quarta-feira, março 07, 2007

Peixe-Lua

Comprei há uns meses largos a caixa de dvds de José Álvaro Morais.
Traz as três longas metragens (O Bobo, Peixe-Lua e Quaresma), Ma Femme Chamo Bicho, documentário sobre Vieira da Silva, a curta metragem, documentário ficcionado, Zéfiro e alguns extras, filmografia, cartazes, fotos e conversas com os actores, por exemplo.
Adorei o Zéfiro, curta metragem sobre a nossa condição e localização, continuo a achar O Bobo um dos filmes portugueses mais interessantes que já vi, e não consigo deixar de gostar dePeixe-Lua, aquele em que a namorada quase adormeceu ao meu lado no cinema, filme tão diferente de mim em valores e sentido. Falta-me ver o Quaresma, no que diz respeito às longas metragens.


Aquilo que me cativa na cinematografia de Álvaro Morais é a justaposição de níveis de interpretação, a utilização de flash-backs e a interposição de outros discursos na linha fundamental do argumento. O Bobo é um excelente exemplo, e filme também, do que se diz. Pegando em O Bobo, a peça de teatro, o filme lê e interpreta a mesma, ou obriga-nos a interpretá-la, à vista do Portugal da altura. Deixamos de saber o que é peça e o que é filme, porque os dois se juntam, se completam, se fundem, interpretando-se mutuamente.


A música de Peixe-lua é um gozo, belíssima e o filme é "brutal", pouco simplista e objectivo (demasiada e obscuramente complicado na ausência de relação entre tudo o que vemos), porque os sentimentos também o não são, e as escolhas das personagens são delas e não nossos, e esse é o tema do filme. Somos intérpretes dessas escolhas, espectadores, ao contrário dos filmes americanos em que já sabemos quais e que tipo de escolhas serão feitas.


Claro que o ponto de partida de Peixe-Lua, um triângulo amoroso, lugar aparentemente comum, não o é. Se de um lado temos a João e o Gabriel, do outro temos José Maria (e também o outro irmão), sendo que Gabriel se torna o objecto de amor de todos os irmãos.

É este relacionamento e a tentativa (individual de cada personagem, activa e passivamente) de descobrir maneiras de o levar avante, as escolhas que cada um tem de fazer que alimentam o filme, embora todas as personagens saibam ( e é isso que os mata, que os define, que lhes dói) que vão ficar (ou continuar) sós. A solidão alimenta o filme, é a base de todo o filme, ainda que as personagens andem continuamente juntas.

O filme é alimentado por um tempo mítico, por uma leitura de El Público de Garcia Lorca (excerto no final do post), que o alimenta e tenta explicar os relacionamentos entre as personagens principais.

Há decisões a serem tomadas, o passado alimenta toda a narrativa, matando todo o presente, e é disso que as personagens não vão conseguir libertar-se.

Peixe-Lua é fragmentário porque as suas personagens são elas mesmas fragmentadas, cada uma delas vai tentar procurar o seu futuro, colar-se, para descobrir que isso não é possível. Vão ficar sós, porque se alimentam de um passado demasiado pesado, incompreensível e vivido.

O final, em que José Maria convida Gabriel para jantar, e este responde com um até amanhã é sinal de que as personagens vão continuar sós, ainda andam à procura de algo que os complete, mas estão já (definitivamente?) quebrados.
- se eu fosse uma formiguinha... o que serias?
- seria terra
- e se eu fosse terra?
- seria água do ribeiro
- e se eu fosse a água de um ribeiro?
- seria um peixe-lua
- e se eu fosse um peixe-lua?!?
- .... seria uma faca bem afiada rasgando-te durante 4 longas primaveras!!!

Tabaco ou droga?

Concordam com este post? Eu parece-me que terá alguma lógica.

Steve Rogers no more?


Depois de CIvil War a Marvel anunciou um projecto chamado The Fallen Son, e durante algumas semanas muitos perguntavam-se quem seria a vítima.

Não é uma surpresa, porque já havia quem tivesse apontado esta hipótese, mas...será um tiro no pé? Voltaremos a ter Steve Rogers de volta em alguns meses, anos?

