sexta-feira, novembro 09, 2007

Pouca gente (talvez o próprio, a julgar por algumas declarações) terá dúvidas acerca da justiça do cartão vermelho a Bynia, no jogo da Liga dos Campeões.

O que me parece menos absoluto é a defesa do SLB, que tentará mostrar a não violência do seu jogador com base no número de cartões (amarelos e vermelhos).

No campeonato nacional Bynia já tem 5 amarelos e 1 vermelho, salvo erro, mas a sua carreira em clubes anteriores não deixará de constituir prova.

O problema é que me parece que devemos ver este caso pelo outro lado. Os árbitros portugueses deverão ter mais atenção aos cartões que mostram ou que deixam de mostrar.

Amarelos porque o jogador se zanga ou por beatices várias são normais no nosso campeonato. Mas, e os que não se mostram? Bynia está farto de distribuir porrada (deve ser o termo ciêntífico mais correcto), como antes dele Petit o fazia (neste aspecto os jogadores equiparam-se).

Obviamente que nem só os jogadores encarnados têm sido desculpados. Muitas vezes o árbitro tem medo de amarelar ou expulsar um jogador com nome. E Quaresma devia ter visto um cartão, provavelmente o vermelho, no jogo contra o Belenenses.

Penso, então, que a expulsão pode abrir os olhos aos árbitros portugueses, quemesmo frquinhos podem encontrar formas de melhorar o seu desempenho.

Quanto à defesa do Benfica, todos merecemos ser defendidos, mas há defesas que podiam ser excusadas. O que o jogador fez, propositadamente ou não, merecia no mínimo um pedido de desculpas e o silêncio.

Danado

Na 4ª Feira, no Corte Inglês, aproveitei para, para além de ver o 30 Dias de Noite, comprar 3 DVDS, por menos de 20€.
Comprei O Último Castelo, com Rovert Redford; Brother de Takeshi Kitano e Ninho de Vespas, um filme francês.
Ontem, depois de adormecer a ver o 3º filme de James Bond, e ao acordar de voltar atrás e acabá-lo de ver, coloquei Ninho de Vespas no leitor.
Comecei a ficar atarantado, todas as falas eram em inglês.
Pensei, e inicialmente podemos pensá-lo, que eram só as primeiras cenas, mas não, todo o filme está dobrado em inglês (com a qualidade mais que duvidosa das dobragens americanas, em que todas as vozes são iguais).
Desisti por minutos e fui ao menu de DVD, teria de poder escolher entre a desgraçada versão e a versão original.
O tanas. As editoras sentem-se felizes em lançar os títulos cá para fora. Se vêm com os extras que deviam, se os filmes são dobrados sem a possibilidade de os vermos na versão original isso não é da sua competência.
Não desgostei do filme, não é nenhum clássico, mas entretém. O pior mesmo é o desfazmento dos lábios, e a péssima dobragem.
Mais um serviço público.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Para a Shana e para a Sara

O cão morto visto por JPCoutinho

30 Dias de Noite - O Filme


Uma da manhã.

Cheguei à pouco a casa. Venho do El Corte Ingles (isto em espanhol é acentuado ou não)?

Vi o 30 Dias de Noite e...

E...já falo do filme.


Deixem-me fazer primeiro um pequeno parântese.

30 Dias de noite é baseado numa BD de sucesso que deu origem a outras, várias, mini-séries. Há alterações entre a BD (ou novela gráfica, como diz o poster do filme) e a história do filme, mas são circunstanciais.

Já aqui escrevi sobre a diferença entre mediums, e a forma como ela é feita. Cito Sin City, por ser um decalque, que para mim falha em algumas coisas. Sin City, o filme, é decalcado quase quadrado a quadrado da BD, no entanto o que na BD eu encarara como violência, na transposição para a tela dá-me vontade de rir ( a cena de Bruce Willis -era o BW, não era? - a guiar o carro da polícia e a espetar a cara,e o resto do corpo, do polícia no asfalta enquanto guia). Há uma enorme diferença na maneira como sentimos as coisas de medium para medium, daí algumas das alterações por vezes feitas.

