Uma semana de "férias" depois regresso ao mundo real.
Uma semana em acampamento, com mais de 50 campistas, a dormir pouco e tocar muito sino.
Cansado, mas agradado com a oportunidade.
É engraçado voltar e ver como o mundo mudou.
O Benfica continua a não jogar nada, mas já tem novo treinador.
O Porto, infelizmente, ganhou e por isso continua com o mesmo.
Hostel 2 já estreou, e tem causado celeuma, pelo menos dizia o DN de ontem.
Mike Wieringo morreu. E isto sim, foi um choque. Tentarei colocar algumas imagens deste desenhador de BD ao longo da semana.
De regresso ao mundo real. Dêem-me tempo para me ambientar, ok?
segunda-feira, agosto 20, 2007
quinta-feira, agosto 09, 2007
Dia de Surf

Confesso que já não me divertia tanto há algum tempo.
Tenho lá por casa o documentário A Marcha dos Pinguins e não vi, o trailer não me chamou nada, o Happy Feet, mas gosto de surf e enquanto jovem vi e revi várias vezes oclássico Os três amigos (filme de surf).
Vai daí lá fui, com a namorada, enfiar-me numa sala de cinema e não dei o meu dinheiro por mal empregue.
O filme é um falso documentário sobre Cody Maverick, um pinguim que vive na Austrália e é a vregonha da comunidade, já que troca o trabalho pelo surf. Um dia é "levado" por um "olheiro" a um campeonato de surf na ilha de Pangu. Cody tem como ídolo Z, um lendário surfista que desapareceu num campeonato naquela mesma ilha, perdendo o campeonato para o, a partir daí, invicto campeão, e não menos convencido Tank Evans.
Cody vai aprender o seu caminho e mostra-nos o que é a verdadeira amizade.
Um fábula interessante, moderna, com hype e muito sentido de humor, ah e uma galinha burrinha, burrinha, burrinha.
O que me parece interessante no filme é que apesar de ser mais uma animação, traz um pouco mais de introspecção e profundidade ao que estamos habituados. E para filme de animação é mais do que poderia estar à espera.
Pena que só tenha conseguido ir ver o filme em português, parece-me que em inglês as piadas serão mais complexas.
De qualquer modo, uma excelente surpresa, e atentem para os CGI, são muito muito bons.
7.5/10
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The Host
The Host, filme que estreia esta 5ªFeira, não é fácil de definir. Não foi o que estava à espera, mas não fiquei indiferente. Em primeiro lugar The Host não é, como já disse, facilmente catalogável. Mas o que me parece interessante neste campo é que me parece que o filme não é um filme de acção, com um monstro, com humor, mas é uma amálgama de géneros, amálgama bem definida dentro de si mesmo. Digo isto achando que o registo dos actores se vai alterando ao longo do filme, tendo em conta cada género explorado.The Host conta a história de uma família (pai, três filhos e neta) que vê a neta ser raptada por um monstro. Daqui para a frente vemos a tentativa da família se livrar dos braços governamentais, e dirigir-se ao combate final contra o monstro.
O filme consegue ter um gostinho neo-realista (really), acção, comédia, drama, mas soçobra no campo do suspense.
É estranho, e a mim dividiu-me, não era o que estava à espera, e fiquei um pouco desiludido, mas é um filme para rever e tornar a pensar nele.
De qualquer modo, é uma lufada de ar fresco. E os efeitos especiais não são, mesmo nada, de deitar fora.
6.5/10

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terça-feira, agosto 07, 2007
Estreias da semana
Citação
Muitos dos que chegam perto do caminho da fé afastam-se amedrontados pela vida perversa dos maus e falsos cristãos. Quantos, meus irmãos, acham que são os que se querem tornar cristãos, mas são repelidos pelos maus modos dos cristãos?
Agostinho
domingo, agosto 05, 2007
FêCêPê
É verdade que a época ainda está no início, e que os jogadores ainda vão (espero) melhorar muito.
Ainda assim:
Só por embirração e analfabetismo se pode dispensar Ibson, que pelo que se tem visto tinha mais do que lugar nesta equipa.
Se Tarik não ficar comprova-se a incompetência de Jesualdo e a forma como analisa os jogadores.
Não contar com Hélder Postiga, e eu nem o tenho em particular estima, neste momento é puro daltonismo.
Ainda não consegui descobrir o porquê do duelo entre o Porto e o Corunha por Bollati, o que vi até agora (e de outros vi bem menos minutos) foi mauzinho.
