segunda-feira, abril 30, 2007

No último mês têm sido muitas as peças jornalísticas sobre séries televisivas.
Entre semanários e diários lembro-me de três reportagens sobre o fenómeno de vendas de séries, sobre as séries televisivas de Culto e sobre a diferença e parecença, e a qualidade entre séries televisivas e cinema.

Ora, este fenómeno é extremamente interessante. A televisão americana é por definição, mais do que a nossa, um mercado. O que não dá dinheiro é posto de parte. Isto acontece com as séries.
Algumas das séries que comecei a ver este ano, e de que estava a gostar, foram canceladas abruptamente.

Ainda este fim de semana comecei a ver uma série chamada Drive, que era uma mistura entre Prison Break e corrida de carros, foi cancelada ao 4º episódio; Kidnapped terminou ao 13º, mas ainda deu tempo para terminar as arc-stories; Vanished terminou, salvo erro, pelo 13º as well, mas só o destino da mulher do político foi conhecido, todas as outras tramas ficaram em aberto; The Nine ficou em águas de bacalhau e mais uma ou duas ficaram na mesma situação.

O meu tão amado Studio 60 foi congelado, depois aparentemente cancelado e agora diz-se que voltará, pelo menos para terminar a primeira época, no fim de Maio.

As fracas audiências são a principal, única, razão para o fim antes de tempo de todas estas, e outras, séries.
Porque é que uma série tem pouca audiência?
O que mantém uma série no ar?
Há variados factores em causa.

Um, é obviamente a série não chamar a atenção dos telespectadores. Mas nem sempre é tão preto no branco! Porquê? Já lá vamos.

Dois, a série, ainda que tenha qualidade, luta contra outras que já começaram há pelo menos uma época, e que podem ter, maior ou menor, uma audiência fixa. Studio 60 começou por lutar contra Anatomia de Grey, até que decidiram trocar o dia. Nos EUA, o mercado de séries de televisão é um campeonato, e por vezes aposta-se forte numa série, sem ter em conta que a estão a lançar contra os crocodilos. Não haverá muita gente disposta a dar uma hipótese a uma série nova quando se tem de optar entre esta e 24, Anatomia de Grey, House, etc.

Três, o Tivo e o PP. O que dá dinheiro a uma estação é o número de pessoas que vêem determinada série no momento em que ela está a dar. Mas, o facto é que a nossa realidade é virtual. Na necessidade de se escolher entre duas ou três séries, o telespectador comum opta pelas três! Vê uma, e grava ou saca as outras duas. Foi o que Aaron Sorkin disse, já que a audiência de Studio 60 é um pouco maior em virtude das pessoas que gravam o programa com o TIVO.

Quatro, aparentemente o crescimento do mercado de DVDs ainda não está equacionado no que diz respeito a estas novas séries. Se é verdade que muitas delas rendem milhões depois de editadas em DVD, não haverá muitos a comprar uma série incompleta e sem um final concreto. Poderá haver retorno concreto neste mercado se se decidir editar a série completa? Possivelmente. Financeiramente é lógico terminar uma série sem saber quem a irá comprar, tendo em conta que não passou na televisão ou que foi ofuscada na mesma? Não saberei dizer. As experiências de vários canais de televisão que têm cancelado determinada série e colocado à disposição na internet os restantes, sem ocupar espaço televisivo, poderão ajudar a definir a resposta.

Quinto, o horário. Quanto mais próxima do prime-time mais cara e maiores dividendos tirará uma série. 24 nunca poderia passar num horário da tarde, só em Portugal. As séries de maior sucesso em Portugal, tanto na televisão como no mercado de DVDS, passam em horário nobre na televisão americana, cá passam durante as tardes de fim de semana ou de madrugada, se tivermos com excepção os canais Fox e AXN.

Concluindo, o que faz de uma série uma série de culto?
Eu diria que um golpe de asa. Se os críticos podem ser unânimes, nem sempre são o factor concreto e decisivo. As audiências decidem, mas também a tecnologia, os já citados PP e TIVO.
Prison Break pode ser um caso de sorte e planeamento. A FOX decidiu dar umas semanas de descanso a 24, e colocou Prison Break (PB) no seu horário, a meio da temporada televisiva. Os espectadores de 24, alguns inaptos para apreender outra série a meio, iniciaram o visionamento de PB e ficaram agarrados ao sofá, quando 24 regressou, a FOX colocou PB imediatamente antes e ganhou não uma hora de audiências, mas duas.