Portanto, a primeira pergunta é, como resulta a transposição da BD para o cinema? Dificilmente o filme poderia ser tão violento como a BD, para quem já leu ou conhece a arte de Ben Templesmith isso é facilmente perceptível. O traço de Templesmith é cru e deturpado, feio mesmo, e a principal questão era "como serão os vampiros no filme"? Um pastiche, um decalque, alguns pelo menos, o que cria uma certa estranheza, várias pessoas riam quando aparecia um deles com o queixo coberto de sangue. A verdade é que estes vampiros estão a léguas de distância da ideia romântica, esqueçam Gay Oldman... um dos pontos fortes do filme para mim são os vampiros, mais bestas do que seres humanos, com alguns resquícios de humanidade (a voz, por exemplo), mas a comportarem-se como animais.
A violência da BD é extrema e mostra "naturalmente" (a culpa é de Templesmith) a carnificina.
As primeiras cenas de massacre do filme são quase ao estilo de Blair Witch, a câmara treme demasiado e pouco mais vemos do que sangue.

E não, isto não quer dizer que eu não tenha gostado do filme, bem pelo contrário.

30 Dias de Noite conta a história de Barrow, uma cidade no Alaska, e dos seus habitantes. Uma vez por ano os seus habitantes têm de passar um mês de noite, em que o sol desaparece. É neste cenário que são atacados por vampiros, sendentos de sangue, aproveitando o seu cenário natural preferido, a noite, seu habitat por excelência.

30 Dias não é o típico filme de terror americano, em que a partir de determinada altura notamos que o realizador colocou a 5ª e só termina quando o genérico final aparece no ecrã. Não, 30 Dias demora algum tempo a arrancar, para alguns, quiçá, demsiado tempo. É neste introito que vamos conhecendo algumas das personagens, o dia a dia, alguns dos locais que veremos mais para a frente.
Vai demorar algum tempo até que a primeira morte, rápida nos abra caminho para o resto da matança.

30 Dias, como já referi, sofre. inicialmente e conscientemente, da decisão formal de através de golpes rápidos de câmara mostar o sangue a esguichar, os corpos a tremerem com a chegada da morte e o pânico geral. Poderia ser mais credível? Podia, e vai ser. A violência é crescente, e a visualização desta também.
O plano vertical, lá de cima, da cidade, com vampiros a atacarem humanos, com corpos e estrebuchar, com pessoas a disparar e a fugir mostra-nos um cenário desolador.

Como desoladora é a nossa sensação, de estarmos ali, a assistir àquelas mortes, ao desespero dos sobreviventes que vamos acompanhando, ao ouvirem e verem a morte, à distância, dos seus amigos, sem nada poderem fazer.
O filme é claustrofóbico. E eu senti, e sei que não fui o único, a senti-lo na pele. Entrando no espírito do filme, e poderá ser difícil a alguns, sente-se o desespero, a falta de soluções, o cansaço, a derrota como cada vez mais certa. Mas se há uma qualidade a exaltar é mesmo a ambiência criada pelo filme. É palpável.

Há mortes que são visualmente gore e chocantes, vemos cabeças a serem cortadas a golpe de machado (raramente são cortadas à primeira). Os vampiros são estilizados e um pouco, por vezes e na minha visão, cómicos, mas a forma como brincam com as vítimas, a reacção e bestialidade tomam conta da primeira sensação (admitindo que para alguns essa sensação possa ser permanente).

O final é marcante, e quando falo de final falo dos últimos 5 segundos de filme, que parecem uma eternidade ao olhar para aqueles olhos, que transmitem...o quê? Cansaço, apatia, vingança, mas que quase não transmitem nada, são olhos cansados e extenuado saí eu da sala, como se tivesse corrido quilómetros (no meu caso 500 mt chegariam). A sensação aprofunda-se quando o genérico final entra, sem a habitual música rock dos filmes de terror, com fotografias do passado, com caras queimadas nas fotos, com cães, num cinzento aterrador que nos mostra a cor do que passámos.

