitas vezes ficamos contentes em ver que os justos/crentes oram de um modo e os fariseus de outro. Ora, aqui o que me parece que existe é uma advertência, já que Jesus está a falar sobre o modo de vida (em todo o Sermão) do crente, está a falar para nós e não para os fariseus, assim não nos está tanto a mostrar o que os fariseus fazem, mas a advertirmo-nos para não cairmos no seu erro.

Reparem, Jesus está a mostrar-nos o terrível efeito do pecado. Jesus está a dizer-nos que o pecado pode seguir-nos até à presença de Deus, até mesmo à oração, o que pode impedir-nos de orar, pode impedir-nos de ter comunhão com o Deus Altíssimo.

O auto-orgulho e o egoísmo podem tomar o primeiro lugar da e na oração.
O pecado é uma disposição do coração e aqui os fariseus mostram-nos como podemos orar focados na sua pessoa, ou como nós podemos orar focados em nós, mais uma adoração a nós mesmos, do que a Deus – que bom sou eu como orava o fariseu na parábola.
Podemos correr o risco, e corremos, de em vez de estarmos na presença de Deus estarmos na nossa própria presença. De nos tornarmos o nosso próprio Deus por trás de uma linguagem piedosa.

A Bíblia diz-nos como o pecado impede a comunhão entre nós e Deus, e a oração é, antes de mais, comunhão com Deus. Habituámo-nos a catalogar os efeitos do pecado (adultério, alcoolismo, etc) mas esquecemo-nos de que o pecado é uma disposição de coração, quando nos esquecemos de Buscar primeiro o Reino de Deus, quando nos esquecemos ou perdemos de vista a comunhão com Deus estamos a pecar. O pecado segue-nos ao quarto, ao lugar secreto, ao nosso coração e ataca-nos de todo o lado.
Somos tentados antes, durante e depois da oração. Quando nos esquecemos do que estamos a orar, quando deixamos a oração para a cama e adormecemos nas primeiras frases, quando repetimos o que estamos a dizer porque não temos o nosso coração na humilhação de Cristo e não nos humilhamos perante Deus estamos a pecar.
Busquemos comunhão com Deus.

Lembremo-nos de como precisamos momento a momento, e durante a oração também, da graça, do amor, do perdão e da salvação divina. E Jesus está-nos a advertir não sejais como os fariseus, cheguem-se a Deus que Ele vos quer ouvir, cheguem-se a Deus como seus filhos, cheguem-se a Deus reconhecendo o vosso pecado, em arrependimento.

Em primeiro lugar a oração é estarmos a sós com Deus.
Tinha passagens para indicar esta realidade, mas basta dar alguns exemplos, Abraão esteve a sós com Deus quando pediu por Sodoma e Gomorra, Moisés esteve várias vezes a sós com Deus, Daniel estava a sós com Deus e Jesus levantava-se cedo e ia orar a sós com Deus, esteve 40 dias no deserto em oração! Temos nós estado a sós com Deus?

Porquê? Muitas vezes porque não nos apercebemos ou não buscamos a presença de Deus. Reconheçamos que Deus está perto de nós. Muitos hoje buscam sinais e maravilhas de Deus, a oração é um sinal de que Deus está presente nas nossas vidas e quer ter acção nas nossas vidas, temos orado ou enviado mails/telegramas a Deus?
E isto pode ser visto na parábola do fariseu e publicano, bem como nos versículos aqui em Mateus, quem é o foco da minha oração? Eu ou Deus?

Oração não tem a ver com destaque, neste caso com o meu destaque, tem a ver com comunhão, entre mim e Deus; com perdão, com conhecer a natureza de Deus e a nossa. Tem a ver com sabermos o tamanho e a posição de Deus e a nossa própria posição.
Com reconhecer e buscar a presença de Deus e um relacionamento com Ele.
Ainda que nós não o busquemos Deus mostra-nos que nos conhece (v. 8).

A palavra mais importante, para mim, nestes versículos é Orarás a teu Pai!
Não é um Deus impessoal, uma estátua que tem ouvidos e não ouve, olhos e não vê, boca e não fala. É um Deus que age, actua e nos fala. É um Deus que nos escolheu, buscou e fez-nos seus filhos. Adoptou-nos! Que nos salvou.
Como não ter comunhão com um Deus assim? Humilhemo-nos e busquemos a nosso Pai em oração.

v.7 – o poder da minha oração não tem poder pelo tamanho que dura ou pelas palavras que uso. Devo-me chegar a Deus pelo sangue de Jesus, pelo Seu nome, pela sua justiça, e não para ser visto ou tido pelos outros como um homem de oração.
A ideia aqui, era que os fariseus não podiam chegar até ao Templo para orar, eles iam parando a caminho e iam orando de modo que todos vissem que eles estavam a orar. E chegando ao Templo faziam o que o fariseu da parábola, para quê? Para que todos exclamassem Uau, como ele ora! Como se oração só tivesse poder quando exibida publicamente e duma forma alardeadora, barulhenta. E Jesus contrabalança a isto o orar em segredo!
Por vezes, quando oramos queremos exercer influência sobre os outros, mostrar que sabemos orar, não é para isso que a oração serve, existe.
Daí que a oração deve centrar a sua atenção em Deus, é uma oportunidade que Deus me tem dado para que eu possa falar com ele, é comunhão.

