sábado, novembro 27, 2004

Recordações

A minha memória mais antiga é...dizem alguns ou ainda, a minha primeira memória é...
Livra. Memória de elefante diria o outro, ou aldrabões, não desfazendo!!!
Sinceramente, não sei qual é a minha primeira memória. Lembro-me de algumas coisas bem antigas. O meu irmão tem menos 2 anos e meio (mais ou menos, não chega a tanto) que eu, no entanto lembro-me do meu pai me ir buscar para o ir ver à maternidade. Não me lembro dele ou da maternidade, entenda-se, só do meu pai a ir-me buscar à casa da minha avó.

Lembro-me de descer uma rua com uma pesadíssima garrafa de aniz!:p
Era pequeno, três(?) ou quatro (?) anos, talvez mais, quiçá. Na terra do meu avô, no Alentejo (Montejuntos - junto à fronteira e ao Guadiana), no inverno, numas festas quaisquer, com lama até ao joelho (aqui é figura de estilo), via o meu pai comprar rifas. Farto da triste sina, foi-se embora. Pedi-lhe dinheiro para uma rifa, para ser eu a comprar. Foi andando. Dois ou três minutos depois, eu gritava por ele, a descer pela rua com uma garrafa de aniz na mão, contente, excitadíssimo por tão grande prémio. Diz-me ele que ainda nesse mesmo dia ganhei outra garrafa, dessa não me lembro, nem tenho ideia alguma. Só da de aniz...


1 comentário:

frog disse...

Chiça! Tão novo e já eras bêbedo! Sinceramente, nunca me enganaste...
Eu, que antes de vocês me levarem para os shots no Lionheart e para os Smirnoff Ice só bebia abafadinho, prefiro os nossos moscateis com gelo. Tornou-se um hábito de muitas vezes que nos reunimos para trocar uns dedos de conversa. Então no Real República... Tem aquela cerejinha em cima do bolo que é a máquina de jogos onde temos sempre de ir deixar o nosso nome no Diamonds Eleven e no Trivial - como ontem...
Mas, acima de tudo, o que interessa não são os cafés, os moscateis ou os jogos - é a amizade. E já lá vão quase sete anos. Acho que estamos a ficar velhos, camarada...