Saí do cinema a pensar que tenho de ver este filme novamente, e em cinema. Saí a pensar que será das melhores adaptações de BD para cinema. Saí a pensar que será o melhor filme de terror que me lembro ter visto e já vi alguns. Saí um pouco atarantado. Lembram-se de pensar na cabeça da Gwineth Paltrow ao saírem do Seven? Eu senti-me assim, o filme apoderou-se de mim, o filme não, a claustrofobia, e saí numa sensação de torpor.

Aconselho? Não aos espíritos mais cândidos - muitos foram os que saíram da sala.
Aconselho? Sem a menor sombra de dúvidas, se tiverem espírito forte, bora lá, eu vou convosco. Se não forem muitos, até pago o bilhete.

9/10

1.29 da manhã - ai, ai, ai...lá vou dormir à pressa.

quarta-feira, novembro 07, 2007

30 Days of Night








Ponto 1. É uma das minhas bds favoritas, é assim que deviam ser todas as bds sobre vampiros.




Ponto 2. Há um ano que ganho bilhetes para as ante-estreias. Nunca ganhei nenhum para aqueles filmes que quero mesmo, mesmo, mesmo ver.






Ponto 3. 1+2= hoje vou ver a ante-estreia de 30 Days of Night.

E estou ansioso, porque não tinha grandes espectativas, e as críticas da Newsarama dizem que o filme é, por vezes, melhor que a BD. Hum...

Amanhã conto-vos.







Tarik

Não há jogadores dispensáveis, há talento desperdiçado.
Acredito que haverá jogadores dispensados que fariam falta ao clube.




Ibson...por exemplo. Jesualdo poderá não gostar dos homens, mas tem de se render ao que fazem dentro de campo. Ponto final.

A minha alma está parva

A Bola dá hoje maior destaque ao Porto do que ao Benfica.
Deixem-me sentar-me...

terça-feira, novembro 06, 2007

Evolução/Criação- primeira dificuldade em discutir

Interessante como a possibilidade de discussão sobre evolução/criacionismo é posta de parte pelos primeiros pela religiosidade que os outros apresentam, ou pela incapacidade de discutir cientificamente a questão.
Ou a pessoa religiosa é muito burra em termos científicos ou a pessoa científica é muito zelosa da sua religião.
Alguém que perguntava como andava. Disse-me que sabia quando andava mais cansado/atarefado pela ausência (ou menor postagem- que linda palavra) de posts no blog.
Smart boy, uh?

Greve em Hollywood

Pois é, os guionistas de Hollywood entraram em greve. Porquê? Porque querem receber um pequeno aumento das receitas de dvds e uso dos seus produtos na internet.
Eu fiquei chocado porque achava que estes tipos recebiam um pouco melhor, uma das medidas que pretendem que seja aceite é que em vez de receberem 4 cêntimos por DVD vendido recebam oito!
Hollywood é um mercado enorme, e há diferentes tipos de empregados a serem pagos, desde actores e realizadores, até desenhadores de roupa e empregados de catering. Mas, ignorar as, legítimas - na minha opinião, aspirações e moções de quem em parte suporta a indústria parece--me um erro e uma decisão arriscada.
Por enquanto, são os talk-shows que serão colocados em stand-by (so, there´s no Daily Show, no Jay Leno, no Steve Colbert, etc), seguindo-se as séries, embora estas devam estar seguras (na maior parte) até meio da época televisiva (Janeiro de 08). Claro que os filmes estão incluídos no pacote, embora deva existir um bom número de projectos em gaveta para seguir a produção enquanto o impasse se mantém. Que pode durar um dia ou um ano, a ver vamos.
Para quem esteja interessado aqui fica o link de um argumentista de BD e Cinema/TV, que estava a escrever a nova temporada de Lost, e vai continuar com a BD, nos tempos mais próximos, agora mais full-time do que nunca.
Já agora, o texto aborda também a questão dos argumentistas de BD, que por si só também não é famosa. Os argumentistas da Marvel e da DC não recebem quaisquer direitos por personagens que criem, estando na posição de criar personagens dentro de um empresa com todos os lucros a reverter para a dita empresa, quando não os lucros dos livros que escrevem, claro.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Leituras

Escrever sobre futebol será algo difícil, ou demasiado fácil. Depende do ponto de vista.
Muitos há que opinam, escrevem, inventam textos nos nossos jornais dos quais pouco se aproveita.
Descobri um senhor, no El País, que me tem deliciado.
John Carlin.