Será Frank Castle, o Punisher (Justiceiro), o próximo Capitão América?

terça-feira, março 06, 2007

Não jogámos grande coisa, sempre com muito medo

Quando pensava que não tínhamos hipótese o Porto marcou o golo por Quaresma.
Continuo a pensar que teríamos mais hipóteses de disputar o jogo jogando um pouco mais na frente, mas por enquanto a equipa está a defender bem e a jogar como o Benfica de Trapatoni, não muito bem, mas como pode.
A artilharia pesada vem aí, e eu que achava que não tínhamos hipótese já sonho um pouco, mas...prognósticos só no final do jogo!

E perdemos...nunca fomos a equipa da primeira mão. Fucile não me convence, foi fraquito em qualquer um dos jogos, Helton hoje esteve muito mal.
Aliás, hoje senti o que os adeptos do Sporting já se habituaram: um enorme amargo de boca.
Por muito feio que seja, a noite televisiva acabou por valer pelas cenas de pancadaria no jog do Valência-Inter.
A camisola do Aston Villa em Branco chegou pelo correio, via e-bay. Novinha em folha, tamanho perfeito - o que chateia é mesmo a barriga ou o tamanho desta - e tudo por 22€.
Esta semana, se tudo correr bem, chegará a oficial, deste ano, em mangas compridas.
Yeah!

Oração Pai Nosso (esboço)

Em Venha o teu Reino, existe uma ordem lógica nas petições.
Primeiro, o desejo que o nome de Deus seja santificado, glorificado entre os homens, mas depois pensamos não é isto que acontece! Porquê? Qual a razão pela qual os homens não se prostram perante Deus?
Pecado. Porque o deus deste século é Satanás, porque os homens abandonaram Deus (Rom.I).
O que Jesus nos ensina é que oremos para que o reino venha, se manifeste. O que é o Reino? Reinado de Deus, da Sua Lei e Governo.
3 perspectivas:
O Reino já veio – quando Jesus esteve na terra (Lucas11:20), o Reino consistiu no Poder de Deus, majestade e soberania exercidos por Cristo.
O reino de Deus está aqui, no coração e vida de todos os que se submetem a Cristo.
Reino de Deus virá com a segunda vinda e os novos céus e nova terra.
Assim quando oramos venha o teu reino desejamos que o reino de Deus chegue ao coração dos homens, desejo que Deus reine na vida de muitos, nos nossos corações (reina em mm), é o desejo que o Reino de Deus seja visível e real nas nossas vidas e na de outros.
Venha o teu reino é, então também, uma oração missionária, oração para a conversão de almas que ainda não conhecem Deus e o seu evangelho. Daí a ligação lógica da petição anterior. Quantos mais o conhecerem, mais o santificarão o nome.
O desejo da Igreja é que Cristo venha, Apocalipse 22.17.20.

Parece que a mensagem/conclusão é que antes de me preocupar comigo me preocupe com Deus, com a Sua glória, ter um desejo ardente pela vinda de Cristo, que o nome de Deus seja honrado e glorificado.

Com tudo isto dito, parece natural que a terceira petição seja que a vontade de Deus seja feita, a vinda de Cristo, do Reino de Deus é o cumprimento da vontade divina entre os homens.
Existe uma diferença entre céu e terra, no céu a vontade de Deus é sempre cumprida, isso não acontece na terra. Deveríamos tentar cumpri-la.
Como é que Jesus nos ensina a orar?
A oração do Pai Nosso leva-nos a concluir que o nosso desejo íntimo seja o de anelar pela honra e glória de Deus.
João 17.25 – Cristo reconheceu tragédia deste mundo, que em pecado não (re)conheceram Deus.
Se eles ao menos Te conhecessem. Deve ser este o nosso desejo, conhecer e dar a conhecer o nosso Deus.
3 primeiras petições levam-nos ao agradecimento e adoração, devo conhecê-lo de tal modo que o meu desejo seja que os outros também o conheçam.
“Ide e pregai o evangelho” por quem ele é, pela sua salvação, pelo seu amor, pela adoração que eu lhe devo dar.

Depois da adoração temos a petição. Petição concernente aos meus desejos e necessidades.
Lloyd-Jones diz que nestas 3 petições todas as nossas necessidades estão incluídas – necessidades físicas, mentais e espirituais.
Temos os desejos do nosso corpo, da nossa alma/relacionamentos, e os espirituais.

