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segunda-feira, outubro 13, 2008

O humor é feito de expectativas, e de gostos. Já agora de capacidade de previsão.
A verdade é que o hiato de um ano de Gato Fedorento tinha deixado um vazio enorme, pelo menos até começar Os Contemporâneos.
O humor é igual? Não é... O formato é diferente. O estilo é diferente. E neste momento os soquetes de Os Contemporãneos são menos expectáveis, menos lógicos.
Confesso que nunca adorei os Gato. Fui gostando. Sempre achei que tinham mais piada com pouco dinheiro, do que com muito. Na RTP havia dois ou três sketches com piada, era uma questão de arranjo do produto final.
Na SIC não há o peso da audiência, essa acaba por aparecer. Quando se lembrarem de lá colocar o Camilo, então serão vencedores.
Ontem foi complicado. Achei duas ou três ideias muito boas, mas o produto final fraquinho (e deve ter sido dos poucos programas em que o não apelidaram de tal).
Claro que a pergunta coloca-se: é Zé Carlos um mau programa de humor? Não, não é. Comparado com os programas de humor da restante tv portuguesa, de modo algum.
Mas se calhar sofre com o peso de toda uma cartilha humorística já produzida por eles.
É constrangedor quando eu adivinho a punch-line, e ontem aconteceu várias vezes. O humor socorre-se desse facto. Inovar. Enganar. Adiar o esperado. Ontem aconteceu poucas vezes.
Que me desculpem os fãs, mas neste momento prefiro Os Contemporâneos.
Para que conste, eu gostava de não preferir nenhum.

segunda-feira, maio 05, 2008

Contemporâneos

Sentei-me com expectativa para ver o programa de humor de Bruno Nogueira.
Pelo que se leu, a génese do programa nasceu com ele, a equipa foi ele que a juntou. E aqui temos, na minha opinião, a pecha do programa, o humor é pouco Nogueira e mais consentâneo com o do resto da equipa.
Já que se trata de um programa de humor a pergunta coloca-se "E dá para rir"? Nim...
Às vezes sim, outras nem por isso. Provavelmente, mais da segunda opção do que da primeira.
E é pena, porque há boas ideias. As únicas vezes em que ri com gosto foram com as piadas de mau gosto (a de Maddie, por exemplo), o que não me parece bom augúrio.
A rábula do Concurso de Avaliação de Professores é, em teoria, brilhante, na concepção fraquinha, particularmente fraquinha. A deixa da bombeira de Évora deixa-nos com um travo na boca, e o esticar do júri de Vila Real é incompreensível.
A crítica ao PSD começa bem, o videoclip de Barack (Barack Som Sistema) podia ter sido tratado com menos brejeirice, nem a dança de Markl salva a ideia.
Tanto a ideia do elevador (era para rir?), como a do Concurso de Avaliação buscam inspiração no Flying Circus. Ali, como aqui, havia ideias que falhavam. Mais aqui do que no programa dos Pithon.
A ligar tudo isto a breijeirice nacional, o humor da cueca, que por sinal nem é nada de especial, pouco hilariante.
Bruno Nogueira faz melhor na rádio (foi nisto que se tornou o rapaz do Senhor do Bolo?), Rueff também, Markl idem idem aspas aspas.
Foi menos humor e mais sátira, e a sátira faz rir menos que o humor propriamente dito.
Esperemos que melhore...