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Público de 5 de Agosto
A notícia intitula-se 'Conselho da Europa quer fim de palmadas às crianças'.
Começa assim 'Nem açoite, nem tabefe, nem palmada' e parece que o Conselho quer lançar uma campanha "para mudar mentalidades", segundo o mesmo nada justifica castigos corporais. Mais à frente no artigo lemos que a violência física é um atentado aos direitos da criança como pessoa. A Secretária geral adjunta do Conselho da Europa, a holandesa Maud de Boer-Buquicchio diz que "não temos autorização para lhes bater, para as ferir, nem para as humilhar".
Penso que tudo isto é uma patacoada. Primeiro confunde-se uma palmada, um açoite com violência, depois há a frase final que junta os correctivos físicos na ideologia de que têm como finalidade (ou são essencialmente) para ferir ou humilhar.
Ninguém gosta de ver um adulto infligir violência a uma criança, mas penso que aqui deverá existir cuidado. Uma palmada nunca fez mal a ninguém, dada no local certo, na altura certa e com a explicação devida.
Lembro-me que levei três estalos aos 6 anos por apalpar uma vizinha e colega de escola. Serviram-me de lição e nunca mais o fiz, outros advogarão que a minha mãe (autora do correctivo) deveria ter somente falado comigo e castigar-me de uma outra forma. Lembro-me de uma amiga ter estagiado em Inglaterra e horrorizada dizer que foi uma má experiência, crianças entre os 4-7 anos batiam fisicamente nas professoras, que nada podiam fazer, porque o correctivo físico é proibido. Sim, ainda levei um ou dois tabefes da professora primária, e não era por causa disso que não gostava dela ou lhe tinha mais respeito.
Hoje, estamos na era da comunicação, achamos que tudo se resolve com palavras ou com castigos (Vai para o quarto! - com tv cabo, internet e telemóvel).
A palmada não deve ser dada como escape, ou como desculpa para toda e qualquer asneira, mas parece-me que uma palmada pode ser útil. As crianças têm direitos, talvez até o direito de pôr os pais em tribunal num futuro não muito próximo. Parece-me que o que falta é um equilíbrio, olha-se para o problema como um oito, e inventa-se uma solução que é um oitenta.
Aceito que o Estado e a Europa entrem no espaço privado quando há lógica e sentido, quando isso não acontece deixamos de estar em Democracia, o autoritarismo é uma realidade, emboçada, mas não menos real.
É a liberdade preconizada pela Europa, somos todos livres de fazer o que eles querem, como eles querem. Uma Europa que pouco tem dado, uma Europa que renega as origens, uma Europa que sabe o que é hoje, mas não sabe o que será amanhã, uma Europa que respeita as costumes africanos, asiáticos, religiosos e culturais, mas que se vai apagando a si mesma pelo respeito aos outros.
começo num ponto e termino num outro, a verdade é que para mim está tudo ligado. E vocês, o que acham?
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sábado, agosto 04, 2007
Bons Prenúncios
Aston Villa bateu, em jogo de preparação, o Inter de Milão por 3 a 0.
Prepared para a nova época?
Prepared para a nova época?
sexta-feira, agosto 03, 2007
Bola(s)
18 minutos de Feynord - FCP.
A equipa do Porto é quase uma cópia da do ano passado (para quê comprar tantos reforços, se não jogam?)
O jogo é soportífero. A equipa pouco criativa (à imagem do treinador Jesualdo).
Do jogo contra o Boavista três repetentes (para quê ganhar 3 a 0?)
E o Treinador diz que esta será a base do jogo contra o Sporting...
Este ano só torço por uma equipa, Aston Villa!
A menos que Jesualdo saia. Antes do final da época.
Ainda The Hoax
Continuo a pensar em The Hoax/Golpe quase Perfeito.
Foi dos filmes que mais prazer me deu ver nos últimos tempos. Uma das razões é ser um caleidoscópio de temas.
Interessa aos escritores e leitores. A questão da escrita, a questão do escritor (poeta) como fingidor, que finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente. Pessoa está presente no filme, como interpretação claro! A noção da mentira como verdade se for dita muitas vezes e dita convincentemente.
A questão da moral, porque nos apaixonamos pela personagem, perguntamo-nos como é que ele se vai safar e vemos que a determinada altura a imoralidade anda de mãos dadas com um lunatismo deliciosamente doido.