Se aqui o descanso de uma série, por razões de produção e não só - a duração da temporada televisiva em termos de semanas, resultou em vários dividendos, a decisão de congelar Lost entre Novembro e Fevereiro trouxe amargos de boca à ABC. A série que tomou o mundo de supresa perdeu muito do seu ímpeto na 2ª época. Na 3ª parecia voltar aos bons velhos tempos, mas a decisão de emitir 6 episódios e esperar quase três longos meses até novos episódios afastou muitos dos fãs, já um pouco fartos de tanta indecisão e mistério.
Poderia continuar, e mostrar algumas decisões que têm sido feitas para manter uma ou outra série com sucesso, ou tentar limá-la aos olhos do público, mas ficamos por aqui, pelo menos por agora.

Feito!

O Eléctrico de Ponte de Sôr, em seniores, conseguiu a manutenção na 2ª Divisão.
Foi suado e complicado, mas para o ano o Eléctrico mantém-se na 2ª.

quinta-feira, abril 26, 2007

Memórias

Ontem, não sei muito bem porquê, fui ao armário dos álbuns fotográficos e comecei a desfiar memórias com alguns anos.
Fotografias com pelo menos 10 anos de distância, algumas bem mais, em que me via com menos muitos quilos, ao lado de pessoas que vou vendo, umas mais do que outras.
Os quilos, os cortes de cabelo, a idade (porque algumas eram bem crianças ou ainda adolescentes), a falta de penugem facial ou o excesso dela, foram algumas das diferenças mais visíveis.
Depois vi pessoas que já não moram entre nós, pessoas que já não vejo há demasiado tempo, caras que marcaram, para o bem e para o mal, o meu crescimento.
Com o advento da tecnologia, com o excesso de máquinas digitais temos perdido esta alegria que é folhear papel com a marca relacional.
eu falo por mim, tenho alguns gigas de fotografias no pc, mas raramente abro o ficheiro e as vejo.
Ontem, tirei uma foto para mostrar a uma amiga, hoje com 17 anos, ali com 6 ou 7. Ela que não se lembra de mim, naquele verão, um dos primeiros como monitor, mas que me marcou o verão e a forma como se despediu de mim. "Tu és o meu melhor amigo grande". A fotografia ajudou-me a lembrar disso.

quarta-feira, abril 25, 2007

25 de Abril

Enquanto uns aproveitam o feriado, aqui o vosso amigo vai trabalhar e ajudar os pais no negócio familiar.

terça-feira, abril 24, 2007

-Um homem também chora?
-Às vezes!
-A ver televisão e cinema?
-Diria menos...
-Confesso com uma ponta de vergonha que, ainda que não tenha chorado, fiquei embargado com dois episódios da 3ª Série de anatomia de Grey. Achei que estavam muito bem escritos, e de certa maneira há uma empatia/relacionamento com aquelas personagens.
Enfim, uma das minhas séries favoritas.
-Hum...não andas a ver muitas séries para "gaijas"?
-Achas?
Cada vez mais me convenço que a maior parte dos médicos portugueses são Drs. Houses em potência.
Faltará a dependência de comprimidos, e a genialidade e competência.
De resto...são bestas quadradas.
A maior parte, atente-se.

segunda-feira, abril 23, 2007

Dia Mundial do Livro 2

When I get a little money, I buy books; and if any is left I buy food and clothes.
Erasmo

Dia Mundial do Livro

Parece que o número de leitores, em Portugal, tem vindo a aumentar.
Neste dia deixo-vos algumas sugestões.
Daniel Silva é um dos meus autores favoritos. Antes de escrever as aventuras do espião israelita Allon, Silva começou a sua carreira com dois livros sobre o agente da CIA Michael Osbourne.
Policiais/thrillers arreigados na realidade socio-política.
Os Filhos de Húrin de Tolkien. De Tolkien já se escreveu o bastante, de qualquer modo o "novo" livro de Tolkien merece todo o destaque.
Os Maias de Eça Queiroz, continua a ser o meu livro favorito. Adoro o sentido de humor, a análise crítica e comparar a sociedade de Os Maias e a nossa. Depois, há o final...o final. A correr atrás do Americano andamos nós todos, ou andaremos?
Pode ser que acrescente alguns mais durante o dia.