Leituras

Victoria en Irak? de Mario Vargas Llosa

Alguien se atrevería a afirmar hoy, contra la impresión generalizada, que la intervención militar en Irak en vez de un fracaso catastrófico va cumpliendo con sus objetivos y ha alcanzado ya un punto de no retorno? Bartle Bull, experto inglés en el Medio Oriente, en el último número de Prospect, la prestigiosa revista londinense que dirige David Goodhart, publica un ensayo defendiendo esta tesis, titulado: Misión cumplida. Sus argumentos son polémicos pero nada propagandísticos ni demagógicos.
Bull pone de lado la cuestión de si fue errónea o acertada la decisión de intervenir en Irak -algo que decidirán en el futuro los historiadores- y se limita a hacer un cotejo entre la situación actual del país y la que reinaba allá hace cuatro años y medio, cuando Estados Unidos, Inglaterra y un grupo de países aliados decidieron acabar con la dictadura de Sadam Husein. Sostiene que en la actualidad las fuerzas de la coalición se hallan en Irak con la anuencia de un gobierno democráticamente elegido y con un mandato que la ONU ha venido renovando cada año desde mayo de 2003, la última vez en agosto pasado.
A su juicio, las metas estratégicas de la intervención se han alcanzado. Irak no se ha desintegrado y su unidad territorial y política parece ahora más firme que antaño pues el descentralizado sistema en marcha cuenta incluso con el apoyo de los kurdos, cuya vocación independentista ha mermado de manera radical. En vez de una dictadura, el país es una democracia en la que, en todas las elecciones celebradas, la participación popular ha sido enorme, por encima de la que caracteriza a las sociedades abiertas de Occidente, de modo que su gobierno tiene una indiscutible legitimidad jurídica y política. Y se ha dado una Constitución que garantiza una independencia institucional y libertades públicas que ni Irak, ni ninguno de sus vecinos, ha conocido en su historia. No ha estallado la guerra civil e Irán no ha ocupado Irak ni tutela su vida política. El país ha dejado de ser un peligro para la paz mundial y, aunque muy lentamente, va convirtiéndose en la primera sociedad árabe con elecciones libres, libertad de prensa, partidos políticos diversos y derechos civiles reconocidos.
La violencia, claro está, sigue causando terribles sufrimientos. Pero, aunque sea obscena la comparación, el número de víctimas de esta guerra y del terrorismo resultante -entre ochenta y doscientas mil se cifran los cálculos- está lejos de alcanzar el millón y medio de muertos que resultaron de las guerras, genocidios y represiones del régimen baazista de Sadam Husein. La inmensa mayoría de estas muertes ha sido obra de las matanzas ciegas e indiscriminadas contra la población civil cometidas por los terroristas extranjeros de Al Qaeda o los de organizaciones suníes y chiíes que guerreaban entre sí y trataban de neutralizar a la población civil mediante el pánico. Aunque este género de violencia probablemente se prolongue todavía durante buen tiempo -el número de fanáticos capaces de hacerse volar en pedazos con un camión o coche cargado de explosivos parece inacabable- ella ha perdido toda significación política y en la actualidad se ha convertido en un problema puramente local y policial. Ha ido disminuyendo poco a poco, y el hecho decisivo en su contra ha sido el distanciamiento y la ruptura crecientes entre Al Qaeda y la población suní, cuya alianza se fue enfriando a medida que los dirigentes suníes se convencían de que, al contrario de lo que creyeron al principio, las tropas norteamericanas e inglesas sólo abandonarán el país cuando el gobierno iraquí esté en condiciones de asegurar el orden y la paz. En otras palabras, de que Irak no será un segundo Vietnam.
Bartle Bull señala que la alianza entre Al Qaeda y otras sectas terroristas fundamentalistas -todas ellas más o menos identificadas con un wahabismo radical-, empeñadas en resucitar la pureza de costumbres y la ortodoxia doctrinaria "de tiempos del profeta", y los suníes del Baaz -un partido inspirado en el nacional socialismo de Hitler, no hay que olvidarlo- ansiosos de restaurar los privilegios de que gozaban en tiempos de Sadam Husein estaba condenada al enfrentamiento. El malestar fue creciendo cuando los fanáticos wahabistas extranjeros, en su furia puritana, empezaron a imponer en las zonas dominadas por ellos su rígida moral, prohibiendo el cigarrillo, asesinando a los vendedores de alcohol y a los jeques de las tribus, así como casando a la fuerza a las jóvenes con los "emires" del llamado "Estado islámico de Irak". La ruptura se consumó cuando los suníes comprendieron que podían encontrar una forma de acomodo y convivencia en el nuevo Irak donde la mayoría chií -tres veces más numerosa que la minoría suní- tendrá las riendas del poder.