Depois de nos ensinar que Deus deve ser santificado e glorificado, que devemos proclamá-Lo Jesus avança para o nosso corpo, para as minhas necessidades espirituais.
3 petições podem ser descritas como
1- a minha vida física é a base da minha existência, estou orar sobre uma face da minha existência, que é a base de toda a minha existência. Sem vida nada posso fazer
2- Mas se viver alheado de tudo o resto, espaço espiritual, essa vida não será nada de jeito. João 17.3/João 10.10 – importância da vida espiritual e da comunhão com Deus, só sou verdadeiramente feliz quando sou salvo e adoptado por Deus I João 1.4
3- A partir deste momento reconheço que há coisas que impossibilitam essa comunhão, o meu pecado e devo manter esse relacionamento através do perdão de Deus em Cristo Jesus.

Pão Nosso de cada dia – Aquilo que me é necessário ou suficiente para cada dia. O Pão era/é considerado como o alimento mais básico para a sustentação de vida. (Pão e Água). Parece-me que o que se fala aqui não é só de comida, mas de todas as minhas necessidades físicas e materiais para que eu possa levar a acabo a minha vida. O que é necessário ou suficiente para cada dia.
Como Deus é bom, Jesus ensina-nos que este Deus, Pai Nosso, se preocupa connosco diariamente, com as minhas necessidades diárias. Deus sustenta-me diariamente. Deus conhece o número dos meus cabelos, mas com todo o seu poder como não conheceria, mas esta é mais uma prova de que ele se preocupa comigo.
Isaías 57.15 – o Deus alto e sublime preocupa-se comigo.
Deus está interessado na Sua glória, no seu reino, na sua divina vontade, mas eu, um gafanhoto (Isaías 40) aos seus olhos, sou importante o suficiente para ele me dar o pão nosso de cada dia.
O Pão nosso de cada dia parece indicar as minhas necessidades e não os meus desejos. Deus abençoa bem mais do que aquilo que peço ou espero.
David Salmo 37.25 – Muitas vezes não oramos por aquilo que precisamos, mas por aquilo que caprichosamente desejamos, esquecendo a primeira parte da oração. Nem sempre aquilo que eu desejo está de acordo com a Vontade de Deus.
Muitas vezes Deus não vai responder Às minhas orações, estejamos atentos e em vez de culpar Deus vejamos porque ele não nos tem dado o que pedimos, mas continuemos a pedir ainda assim, alterando as nossas orações e vendo o amor de Deus que quer que nós lhe peçamos.
A oração é contacto directo com Deus, orar é reconhecer que Deus é Deus, que el sabe do que eu preciso antes mesmo de lhe pedir. Alguém descreveu oração como fazer alguma coisa em conjunto. Orar é reconhecer o meu lugar e o lugar de Deus, que tudo o que Deus me dá é já demais, reconhecer que Deus me ama e se preocupa comigo.
Se Deus quiser reter o que pedimos, nada podemos fazer, Ele é soberano, a minha vida, casa, alimentos, família, saúde são dádivas de deus e dependemos da sua graça e misericórdia.
O Pão nosso de cada dia nos dá hoje.
Nota:todos estes estudos são esboços...não resultado final!

segunda-feira, março 05, 2007

Vi o último episódio de Studio 60. A série fica em banho maria, já que foi congelada pela NBC. É pena que nunca tenha tido a fatia de audiências desejada. É uma das minhas séries favoritas, por um dos meus criadores/argumentistas favoritos. Studio 60 sofreu com as séries com que competia, com o TIVO (espécie de videogravador digital) e com um decréscimo de audiência gradual. Não obstante ser uma das séries mais engraçadas, bem escritas e interpretadas da televisão americana no momento.

Vi o primeiro episódio de The Closer, agora posta à venda no nosso mercado, produzida pela mesma senhora que produz Nip Tuck. Voltamos ao ambiente de Prime Suspect, temos uma senhora que vai dirigir equipa de investigação, o que traz vários problemas, principalmente de ego e guerras de sexo. O piloto está bem escrito, mas por enquanto não me faz querer ver mais nenhum... Todas as criticas são unânimes, a série é excelente, mas eu devia estra ainda em ressaca, de Studio 60, porque a série não me aqueceu muito.

