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segunda-feira, junho 11, 2007

Socorro


Rescue Me (Socorro em português) é uma série dramática protagonizada por Dennis Leary e que foca a vida de uma corporação de bombeiros em Nova Iorque.

Já passara os olhos por um ou outro episódio, mas ainda não vira nenhum completo. Ontem tive a oportunidade de ver o primeiro.

É uma série adulta para adultos, entramos na vida de Tommy Gavin, bombeiro, que tenta levar a sua vida avante do 11 de Setembro, em que perdeu quatro amigos, e encontra-se em processo de divórcio.


O episódio foca estas questões, a chegada de uma psiquiatra (psicoterapeuta) ao quartel e a "confissão" de Tommy, o espiar o novo namorado da ex-mulher, o combater um fogo, o conversar com os seus fantasmas (o Abrunhosa deve ver a série).

Há duas cenas marcantes neste episódio.


Quando os filhos de Tommy dormem em sua casa, e ele coloca notas em cima da mesa, quem lhe responder a perguntas sobre o namorado da mãe, fica com o dinheiro. Pouco pedagógico, natural, mas hilariante e ao mesmo tempo denunciador de uma falta de diálogo e revelador do tipo de relacionamento entre este pai e os filhos.


E depois há a cena final. Ao longo do episódio vemos Tommy falar com os seus fantasmas, com as pessoas que não conseguiu salvar ou que lhe eram próximas e morreram no 11 de Setembro. Na cena final, vemos Tommy na praia, a beber. Ao seu lado os seus fantasmas... Quando ele parte os fantasmas seguem-no... Há coisas que devemos ultrapassar, face à possibilidade de as carregarmos ou de sermos consumidos por elas. Neste episódio vemos quais as cargas de Tommy, os seus fantasmas, o que o oprime, e no final os seus fantasmas seguem-no. Até quando?


Rescue Me é uma série forte, interessante e que prometia (nos EUA vai na 4ª série daí o tempo verbal. Parece que o rometido foi devido.) Por mim, e ainda na primeira série, vou começar agora a conferir a qualidade e a certeza da crítica.


segunda-feira, maio 14, 2007

Humor Sobrenatural

Gosto de Sobrenatural, a série de televisão.
Não se pode dizer que é excelente, ou que se tornará um clássico, mas penso que atinge os seus objectivos plenamente. E acima de tudo não tenta ser algo que não é!
Sobrenatural é uma série com tendências adolescentes, com muito sentido de humor, que renova o gosto pelo terror televisivo e que fá-lo sem grandes pretensões.
Tem uma excelente produção e alguns dos episódios estão muito bem realizados, pelo menos no que diz respeito ao objectivo dos filmes de terror. Criar emoção e suspense.

Uma das coisas que mais me agarra à série (são duas, mas comecemos pelo início) é a estrutura narrativa. Os produtores/argumentistas reconheceram a dificuldade de cativar a audiência mantendo sempre a mesma estrutura, vai daí grande parte dos episódios fogem ao sistema princípio, meio e fim, contado pelos protagonistas ou seguindo os seus olhos.
E já tivemos vários exemplos, estrutura normal, começando do fim, e explicando como se chegou aí, in media res, pelos olhos dos protagonistas, dos antagonistas, de um fantasma, etc...

Mas, aquilo que mais me prende é o humor, muitas vezes non sense, mas muitas vezes inteligente e outras conversando com outros textos.
Num dos episódios, a actriz convidada é Linda Blair, a criança de O Exorcista. No final do episódio, em que Blair faz de polícia, Dean pergunta ao irmão se não a achou parecida com alguém...
Num outro episódio, passado em Hollywood, vemos os dois irmãos a fazerem uma visita aos estúdios. O guia convida os interessados a dar um pulo ao set de Gilmore Girls, Sam faz uma cara assustada e foge dali a sete pés. Nota: Sam(Jared Padalecki) participou na série durante algumas épocas, como o namorado de Rory Gilmore, Dean.

Pode não parecer muito cómico, mas só vendo.

Spooks

I´m hooked, ou mais lusitaniamente, estou agarrado.
Spooks é uma série inglesa sobre espiões, em especial sobre os espiões do MI5.
A primeira série aborda, mais pessoalmente, as dificuldades que um dos espiões tem em equilibrar a sua vida profissional com a amorosa. Dizer à namorada que é espião? Convencê-la a viver em perigo por amor?
A série, talvez por ser inglesa, mexe mais com questões pessoais, mesmo quando aborda as razões do terrorismo, do que com efeitos especiais.
É violenta, no 2º episódio, uma das personagens principais (achamos nós) é barbaramente morta, queimada com óleo a ferver.
Existem traições, dentro e fora do MI5, Hugh Laurie (o dr. House) interpreta fugazmente (2 episódios) um dos agentes do MI6.
As storylines não são todas espectaculares, mas estão arraigadas à realidade e por isso mais temíveis. A mentira é vista como o pão nosso de cada dia na vida dos agentes. Mentir para apanhar terroristas, mentir para proteger os nossos entes queridos, mentir por não nos darem o valor devido.
Não sabemos, os próprios produtores o afirmam, se é assim a vida dos espiões, mas pelo menos deram-nos um retrato verosímil, esqueçam o 007, aqui as engenhocas ficam de fora, mas os problemas do dia a dia ganham maior e nova espessura.

domingo, maio 13, 2007

Dúvida

Mesmo atendendo à duplicidade (masculino e feminino) da palavra mestre, não consigo compreender o que a Paula Bobone faz no programa.

terça-feira, abril 24, 2007

-Um homem também chora?
-Às vezes!
-A ver televisão e cinema?
-Diria menos...
-Confesso com uma ponta de vergonha que, ainda que não tenha chorado, fiquei embargado com dois episódios da 3ª Série de anatomia de Grey. Achei que estavam muito bem escritos, e de certa maneira há uma empatia/relacionamento com aquelas personagens.
Enfim, uma das minhas séries favoritas.
-Hum...não andas a ver muitas séries para "gaijas"?
-Achas?

terça-feira, janeiro 30, 2007

Brothers & Sisters

Calista Flockhart participa numa nova série, Brothers & Sisters.
A série trata de uma família com 6(?) irmãos que reaprende a viver com a morte do pai. As dificuldades relacionais de alguns com a mãe, o amor entre irmãos e as dificuldades do dia a dia, as posições políticas, a questão da guerra no Iraque, o 11 de Setembro.
A série merece todo o meu respeito porque tem-me interessado tendo duas actrizes de que não gosto particularmente, Calista Flockhart e Sally Field.
Uma série a ter em conta.
E já agora, uma boa surpresa.