sexta-feira, abril 20, 2007

Nacionalismos

Pelé aparece como um doutorado em futebol a falar sobre Cristiano Ronaldo.
Diz que ainda é cedo para o nomear como o melhor do mundo. Para ajudar na definição da sua conclusão, Pelé apresenta dois outros possíveis melhores do Mundo, Káká e Ronaldinho.
Nem de propósito são brasileiros, do seu lado tem o facto de ter falado antes de Messi ter marcado o golão que marcou, mas o ódio entre brasileiros e argentinos talvez o impedisse de o nomear.
Não deixa de ser interessante que para um português Pelé avance com dois brasileiros.
Ainda só comecei a ler, o tempo não dá para mais, mas o livrinho editado esta semana pelo Público, da autoria de Amos Oz, sobre o Fanatismo, merece ser lido e deglutido como deve ser...

Bons sustos

A imagem pode assustar muito boa gente, mas a verdade é que a(s) séries de comics 30 Days of Night devem muita da sua popularidade tanto a Steve Niles (criador e argumentista) como a Ben Templesmith (co-autor e artista de algumas das arc-stories). E para os fãs de vampiros, não há muitos objectos (cinema, séries tv, livros, comics) melhores do que este "franchising".
30 Days of Night foi publicado pela IDW, em 2002, e daí para a frente transformou-se num caso de popularidade, que passará brevemente ao cinema, com argumento de Niles, e com Josh Hartnett à frente do elenco.
A história original passa-se em Barrow, no Alasca, onde o sol não aparece por um período de 30 dias, são esses os dias nomeados pelo título, período aproveitado porvários vampiros para matar a sede, e não só.
Depois de 30 Days of Night, a história continuou em Dark Days, Annual 2004, 30 Days of Night: Return to Barrow, 30 Days of Night: Bloodsucker Tales, Annual 2005, 30 Days of Night: Spreading the Disease. Depois dos comics foi a vez dos vampiros de 30 Days aparecerem em romance, Rumors of the Undead, da autoria de Steve Niles e Jeff Mariotte.
Agora, antes do filme e de outros possíveis romances, é a vez de Templesmith voltar à série que lhe trouxe fama, com este Red Snow.
Pelo menos a primeira série já se encontra editada em Português. A arte é de tirar o fôlego.

quinta-feira, abril 19, 2007

Wild Hogs, Porcos & Selvagens (porquêo &?!), é uma comédia e seguindo os objectivos das comédias (fazer rir e proporcionar-nos momentos relaxantes) cumpre-os.
É um filme simpático que nos mostra a viagem até ao Pacífico de 4 amigos de meia idade meio perdidos no rumo das suas vidas. As piadas são variadas, mas william Macy é o comic relief do filme.
Atente-se para o final do filme, ou pós-final, com a entrada em campo de um programa de televisão, hilariante.
Não vencerá nenhum Óscar, mas far-nos-á rir e esquecer a vida por alguns momentos.
A ver...

quarta-feira, abril 18, 2007

Já li o primeiro capítulo de Os Filhos de Húrin, o "novo"(?!) romance de Tolkien.
Não sei se foi a tradução que melhorou, se o trabalho de edição de Christopher Tolkien, se outra razão qualquer, mas pareceu-me que o texto está mais poético, mais cuidado e menos confuso (a nível linguístico) do que me lembro.
Pode ser só uma questão de memória.
De qualquer modo, um excelente primeiro capítulo, com gostinho a mitologia clássica.
Nem um rato pariu, a montanha, naturalmente, porque as montanhas não o fazem, não pariu nada.

Porcos e Selvagens



Recebi a notícia de que ganhei convite duplo para assitir à ante-estreia deste Porcos e Selvagens, hoje nas Amoreiras.
Amanhã, escrevo sobre o mesmo.