Comecei a ver a 3ª série de Anatomia de Grey. Não consigo descrever quão grande foi a surpresa com esta série. Já escrevi aqui que não gostei do primeiro episódio, e ia vendo cinco minutos aqui, dez acolá. Comprei a primeira série em DVD, depois a segunda e im hooked. Com o sentido de humor, com a descrição das personagens, com os casos clínicos, enfim...há vida depois de ER e de House. E a terceira série promete.
Já agora, para os fãs, sabemque está nos planos um spin-off da série? Ao que consta poderá criar-se uma série emq ue a personagem principal será a Dra. Montgomey Sheperd. Se irá para a frente, ou se será uma boa ideia o futuro responderá.
O fim e o início por vezes são parecidos, trabalhosos e tiram-me a vontade de qualquer outra coisa.
Pelo menos o fim e o início de semestres...

Liedson

Não vou defender o vermelho, nem discutir quem sofreu ou cometeu falta primeiro.
Considero Liedson um excelente jogador, mas um dos piores desportistas a actuar em Portugal.
Não me digam que foi a primeira vez que notaram a picardia com que Liedson vai às bolas? Tentando sempre, ou quase, acertar no adversário, dar um toque para o enervar? Não foi a primeira vez, nem será a última...
Continuando no Sporting, haverá alguém que faça as estatísticas da quantidade de bolas chutadas pelo Ricardo para a frente que caiam num espaço de 2 metros dos seus colegas? É constrangedor ver a quantidade de bolas que se perdem, todos os jogos, para a equipa adversária.

domingo, março 04, 2007

Breves Narrativas

Há muito tempo que não publicava uma Breve Narrativa. A verdade é que não me lembro se já publiquei esta ou não.
Mas aqui fica.

METRO
Acorda, mais uma vez, depois da hora. Já sabe que vai chegar atrasado à aula. Os colegas estranhariam o contrário.
Vários minutos depois entra no metro, que está mais atafulhado do que ele gostaria. Descobre e senta-se num banco milagrosamente vagado.
Olha para além do vidro, olhando para as pessoas na outra linha. Volta a olhar em frente, e vê a mulher que está sentada à sua frente. Pelas suas contas terá pouco mais de trinta anos. Morena, extremamente bonita, mas com um ar demasiado triste.
Ele olha novamente para ela e pensa no quão bonita ela é. Baixa o olhar para a mão e vê uma aliança, pensa em como há homens com sorte.

Novamente pouco dormiu. Com 34 anos a vida é, cada vez mais, um inferno. O casamento de sonhos há muito que se desvaneceu e em pouco tempo o Príncipe Encantado transformou-se num sapo rude e violento.
Mais uma vez bateu-lhe, gritou-lhe e tudo sem ela saber muito bem porquê. Hoje já acha que não é necessário dar uma explicação, ele não é propriamente muito racional na maior parte das vezes.
Hoje dá graças a Deus por não terem tido filhos. Ele não os merece, e as crianças não mereciam viver assim.
Está cansada, talvez a culpa seja sua. Enquanto se dirigia para o metro foi-se formando no seu interior o firme desejo de terminar com a sua vida. O fim é melhor do que a continuação deste calvário, pensa desesperadamente. As forças parecem faltar-lhe, está farta e cansada e o fim parece ser a única saída definitiva. Quando entra no metro a decisão está tomada, falta decidir quando.
Enebriada nestes pensamentos sombrios, não sente que alguém se senta em frente dela.
Um pouco depois os seus olhares chocam, ele olha para ela com algum interesse, simpatia em, será que, com desejo?
Olha-o nos olhos e sorri.

Que parolo, diz ele para si mesmo. Sente-se envergonhado, sem saber muito bem porquê. Por a mulher lhe ter sorrido? Por lhe ter olhado nos olhos quando ele olhava para ela?
A verdade é que se sentiu envergonhado, sentiu a cor invadir-lhe a rosto.
Olhava para ela, pensando como ela era bonita, como tinha uma cara perfeita e nos seus olhos tristes, imensamente tristes. Como é que alguém tão belo pode ter uma tristeza tão palpável?
Não namora há uns meses, namorou duas vezes por muito pouco tempo. Sabe que a culpa dos naufrágios emocionais é dele. Continua a procurar um amor utópico e idílico, uma coisa cinematográfica sem demasiados contrapontos. Criou mentalmente um tipo de relação que não existe, uma mínima discussão é razão para virar as costas. Não sabe ainda como lutar pelo amor, acredita que este vem em pacote pronto a vir servido. Sente-se traído pela sua própria forma de ser, mas tenta desculpar-se com as raparigas que até agora conheceu.
Volta a olhar para ela, sente que ela não olha para ele de propósito. Devo estar ainda vermelho o suficiente para me poupar...Sorri!