Bull señala que la nueva política pragmática de los suníes ha hecho posible, por ejemplo, la notable transformación de la provincia de Anbar, durante buen tiempo una ciudadela de la resistencia y el terrorismo y ahora la más pacífica de todo el país. De las 18 provincias iraquíes, en la mitad de ellas la violencia se ha reducido a niveles mínimos o desaparecido. Este proceso debería acelerarse a medida que la población suní sienta, en los hechos, que su supervivencia no está amenazada en el Irak dominado por los chiíes y que su presencia tanto en las instituciones como en la vida económica, política y social se halla segura. Un paso en esta dirección, dice Bull, ha sido el acuerdo de principio entre chiíes, suníes y kurdos sobre la delicada cuestión de la distribución de los ingresos petroleros, que deberá confirmarse pronto con la firma de una ley, avalada por Estados Unidos, la Unión Europa y las Naciones Unidas.
Bull destaca algunos hitos claves en este desarrollo. La batalla entre suníes y chiíes desencadenada con la destrucción, por aquéllos, de la mezquita de Samarra. Fue el momento en el que la guerra civil generalizada pareció inevitable. Pero los suníes, cediendo al realismo, dieron marcha atrás cuando se vieron derrotados. A partir de entonces comenzaron, con discreción al principio y ahora de manera explícita, a pactar con los Estados Unidos y el gobierno de Maliki. Uno de los efectos de estos acuerdos ha sido el número creciente de suníes incorporados en los últimos meses al Ejército y a las fuerzas policiales iraquíes: cinco mil sólo en las últimas semanas. Al mismo tiempo, en un gesto de reciprocidad, el gobierno iraquí dio empleo en los servicios del Estado a otros siete mil suníes y reconoció el derecho a jubilación completa a todos los ex oficiales y soldados baazistas, con excepción de los 1.500 vinculados a crímenes y torturas, la mayoría de los cuales, por lo demás, están ya presos, muertos o han huido a Siria, Jordania y Arabia Saudita.
Este es un resumen muy sucinto del ensayo de Bartle Bull. Mi impresión es que, aunque pueda parecer demasiado optimista y aunque no subraye lo suficiente, entre sus consideraciones, las secuelas trágicas que sin duda tendrá para la reconstrucción de Irak y la normalización de su vida social la atroz hemorragia de vidas humanas y bienes causada por el terror, así como la emigración al extranjero de sus mejores cuadros, ejecutivos y profesionales, las perspectivas que el analista británico señala para el porvenir de Irak son probablemente exactas, aunque los plazos sean acaso más prolongados de lo que él cree. Sólo el odio tan extendido hacia los Estados Unidos explica ese consenso, entre los comentaristas y políticos occidentales y tercermundistas, de que, al igual que en Vietnam, las tropas norteamericanas terminarán partiendo a la carrera, expulsadas de Irak por los "resistentes" y la repulsa de la opinión pública internacional. Con todo lo sangrienta y dolorosa que es la situación sobre el terreno, lo cierto es que en Irak no son los Estados Unidos y Gran Bretaña sino las bandas terroristas las que van llevando ahora la peor parte. La contraofensiva última dirigida por el general Petraeus ha tenido incluso más logros de los esperados y, hasta el momento, no ha habido el menor retroceso. Y es claro que se hacían ilusiones quienes pensaban que con un triunfo demócrata en las próximas elecciones en Estados Unidos, vendría la desbandada. Hillary Clinton y Giuliani, los dos probables candidatos, han dejado bien en claro que a este respecto su posición es semejante: la retirada de las tropas se irá haciendo sólo en la medida en que el gobierno iraquí esté en condiciones de reemplazarlas tanto en la batalla contra el terror como en el mantenimiento del orden público. Si es así, yo también pienso que los enormes sacrificios hechos estos últimos cuatro años y medio por el pueblo iraquí no habrán sido inútiles.

