quarta-feira, maio 09, 2007

Divergence

Um policial de Hong Kong que falha por causa da banda sonora. Estranho, não é?
Divergence conta a história de três personagens.
Um polícia a quem a noiva desapareceu há dez anos, e que se tem mantido preso pelo sonho e desejo de a encontrar, e a que ainda a vê em todo o lado.
Um assassino profissional.
E um advogado que detesta o facto de proteger aqueles que sabe culpados.
Depois do rapto do filho de um magnata com negócios sujos, defendido pelo advogado, investigado pelo polícia e com o assassino nas imediações as três vidas começam a convergir. É interessante o nome do filme, já que a convergência é a forma como o filme nos é contado, mas no final a divergência é uma realidade.
Como dizia na primeira linha é a banda sonora que estraga o filme, e não me entendam mal, a banda sonora, clássica, é lindíssima, mas ficaria melhor num outro filme e estilo. Rouba densidade à acção, profundidde à descrição psicológica das personagens.
Um filme que prova a actual qualidade do cinema asiático (Shi-Ri, Silmido, Infernal Affairs, etc) e leva longe a condição humana.
A personagem do polícia é quase cómica porque há pouca diferença entre a dor e o riso, uma ténue fronteira, mas pungida o quanto baste. O advogado apresenta-nos uma imagem mais lugar comum, própria do cinema americano dos anos 70, que nos apresenta uma pessoa da lei entre a lei e o crime. O assassino comporta-se entre o trabalho (job) e a sua honra.
No entanto, com tantos clichés o filme consegue superar narrativamente essa fronteira, embora soçobre ligeiramente no final, e não tenha superado a péssima escolha, mas belíssima, da banda sonora.
Um filme, ainda assim, a ver.

Fumar/não fumar -Legislar/Não legislar - Fim do pequeno comércio?

Três títulos. Uma realidade que pode ser cor de rosa ou negra, dependendo de quem olha para ela.
Penso que se está a levar a questão do fumo a dimensões quase inquisitoriais. Mas o que me choca mais não é a proibição de fumar em espaços fechados, é a obrigatoriedade. Os donos dos estabelecimentos deveriam poder escolher se queriam que o seu estabelecimento fosse para fumadores ou interdito a estes. Numa sociedade laica, cada vez menos, mas muito mística, o tabaco rapidamente está a ocupar o papel de pecado "quase" original, e as posições de um dos lados a ter um papel quase dogmático, a lei parece-se mais com uma bula papal do que com outra coisa.
Mas o Governo tem-se esquecido dos pequenos comerciantes. Tendo falado com dois ou três donos de pequenos estabelecimentos, aquém dos 100 quadrados, auscultei a preocupação e a ideia de que a manter-se a lei poderão fechar as portas enquanto o Sócrates esfrega um olho.
É que são muitos, demasiados, os clientes que fumam um cigarro enquanto bebem um café, umas bjecas, etc...
E o que dizer da notícia da semana passada que dizia que serão os donos do café obrigados a apresentar queixa contra quem fume dentro dos seus estabelecimentos? Voltamos ao tempo da antiga senhora?

terça-feira, maio 08, 2007

No Sábado alguns milhares vieram à rua protestar pela legalização da cannabis.
Uma droga leve que torna leves aqueles que a fumam, uma droga que mal não faz e que só perante a estupidez legalística do sistema judicial impede muitos de a fumarem.
A cannabis é a moeda mais comum dos apologistas da legalização das drogas leves.
Lembro-me do F. Também ele começou a fumar cannabis aos 14/5 anos. Hoje, pelo que sei, flipou. Efeito da cannabis? Provavelmente.
Segundo um estudo de especialista do King´s College de Londres, o aumento do teor de tetrahidrocannabinol (vulgo THC) pode levar a um aumento de distúrbios mentais, nos fumadores predispostos a psicoses. O F. foi internado com pouco mais de 20 anos e hoje está incapacitado.
Compreendo a leva de deslegalização, mas...
Drogas leves? Para quê chamá-las de drogas?

Ausentes -Explicações

Um dos segredos dos bons policiais ( e de algum tipo de terror) é um bom mistério e a forma como ele se desenrola. Um bom mistério com uma explicação frouxa afasta-nos do objectivo e leva-nos a chamar nomes a quem nos obrigou a roer as unhas durante algum tempo.
Com Ausentes, o filme que vi no Sábado à noite, aconteceu isso.
Spoilers start here - à boa maneira anglo-saxónica!
O filme relata-nos a história de um casal, em que a companheira passa por maus momentos e já passou por alguns médicos. Ela não é a mãe dos dois filhos do companheiro, e ao entrar na condomínio fechado, para onde se mudam, o relacionamento com o mais velho e depois com o marido começa a deteriorar-se.
Ela não vê ninguém, com excepção de uma estranha mulher que vê em sua casa, e só nos intervalos (sombras) da luz. A única pessoa com quem mantém algum contacto é com o enteado mais novo, que a trata por mãe amiúde.
No fim, depois de muita tensão e descalabro psicológico descobrimos que a personagem principal é mesmo a mãe dos dois miúdos, e que afinal o segredo para o desenlace é a sua esquizofrenia.
Fiquei desiludido, essencialmente porque as regras estão viciadas. Vemos o filme pelos olhos dela, e aos olhos dela vemos a realidade real e a realidade inventada, percebemos isso no fim, mas é demasiado escondida para que o desenlace tenha o final das tragédias gregas.
Qual mais calmo, mais contente, mais apercebido do mundo, qual quê!
Apeteceu-me dar uma valente sova no argumentista...enganado e zangado.