A queda do mundo criado que não tem nada a ver com a realidade e a forma como a realidade entra nesse mundo e o traz, Irving (por momentos?), de volta. As cenas finais intrigam o espectador, mas mostram a confusão psicológica em que Irving tinha caído. Resta ler o livro do próprio para saber se a leitura de Hallstrom é correcta e se Irving conseguiu salvar-se da patologia.
Um filme a ver...
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Citação
Deus não tem importância nenhuma, a não ser que tenha absoluta importância
Abraham Heschel
Traduzir o espírito contemporâneo não é assim tão difícil.
António Costa e o Zé
Para quê comentar quando o Eduardo já disse tudo?
Dando de barato o nonsense do “acordo”, há aqui um ponto que não deve ser escamoteado: se, antes do escrutínio de 15 de Julho, Costa tivesse sequer sugerido a possibilidade de um “acordo” ulterior com José Sá Fernandes, mesmo sem pelouro, perdia logo um terço dos seus potenciais eleitores. Está escrito nas estrelas que “isto” vai acabar em desastre. É só esperar pelo próximo túnel. Quem não percebe a evidência, devia meter explicador.
Que o BE deixe de ser a força política para passar a ser partido sério (com tudo o que isto acarreta) não me choca tanto quanto o Pelouro oferecido (ganho) a Sá Fernandes. Depois da birra do túnel? Concordo com o Eduardo, isto vai acabar em desastre.
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quinta-feira, agosto 02, 2007
The Hoax/Golpe quase perfeito
Ontem comemorei 7 anos de namoro, mas nem a comemoração convenceu a namorada a acompanhar-me à antestreia de Golpe quase Perfeito de Lasse Hallstrom. A razão? Uma antipatia por Richard Gere!!!
Assim e apanhado desprevenido à última da hora, ainda consegui arranjar companhei a arrastei o N. comigo.
Se a semana passada tinha ficado desiludido com Os Simpsons, esta semana fiquei muito agradado com este filme, filme do qual pouco sabia, ignorava mesmo ser realizado por Hallstrom, realizador do muito amado cá em casa As Regras da Casa.
Golpe quase Perfeito narra a história de Clifford Irving (Richard Gere), um escritor que na década de 70 quase conseguiu enganar meio mundo, ao vender a publicação de uma auto-biografia do excêntrico milionário Howard Hughes, que já não aparecia em público há alguns anos. O filme retrata o processo criativo, as diferentes formas de pesquisa, a escrita do mesmo e a forma como Irving conseguiu convencer toda uma editora e jornalistas de que o livro era real.
O filme acaba com uma canção em que podemos ouvir nem sempre tens o que queres. Gere é brilhante no seu papel, maníaco quanto baste, tenta convencer-se a si mesmo antes de convencer os outros de que o que diz é verdade. A personagem de Gere é divertida, mentirosa, maníaca, manipuladora, sonhadora.
O filme transmite de forma decente o ambiente político dos anos 70, o Vietname e as dificuldades governativas de Nixon.
Essencialmente é um filme sobre um embuste impossível e a forma como Irving o vê como real. A personalidade de Howard Hughes premeia todo o filme, mas mais do que a busca pelo verdadeiro Hughes o filme mostra a busca obsessiva pela mentira. Neste sentido é mais obssessivo que Zodiac de David Fincher, mas aqui mais do que a busca pela verdade é a busca por uma verdade possível, que alimenta a personagem e lhe toma a vida.
Nem sempre temos o que queremos, e nem sempre devemos buscar o queremos sem olhara a meios.
O filme surpreendeu-me, e a questão da verdade/mentira e a forma como vivemos com ela preenche todo o filme, arrisco-me a dizer que é o seu tema principal. Nesse sentido é moralista, mas não simplista.
É um filme divertido, mas também mais negro e pesado, uma dicotomia que Hallstrom maneja com mestria. Alfred Molina é também brilhante no papel de Haskins, o amigo de Irving, co-autor do livro que vai colocando sumo e consistência neste. Destaquem-se também os actores secundários, todos em excelentes prestações, Marcia Hay Harden (excelente), Julie Delpy(desculpa para mostrar a mamoca), Eli Wallach(que saudades do porco cowboy), and Stanley Tucci (palmas para ele também).
Uma excelente surpresa.
8/10
PS. Foi a primeira vez que fui ao cinema no Campo Pequeno, e pelo menos a sala 2 é acima da média, o som é excelente, e as cadeiras não no tornam o traseiro quadrado, como a semana passada no Corte Inglês.
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