© Mario Vargas Llosa, 2007. © Derechos mundiales de prensa en todas las lenguas reservados a Diario El País, SL, 2007.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Que o Porto tenha 8 vitórias em outros tantos jogos não é discutível, é a realidade.
Que a coisa possa descambar como o ano passado depois de Dezembro é uma realidade provável que poderá trazer dissabores.
A dúvida é quando e como a equipa reagirá a uma derrota no campeonato. E quando o cansaço/lesões dos jogadores se enunciar como uma realidade se os suplentes se comportarão como em Fátima...

Callema nº3

A Cooperativa Literária tem um Blog.
Ali podem saber que a Callema nº 3 sai este mês. Mais uma vez, eles não se fartam, com um texto aqui do je, desta vez um ensaio sobre BD.

Experiências

Há coisa de cinco anos passei fugazmente pelo ensino privado, como professor.
Fugazmente porque me tinha sido feito o convite, que aceitei sempre de pé atrás já que ia começar, poucas semanas depois, a dar aulas no Técnico. Preferi dedicar mais tempo ao Técnico do que unir as duas oportunidades.
Mais vale prevenir do que remediar.
Ainda assim, e pelos 2 ou 3 dias, poucos, eu sei, de experiência e com os cinco anos de ensino de Português para fins específicos, no Ensino Superior, para alunos de Ciências e de Construção Civil não me parecem assim tão lineares os argumentos em relação às diferenças entre ensino privado e público.
Haverá sempre escolas muito boas num e noutro regime. Haverá melhores condições no privado, esperemos...
O que muita vez me choca é a média de determinado aluno, no caso em Português, e as competências demonstradas.
Nas poucas aulas que dei na escola privada não notei uma tão grande divergência no que diz respeito aos conhecimentos, conferi, porque cheguei no início do segundo período, uma clivagem entre os conhecimentos reais e a nota obtida.
Clivagem esta confirmada nos primeiros anos no Técnico. Alunos que chegavam com médias finais altas, e que tinham e têm enormes dificuldades na expressão do Português, falado e escrito. Válido para alunos tanto do privado, como do público.
E isto faz-me confusão.
Primeiro, que se faça um enorme esforço para obrigar (que não resulta) os alunos a ler determinado autor, que os alunos não percebam o que lêem (quando o fazem) e que não consigam produzir por escrito um argumento ou uma opinião, organizada e coerentemente, sem erros (ou mesmo com) ortográficos.
Depois, que não haja, no Secundário, uma cadeira ou algumas aulas, divididas pelas diferentes cadeiras, com o intuito de trabalhar a comunicação oral ou a apresentação de trabalhos oralmente.
Com o novo estatuto do aluno temo que a situação piore um pouco mais. Se é verdade que os que não gostam de estudar ou que vêem o 12º ano como uma meta colocar-se-ão à sombra da bananeira, poderá ser uma oportunidade para quem gosta de estudar ou quer seguir um caminho no Ensino Superior poder dar umas escapadelas. Parece-me, como alguns têm dito, o caminho do facilitismo. Trabalhar-se-á melhor a comunicação com este Estatuto? Provavelmente, porque os alunos mais destabilizadores não estarão na aula. Veremos...
Voltando ao início, seria interessante, ver até que ponto as notas dos alunos dos privados seguem em alta no ensino superior. Muitas vezes isso acontece, mas acontecerá sempre?