segunda-feira, maio 07, 2007

Spider-man 3

Nas críticas de cinema do Sol leio sobre Homem-Aranha 3: "Tendo em conta que à terceira aventura se esperava a morte do herói...", pergunto quem esperava?
Quem escreve olha para a obra (menor, na sua opinião) sem ter em conta a herança dos comics.
Matar o Homem-Aranha em cinema seria afrontar os verdadeiros fãs da personagem e poderia ter resultados catastróficos.
Esquecem-se de que os filmes são alimentados por uma enorme falange de fãs, actuais e passados, que (con)viveram (fugaz ou largamente) com a personagem nos quadradinhos.
Os filmes têm então como objectivo chamar os fãs, mas também criar novos fãs.
Há aqui uma duplicidade, tenta-se que os fãs vão ao cinema, e que o inverso aconteça. O regresso de Venom, de Sandman e do fato negro nos comics (nos meses passados, actuais ou futuros) mostram a necessidade de publicitar o filme. E espera-se que aqueles que nunca leram ou já não lêem comics regressem através do cinema, chamando momentaneamente os vilões e o fato às páginas desenhadas para que estes não se sintam tão perdidos.
Matar o Homem-Aranha? Em condições especiais e únicas. Ninguém duvida que Steve Rogers volte, mas ninguém se preocupa tanto com o Capitão América como com Peter Parker. Em cinema não se mata a galinha dos ovos de ouro, pelo menos definitivamente, veja-se o regresso de Geofrey Rush em Piratas das Caraíbas.
Colocar a hipótese da morte do aracnídeo mostra o desconhecimento da história da banda desenhada e um desconhecimento total das regras do actual cinema e dos comics to film.
Resumindo, Spider Man não é Sin City.
E em segundo lugar, pode-se não gostar destes novos blockbusters, gostaríamos de voltar ao cinam com anti-heróis, mas o cinema com super-heróis está para durar. Pena que achemos que todo o cinema tem de ser com letra grande, e não consigamos imaginar um filme com super-heróis com Cinema.
Escrevo este post antes de ver o filme, acho a primeira sequela superior a muitos Filmes que há por aí. Depois, o objectivo primordial do filme (fazer dinheiro) foi conseguido, 148 milhões de dólares no primeiro fim de semana, o melhor fim de semana de sempre para um filme, vamos a ver como se sai o terceiro Piratas. Ainda faltam 350 milhões para perfazer o valor de 500 milhões de dólares, o custo da terceira aventura de Peter Parker.

Jardins

Visitei a Ilha da Madeira no ano passado.
Convencido e agradado pelo que vi, ainda mais pelo que tenho lido sobro o que era antes de Jardim ocupar (no verdadeiro sentido dos Okupas) a cadeira da presidência.
Muito se tem dito e escrito sobre a perda de democracia na Ilha da Madeira tal é o poder (qualquer tipo de poder) exercido por Alberto João.
A verdade é que para o povo o que interessa é a qualidade de vida, e os que têm mais de 40 anos terão uma ideia do que era a Madeira.
A diferença entre Jardim e os outros políticos é a obra feita. Pode meter ao bolso, pode cortar algumas liberdades, mas faz...
E mais vale ter um pássaro na mão do que dois a voar. Entre um político que roube e nada faça, o povo prefere ter um com obra feita.
Os 67% de ontem atestam tal facto. Só de palavras está o povo farto, demasiado farto.
Começaremos dentro de algumas semanas algumas entrevistas a bloggers sobre os seus blogs.
Fiquem atentos...

domingo, maio 06, 2007

Ausentes


"Tu peor pesadilla se esconde en la luz".


Fui ao Quarteto, no âmbito de um Festival do Fantástico, patrocinado pelo Inatel, ver Ausentes, um filme espanhol realizado por Daniel Calparsoro.

O filme retrata a história de uma família que se muda para um condomínio fechado, Julia (Ariadna Gil, a mãe de Ofélia em O Labirinto do Fauno, num excelente papel) começa a ver uma mulher em casa, e estranha que o condomínio esteja vazio. Perante a estupefacção e incompreensão da família, Julia começará a ficar cada vez mais aterrorizada, até ao desenlace final.