Ela olha-o novamente nos olhos. Sorri por ver que ele a continua a olhar. Desta vez contém a vergonha e suporta o seu olhar. Sente-o perscrutá-la e avaliá-la de algum modo. Sente o olhar como um elogio, há muito tempo que não sentia ninguém olhar para si com desejo, interesse. Sente alguma alegria pelo facto.
Esqueceu-se, por completo, dos pensamentos sombrios que a atacavam à poucos minutos atrás.
Ou melhor, trocou-os por outros. Como uma viagem de metro pode mudar tudo.
Levanta-se, inclina-se para o rapaz, que desvia automaticamente o olhar e beija-o na face.
Volta para casa, faz as malas e, mais tarde, irá estar de volta a casa dos pais. Sabe que os vai preocupar, mas sabe que não lhe vão virar costas. É tempo de recuperar a alegria e a dignidade. Sabe que voltará a ser feliz e deve-o a um estranho. A vida é, ela própria, estranha.
Nunca saberá o nome dele, mas estar-lhe-á eternamente grata.

Recebeu o beijo com surpresa, estupefacção mesmo. Ficou estupidamente alegre, como quem encontra um tesouro perdido sem estar à espera. Dizer que aquele beijo mudou a sua vida seria um exagero e em certa medida uma mentira. Mas que mudou a sua forma de olhar para o amor e para as mulheres, isso é verdade. Mas não tentemos dar demasiadas razões ou explicações para tal caso, cada homem é um homem e o coração funciona de modos tão diferentes que ficaríamos aqui o resto da vida.

sábado, março 03, 2007

Confirmou-se a ausência de Paulo Portas no SOl.
Aparece umas páginas antes do normal, mas num episódio relatado pelo director e em calções...
Mas, não é o mesmo...
Sou um filho pródigo, um vendido.
Lembro-me nos velhos tempos (é desnecessário dizer bons) de ir ao cinema 3 vezes por semana. E a carteira nem se queixava muito, ia quase sempre uma vez por semana às anteestreias (à borlix, obviamente), ia uma vez por semana ao Fórum Cultural do Seixal (e o preço era cerca de um terço do preço normal) e ia ao cinema em Lisboa, quando saía (ou faltava) das aulas.
Não vi The Departed - Entre Inimigos, que queria tanto ver, mais para comparar com o (original) Infernal Affairs, não vi O Bom Pastor, não vi o Rocky Balboa...
A verdade é que troquei, quase por completo, o cinema pela televisão, por isso em compensação falta-se ver o, por enquanto, último episódio da, actualmente congelada, minha série favorita Studio 60 (o que não faltam são posts neste blog sobre a mesma; e a segunda série de Anatomia de Grey, que primeiro nem a pontapé e agora não sai do leitor...
Enfim...há tanta coisa em cinema e dvd que queria ver, mas as séries têm ocupado a primazia...
O facto de terem lido um texto meu na rádio proporcionou algumas surpresas.
Algumas pessoas ouviram e ficaram agradadas com o resultado final, o que é sempre bom sinal.
Uma delas teve a amabilidade de me elogiar a escrita e me ter oferecido um livro seu.
O que é bom, se por um lado o ego agradece, por outro a biblioteca cresce.

sexta-feira, março 02, 2007

Depois da rádio, os jornais

Este tipo esta semana anda chato, pá.
O Ípsilon tem um Espaço Público, em que cada leitor pode enviar, até 500 caracteres, uma pequena resenha de um filme, cd, exposição, etc, que tenha visto.
Na página 57 encontra-se a resenha que se baseia neste post, O Labirinto do Fauno.

quinta-feira, março 01, 2007

Regresso

Paulo Portas quebrou o tabu e vai lutar pela liderança do CDS.
A minha única esperança é que continue a escrever as crónicas na Tabu. Continuo-o a preferir enquanto cronista, principalmente na actual conjectura (falo em termos políticos e jornalísticos).