Quantos não têm orado ininterruptamente, como uma mantra, a oração do Pai Nosso? Os terços? Os islâmicos que oram todos virados para o mesmo lado, às mesmas horas, como se isso fosse o poder da oração. Não é a repetição ou a forma, é a certeza de que estamos na presença de Deus e que ele nos ouve.

v.5 os fariseu queriam a recompensa humana, Deus promete a resposta divina!
Devemos entender que estamos na presença de Deus, e para isso, e para que aprendamos a orar precisamos de gastar tempo a conhecer Deus, quem ele é, qual a sua vontade, e a pedir-lhe em oração o que o nosso coração deseja. Se a resposta não vier, ou melhor se a resposta não for a desejada então estamos a aprender a sua vontade, quão dolorosa ela seja, mas estamos a aprender a reconhecer a Sua vontade e devemos alterar nossa oração em virtude disso, devemos aprender das respostas de Deus e aprender a reconhecer a Sua resposta.

Entrar no Secreto – existem coisas que devemos deixar de fora! Entrar no esconderijo, onde só estão Deus e eu, esquecer o mundo e os seus problemas como realidade física e entregar os meus problemas, a minha vida, a minha realidade a Deus.
O meu coração precisa de se abrir e focar Deus (Sl. 86.11-12 - Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome. Dar-te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o teu nome)
Deus é Pai, justo, santo, majestoso, enviou seu filho ao mundo para me salvar e ao mesmo tempo que através dele eu possa falar com Deus.

Os versículos que lemos mostram-nos que devemos orar com fé, com a certeza absoluta de que Deus nos ouve, e se nos temos arrependido dos nossos pecados, que razão haverá para que ele não nos ouça?

Mateus 15:28 Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã
Mateus 9:29 Então, lhes tocou os olhos, dizendo: Faça-se-vos conforme a vossa fé.
I João 5:14 e 15 E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito.

De outro modo, devemos orar com a certeza de uma resposta.
Marcos 11:24 Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.
João 14:13 E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.
João 14:14 Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
João 15:7 Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.
João 15:16 Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.

Deixar só alguns exemplos de algo que fica claro nestes versículos.
O nosso Deus responde! Ouve e responde!
Salmos 3:4 Com a minha voz clamo ao SENHOR, e ele do seu santo monte me responde.
Salmos 4:3 Sabei, porém, que o SENHOR distingue para si o piedoso; o SENHOR me ouve quando eu clamo por ele
Salmos 6:9 o SENHOR ouviu a minha súplica; o SENHOR acolhe a minha oração
Salmos 40:1 Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.
Salmos 40:2 Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos.
Salmos 34:7 O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.
Salmos 34:17 Clamam os justos, e o SENHOR os escuta e os livra de todas as suas tribulações.
Salmos 34:18 Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.

Resumindo, tenho buscado e tomado consciência da presença de Deus? Tenho buscado comunhão com o Deus Altíssimo? Tenho tirado tempo para o fazer? Não só para falar com Deus, mas também para me esquecer de tudo o resto, para me chegar a ele e demorar algum tempo com as coisas de Deus e com Ele, deixando de resto tudo o mais? Tenho perseverado na oração? Por duvidar, ou não exercitar a presença de Deus posso chegar a um ponto em que já me esqueci de que Deus existe, ou que ele me ouve! Tenho tirado tempo para estar com Deus, para estar em comunhão com Ele, para o conhecer e conhecer-me a mim, onde tenho pecado, que fé tenho depositado Nele, tempo para Deus trabalhar em mim.
Tenho-o feito com fé? Com certeza? Com alegria de que Deus é meu Pai, que ele me conhece, até os cabelos que tenho, que me ouve e responde? Tenho tido a certeza disso?

Oremos!
Das vezes em que preguei deduzo que pelo menos metade tenha sido nos profetas menores.
De Malaquias (os últimos são os primeiros...) até Jonas, passando por Habacuque (meu preferido) e Sofonias, já tivemos algumas lições de destreza bíblica.
As irmãs da igreja já aprenderam ou ensinaram onde ficam estes pequenos grandes livros.