Penso que o maior atributo de Ausentes será a realização, não sendo perfeita consegue criar-nos uma certa angústia, ainda que em termos de ambiente prefira um episódio de Sobrenatural. O filme tenta criar toda uma espécie de paranóia e angústia, sem perder o espectador, fá-lo, ainda que o final seja para mim pouco convincente, não achei que fosse climax suficiente, embora seja relativamente lógico dentro de toda a trama.

Ausentes deixou-me a rir, interiormente. Algumas das cenas de pavor são cenas quase idílicas.
Julia assusta-se e aterroriza-se num supermercado e num condomínio vazios, se bem que a níveis diferentes quem não gostaria de ir a supermercados vazios e talvez apagar alguns vizinhos? Nunca o cinema fantástico foi tão ideal!

Enfim...um filme mediano, com uma excelente interpretação da actriz principal, que nos consome ligeiramente durante 90 minutos, resumindo, um filme pelo qual não vale a pena perder o sono.


Paracinema:
o filme estava legendado em inglês e as legendas em português passavam mais abaixo, ainda que por vezes demasiado abaixo da linha visual, logo impossíveis de serem lidas. Ainda que o inglês seja uma língua universal, e o espanhol esteja próximo do nosso português é uma falta de respeito e senso, impedir alguns de seguir o filme.

Depois, esperei 40 minutos para sair, porque uma senhora decidiu dar uma volta com o seu carro em segunda fila, deixando-me preso. Chegou e foi incapaz de pedir desculpas, "Paciência"! Eu demasiado cansado para esperar pela Polícia, fui para casa, mas para a próxima esvazio um pneu ou dois...


quinta-feira, maio 03, 2007

Do vosso lado direito existe uma caixinha que diz: Estou a ler...
Como alguns devem ter reparado, e se não repararam por isso é que o estou a escrever, há livros que se vão mantendo lá por meses, enquanto vou lendo outros.
Deixei, tanto o Escândalo do Cristianismo, como o A Crónica do Pássaro de Vento, de parte, e vou lendo mais uns 10 ao mesmo tempo.
Actualizei a lista, para parecer mais real...
Os filmes baseados em comic books tem dado alguns milhões (uns mais do que outros) à indústria cinematográfica.

Os fãs têm tido alguns dissabores (Elektra, Daredevil, Ghost Rider, entre outros), mas têm salivado perante outros (Homem Aranha, X-Men, Hellboy e Constantine).

Um dos próximos a saltar para o grande ecrã é (o agora odiado, por causa de Civil War e da morte de Capitão América) Iron Man. Em princípio, o fato será assim.


Doomsday

Dediquemos o dia de hoje à BD, não esquecendo de parabenizar (adoro a palavra) o Milan pelo excelente jogo de ontem. Soube-me a pouco:p

A DC Comics prepara-se para lançar alguns filmes, directamente em DVD, de animação com algumas das histórias mais badaladas de sempre.
O primeiro é a morte do Super-Homem. O Site encontra-se aqui.

quarta-feira, maio 02, 2007

Já o disse, vejo, e por conseguinte compro, cada vez mais séries de televisão.
Dei uma volta no Ebay e tentei comprar, por um preço mais simpático, algumas das minhas séries favoritas e um ou outro filme.
As 5ª-7ª séries do West Wing seguirem para valores, ainda que mais baixos do que as edições nacionais, mais altos do que os que tinha colocado na mente; namorei os dois primeiros Evil Dead, de Sam Raimi e com Bruce Campbell, mas aconteceu o mesmo; perdi Infernal Affairs Trilogy por 0.20£, por ter chegado tarde...
Enfim...comprei Infernal Affairs 2, Primeira Série de Spooks, e dois policiais (um de Hong Kong e outro Sul Coreano) por menos de 30€.
Devem chegar esta semana...

Sequela das Caraíbas

Finalmente vi o Piratas das Caraíbas 2.
Uma sequela deste género tem muito a ver com rever velhos amigos, e nisso o filme cumpre. Há mais efeitos especiais, continua a existir humor, mas gosto mais do primeiro.
Talvez por ter sido o primeiro, talvez por me ter feito lembrar alguns dos filmes de piratas que vi na infância, talvez por ser mais sincero. este filme é resultado dos milhões, que gerou e que o geraram, e isso vê-se e saboreia-se.
Não é mau entretenimento, de modo algum, mas fica a milhas do primeiro.
Para mim, claro.
E falta pouco para vermos a 3ª parte.

terça-feira, maio 01, 2007

Bida Mariadu, mais uma da Lura.

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Lembro-me do João chegar de Cabo Verde e trazer alguns álbuns de lá para ouvir.
Depois de ouvidas uma ou duas músicas deixava o álbum de parte, e não conseguia perceber o entusiasmo dele.
Agora sou eu que ando com um cd da Lura no carro que qualquer dia está riscado, e que preza imenso o Intelectual do Ildo Lobo.
O facto de ter um colega cabo verdiano que vai colocando música, vai falando sobre música, e também música cabo-verdeana e que traduz algumas das letras ajuda ao entusiasmo.

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